Na noite dessa quinta-feira (27/2), quem foi à “Água Liberal” esperando se divertir encontrou a entrada bloqueada. O local, que fica próximo à entrada do parque Água Mineral, costumava “pegar fogo” no meio da tarde, por volta de 15h.
Até o fim do horário comercial, o terreno ficava lotado de homens com desejo por uma “rapidinha”.
Veja homens dando uma “rapidinha” perto da Água Mineral:
O local lembra o famoso estacionamento ao lado do Pavilhão do Parque da Cidade, batizado sugestivamente de “Floresta do Sussurro”, ponto de encontro clássico – para transas rápidas entre homens – que perdeu força.
Protegidas por um bambuzal, que fica às margens da Estrada Parque Indústria e Abastecimento (Epia), as vagas da “Água Liberal” são ocupadas por todos os tipos de veículos e pessoas, quase sempre em busca de sexo. A área em que o sexo corria solto, dentro e fora dos carros, sofreu um baque ao ter blocos de concreto instalados na entrada. A manobra da administração do parque jogou um balde de água fria nos “surubeiros” ao dificultar o trânsito de automóveis no local.
Mais “discretos”, os homens passaram a usar a vegetação alta para esconder as brincadeiras sexuais. Eles estacionam os veículos ao lado do meio-fio, entre a vegetação — apelidada de “matinho guloso” — e o estacionamento. O segundo passo costuma ser abrir uma das portas e evitar olhares curiosos. A conversa é curta e não existe tabus, timidez ou preservativos. O sexo é rápido, o risco é alto e a rotatividade impressiona. Alguns homens trocam de parceiros e pulam de carro em carro, literalmente.
“Motoca” pegador
O piscar de faróis é um dos sinais usados para outros homens se aproximarem de onde o “bicho tá pegando”. Na tarde do dia 6 de fevereiro deste ano, o entra e sai de veículos e motociclistas aumentava com o passar do tempo. Um homem que estava em uma moto circulava por entre os carros conversando rapidamente com os escolhidos, e os “tiros” eram, quase sempre, certeiros. Na primeira investida, o “motoca pegador” fez sexo com um homem numa área verde às margens da Epia. Ativo, o motociclista terminou o serviço e logo voltou a fazer o mesmo itinerário entre os automóveis.
Em seguida, ele voltou a circular de moto e resolveu parar ao lado de um SUV estacionado rente ao mato alto. Com as portas abertas, ele deixou que um homem fizesse sexo oral nele. Desconfiados, ambos olhavam para trás a todo instante com receio de serem vistos. Entre 16h e 18h, o volume de carros e sexo grupal chega ao ápice. Homens engravatados dirigindo veículos com as janelas abaixadas passam devagar esperando convite de um ou dois interessados para um ménage.
Veja imagens da pegação na “Água Liberal”:
O Metrópoles passou uma tarde acompanhando as sessões de sexo no lugar. Segundo a Polícia Civil, grupos de homens que vão até o parque ambiental à procura de aventuras homossexuais infringem o Código Penal Brasileiro, já que praticar sexo em público é crime. Ele se enquadra no artigo 233, que se refere à prática de ato obsceno. A pena prevista para esse tipo de crime varia de 3 meses a 1 ano de prisão ou multa. O crime é registrado como contravenção penal.