Um dos criminosos se passou por delegado para pressionar a moradora do DF; golpe foi descoberto pela vítima após contato com o banco
04/11/2026 06:49
, atualizado 04/11/2026 06:54

Policiais civis da 17ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Norte) deflagraram, na manhã desta quarta-feira (4/11), uma operação contra uma organização suspeita de estelionato e lavagem de dinheiro. As investigações tiveram início em maio de 2026, após uma moradora de Taguatinga (DF) denunciar ter sido vítima de um golpe aplicado por criminosos que se passaram por funcionários do Banco Itaú.
Induzida a acreditar na legitimidade dos contatos, a vítima realizou pagamentos com cartão de crédito que somaram R$ 29 mil. Posteriormente, também transferiu R$ 200 mil via Pix para uma empresa. O prejuízo total foi de R$ 229 mil.
Ao todo, estão sendo cumpridos cinco mandados de busca e apreensão domiciliar nos municípios de São Paulo (SP), Bertioga (SP), São Sebastião (SP) e Ilhéus (BA).
A operação também inclui medidas cautelares para autorizar o acesso aos dados de eventuais aparelhos eletrônicos apreendidos e o sequestro de valores mantidos em contas vinculadas às empresas investigadas, até o limite de R$ 115 milhões.
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As medidas têm como objetivo aprofundar a identificação dos integrantes do grupo, reunir novas provas, interromper as atividades criminosas e viabilizar a recuperação de ativos relacionados aos delitos investigados.
A coluna Na Mira entrou em contato com o Itaú. O espaço segue aberto para posicionamentos.
Como o golpe funcionava
Para dar credibilidade à fraude, um dos criminosos também se apresentou como delegado de polícia e alegou que, tanto a vítima quanto a instituição financeira, estariam sob investigação.
Durante a ação, os golpistas mantiveram contato com a vítima por telefone e aplicativos de mensagens, exerceram pressão psicológica e a orientaram a manter sigilo sobre os procedimentos. A fraude só foi descoberta depois que a mulher entrou em contato diretamente com os canais oficiais do banco.
Veja alguns prints das mensagens:
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Mensagem do golpista dizendo que a vítima está sendo investigada
Reprodução / PCDF

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Mensagem da vítima avisando o falso funcionário do Itaú que o dinheiro saiu
Reprodução / PCDF

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Pagamento de R$ 200 mil
Reprodução / PCDF
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A partir de diligências e medidas cautelares, os investigadores identificaram indícios de que os suspeitos atuavam em diferentes localidades e utilizavam empresas para receber, transferir e ocultar recursos provenientes dos golpes.
As apurações também apontaram indícios de lavagem de capitais. Uma das empresas investigadas recebeu R$ 180 mil provenientes da fraude e está vinculada a movimentações financeiras suspeitas que, segundo os elementos reunidos pela investigação, ultrapassam R$ 115 milhões. Outra empresa relacionada ao caso também apresentou histórico de operações financeiras atípicas.
Os investigados poderão responder pelos crimes de estelionato, organização criminosa e lavagem de capitais.
