
Para a candidata à reeleição ao GDF, a medida contra as bets foi uma decisão eleitoreira do presidente Lula às vésperas do primeiro turno
27/09/2026 10:36
, atualizado 27/09/2026 10:38

A governadora do Distrito Federal e candidata à reeleição Celina Leão (PP) classificou a decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de proibir as bets às vésperas do primeiro turno das eleições como “oportunismo político”. A declaração foi feita por Celina após participar da Corrida Cristã, no Parque da Cidade, em Brasília (DF), na manhã de domingo (27/9).
“Estava demorando para o Estado fazer alguma coisa. Agora, ele fazer em momento eleitoral é oportunismo. Podia ter deixado de aprovar, mas ele trabalhou para aprovar. Quando viu que o país está empobrecido, ele vai e solta isso? As pessoas sabem que é eleitoreiro”, afirmou.
Para a progressista, não há segurança jurídica na determinação e há risco de que o petista volte atrás. “A preocupação é depois da eleição, se ele ganhar, trazer as bets de novo”, complementou.
Celina se disse contrária aos jogos eletrônicos de azar no país. “Eu sou favorável a não ter nenhum tipo de jogo eletrônico no Brasil. Isso tem empobrecido o Brasil, tem trazido prejuízo a nossa economia e tem acabado com as famílias. A culpa é do governo que legalizou. Não deveria ter legalizado”, emendou.
MP das Bets
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou, na sexta-feira (25/9), em São Paulo, uma medida provisória para acabar com as bets no Brasil. A norma foi anunciada a nove dias do primeiro turno das eleições de 2026.
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Será responsabilidade dos bancos fazer a devolução, entre os dias 9 e 14 de outubro, do dinheiro para os apostadores que perderam a data-limite.
A MP também atinge publicidades. As bets terão até 23h59 de segunda-feira, 5 de outubro, para retirada de todas as peças e ações de publicidade, propaganda e marketing tanto em meios físicos como digitais. O mesmo prazo será dado para a retirada de marcas oriundas de contratos de patrocínio.
O governo intensificará a remoção de sites ilegais e as investigações sobre movimentações financeiras por meio de uma força-tarefa que reunirá diferentes órgãos. Também ampliará a fiscalização, a integração entre as forças e o compartilhamento de informações estratégicas, além de fortalecer a estrutura do Ministério da Justiça e Segurança Pública e da Polícia Federal.
