A Penitenciária Federal em Brasília (DF) passou por uma varredura com cães policiais farejadores. A operação ocorreu em parceria com as unidades K9 das polícias Rodoviária Federal (PRF), da Penal do Distrito Federal (PPDF) e Militar do Distrito Federal (PMDF).
Equipes da Polícia Penal Federal retiraram os presos das celas e os contiveram na área de segurança, para fossem feitas as revistas. Na unidade, estão detidos os líderes da facção paulista Primeiro Comando da Capital (PCC) como Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, e o principal rival dele, Roberto Soriano, o Tiriça, ex-número dois na hierarquia da organização criminosa.
Oito cães policiais farejadores foram utilizados na operação que vistoriou todas as celas ocupadas, bem como pátio de sol e áreas de movimentação de custodiados. Segundo a Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), a varredura ocorreu em 29 de fevereiro deste ano.
A vistoria em todos os ambientes durou cerca de duas horas e não houve detecção de ilícitos. A diretora da Penitenciária Federal em Brasília, Amada Teixeira, afirmou que a operação faz parte de um conjunto de ações adotadas pela Senappen e pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública para reforçar a segurança das penitenciárias federais.
Ferramenta valiosa
Os cães policiais, também conhecidos como K9, são uma das ferramentas mais valiosas nas forças de segurança. Esses cães recebem treinamento para auxiliar os policiais em diversas tarefas como a detecção de entorpecentes, explosivos e até na busca de pessoas desaparecidas.
Para se tornar um K9, além de passarem por treinadores experientes, os cães são selecionados a partir de características como inteligência, capacidade de trabalho e temperamento. As raças mais utilizadas pelas forças policiais são: pastor alemão, pastor belga, rottweiler e labrador que com uma preparação específica se tornam cães de serviço altamente qualificados.
