Segundo a PCBA, as drogas vinham do Paraguai, passavam pelo Paraná e seguiam para a Bahia. Grupo também é suspeito de tráfico de armas
07/10/2026 13:58
, atualizado 07/10/2026 15:01

Entre os presos por suspeita de tráfico de drogas durante a Operação Leakage, deflagrada nesta quarta-feira (7/10) pela Polícia Civil da Bahia (PCBA), está a farmacêutica Malena de Moura (a primeira da foto, à esquerda). Ela foi presa no momento em que chegava a um hospital da região para trabalhar.
A investigação, conduzida pelo Departamento Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), por meio da 3ª Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes (3ª DTE/BTS), apura a atuação de um grupo suspeito de transportar, armazenar e distribuir grandes quantidades de cocaína na Bahia e no Paraná.
Ao todo, foram cumpridos 37 mandados de busca e apreensão nos dois estados, além de 14 mandados de prisão. A Justiça também determinou o bloqueio de R$ 25 milhões em valores pertencentes aos investigados. Onze veículos apontados como utilizados no transporte e na distribuição das drogas foram apreendidos.
Até o momento, 10 investigados foram presos. Uma das diligências ocorreu em um condomínio de alto padrão em Salvador (BA).
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Cerca de uma tonelada de entorpecentes, entre maconha, crack e cocaína, foi localizada em um galpão no município de Camaçari, durante um novo desdobramento da Operação Leakage. O material apreendido ainda será contabilizado e encaminhado para perícia, que deverá identificar e quantificar as substâncias.
Imagens da Operação Leakage:

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Operação Leakage
Reprodução / PCBA

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Traficantes adquiriam drogas do Paraguai
Reprodução / PCBA

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Operação de tráfico em condomínio de luxo
Reprodução / PCBA

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Droga apreendida em mala
Reprodução / PCBA

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Maconha apreendida durante a Operação Leakage
Reprodução / PCBA

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Apreensão
Reprodução / PCBA
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Entre os detidos, estão dois homens apontados pelas investigações como responsáveis por receber os entorpecentes e distribuí-los em diferentes pontos. Segundo a polícia, o grupo utilizava galpões para armazenar as drogas e os veículos utilizados para transportar os carregamentos.
Para dificultar a identificação e a localização dos integrantes, os investigados recorriam a dezenas de imóveis e veículos alugados. De acordo com a investigação, o uso temporário de residências e automóveis dificultava o rastreamento da estrutura utilizada pelo grupo.
A organização é investigada pelo tráfico de grandes quantidades de cocaína. Segundo as apurações, toneladas do entorpecente eram movimentadas mensalmente e distribuídas para diferentes organizações criminosas.
Entre os demais presos, estão Gabriela de Oliveira (no centro da foto), apontada como chefe local do grupo; Leonardo dos Santos (o terceiro da foto, à direita), também considerado um dos líderes da organização; Douglas de Oliveira (o quarto da foto, à esquerda), apontado como gerente e negociador do esquema; Luciano da Silva (no centro da foto abaixo), também identificado como um dos chefes; e Luiz Pala (o último da foto, à direita), apontado como articulador logístico.

Drogas adquiridas no Paraguai
Segundo as investigações, os suspeitos compravam grandes quantidades de drogas no Paraguai e as transportavam até o Paraná. No estado, os entorpecentes eram transferidos para Salvador e municípios do interior da Bahia.
As apurações também identificaram indícios de envolvimento de integrantes da organização com o comércio ilegal de armas de fogo.
A operação cumpre mandados judiciais em Salvador, Lauro de Freitas, Camaçari e Feira de Santana, na Bahia, e em Cascavel, no Paraná.
Além de agentes da Polícia Civil da Bahia, as polícias Civil e Militar do Paraná apoiam a ação.
