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UPA do DF “some” com receita de antibiótico para idoso com pneumonia

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DÉLIO ANDRADE
DÉLIO ANDRADEhttp://delioandrade.com.br
Jornalista, sob o Registro número 0012243/DF

A família de um idoso de 81 anos internado há uma semana com pneumonia na unidade de pronto atendimento (UPA) de Ceilândia denuncia que o paciente está em sofrimento com a troca de antibióticos ministrados pela equipe médica. Um dos medicamentos, que custaria em torno de R$ 2 mil, estaria em falta na unidade.

O paciente é Júlio Antônio de Lima. Ele foi internado em 19 de março, com quadro de pneumonia. A filha dele, a profissional de limpeza Elma Seabra, 56, conta que o pai já tomou quatro tipos diferentes de antibióticos. “Os dois primeiros não surtiram efeito; o terceiro, esse que custaria R$ 2 mil, até melhorou o quadro, mas o estoque teria acabado nessa terça-feira (25/3)”, relata.

Elma diz que, quando o medicamento acabou, uma das enfermeiras sugeriu que ela comprasse. A filha de Júlio até pretendia acatar a ideia. “Eu planejei pedir alta ao meu pai para ficar ministrando o remédio por conta própria, mas, quando eu pedi o nome e a receita do medicamento, a enfermeira disse que havia rasgado os papéis e que o médico já havia receitado um quarto antibiótico”, explica a filha do paciente.

Esse quarto medicamento também foi ministrado na terça-feira (25/3), mas, segundo Elma, não trouxe melhoras. “Para mim, ele está ficando mal. Quando foi internado, estava lúcido. Hoje, tem delírios”, relata a filha. “Ele está cada dia pior.”

A filha tentou insistir para saber o nome do antibiótico caro. “Os enfermeiros e médicos desconversam quando eu pergunto”, alega Elma.

A mulher assegura que o pai não havia sofrido com crises causadas por pneumonia anteriormente. “A última vez em que ele ficou internado na UPA de Ceilândia foi por conta da Covid, em 2021, e ele foi tratado super bem”, relembra.

Agora, Elma segue esperando por uma evolução positiva no quadro de saúde do pai. Enquanto isso, ele segue internado, testando antibióticos diferentes.

Resposta

Procurado pela reportagem, o Instituto de Gestão Estratégica em Saúde do Distrito Federal (Iges-DF) informou que o paciente deu entrada na unidade com insuficiência cardíaca congestiva e pneumonia. “Ele está sendo tratado com Ceftriaxona e Clindamicina, mas já apresenta melhora segundo a equipe médica”, declara o órgão.

Quanto às informações de que uma enfermeira sugeriu a compra de um antibiótico, o Instituto prometeu apurar os fatos. “O Iges-DF reforça que todas as suas unidades são 100% SUS e em nenhuma hipótese deve ser solicitada a compra de medicamentos por pacientes ou acompanhantes para que esses possam ter o tratamento dentro de suas unidades”, afirma.

“A gestão responsável pela unidade irá apurar os fatos e tomar as devidas providências, pois tal ação é passível de penalidade segundo as diretrizes do Instituto”, encerra o Iges-DF.

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