Alessandra da Silva Oliveira, de 26 anos, foi morta a tiros após fazer um comentário que teria desagradado o policial militar

A mulher morta a tiros pelo policial militar Bruno Cardoso dos Passos, de 27 anos, na madrugada deste domingo (8/11), na Asa Sul (DF), foi identificada como Alessandra da Silva Oliveira Andrade (foto em destaque), de 26 anos. A vítima era amiga da esposa do PM e estava entre os passageiros de uma van que transportava um grupo de amigos após uma comemoração de aniversário.
O crime aconteceu próximo a um posto de combustíveis, na altura da 302 Sul, e deixou outras quatro pessoas feridas, entre elas a esposa do militar. Bruno foi preso horas depois, no Parque da Cidade, e afirmou em depoimento à polícia que “não se lembra de nada” sobre o ocorrido.
A coluna Na Mira apurou que Bruno comemorava o aniversário, celebrado na última sexta-feira (6/11), com a esposa e um grupo de amigos em um bar da Asa Sul.
Durante a comemoração, o policial teria discutido com a mulher e, posteriormente, ameaçado matar os passageiros de uma van que havia sido alugada para transportar o grupo. O policial foi preso no Parque da Cidade horas após o crime.
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Segundo a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), no carro havia 16 pessoas que voltavam da comemoração do aniversário. A van havia sido alugada para transportar os amigos para a celebração e o crime aconteceu na volta para casa. O grupo seguia para Ceilândia quando o pneu da van furou e o motorista parou no posto.

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Posto de combustíveis na SQS 302, na Asa Sul, foi palco dos disparos que deixaram uma mulher morta e quatro feridos
Luisa Rany / Metrópoles

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Tiros foram disparados dentro de uma van durante a madrugada deste domingo (8/11), na Asa Sul, em Brasília
Luisa Rany / Metrópoles

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PM mata mulher dentro de van na Asa Sul
Imagem cedida ao Metrópoles

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16 pessoas estavam dentro do veículo após a comemoração de um aniversário
Imagem cedida ao Metrópoles

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Bruno Cardoso dos Passos
Material enviado ao Metrópoles

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Bruno Cardoso dos Passos foi preso na madrugada de sábado após matar uma mulher dentro de uma van na Asa Sul
Material cedido ao Metrópoles
Antes de embarcarem no veículo, a esposa de Bruno teria ficado irritada ao perceber que o marido abriu a porta de um carro de aplicativo para algumas mulheres que estavam no local. Ao questioná-lo sobre a atitude, ela jogou água no rosto dele, o que o deixou bastante alterado.
Já dentro da van, Alessandra da Silva Oliveira Andrade, de 26 anos, amiga da esposa de Bruno, fez um comentário que o desagradou. O militar passou a ameaçá-la de morte e afirmou que atiraria contra ela. Em seguida, também ameaçou matar a própria esposa.
Ainda de acordo com o relato, Bruno dormiu por aproximadamente 30 minutos durante o trajeto. Ao acordar, afirmou que os outros passageiros estavam falando dele e ameaçou matar todos que estavam na van.
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Quando o motorista parou no posto de combustíveis, alguns passageiros desembarcaram da van. Foi nesse momento que Bruno começou a atirar contra as pessoas que estavam dentro do veículo e em seguida, desembarcou e continuou atirando contra o veículo até acabar a munição da arma.
Alessandra foi atingida pelos tiros e morreu ainda dentro da van. Outras quatro pessoas ficaram feridas, entre elas a esposa do militar.
Bruno também atirou na cabeça de outro policial militar que estava no local. A vítima precisou passar por uma cirurgia, que segundo a equipe médica foi bem-sucedida.
Apesar disso, o estado de saúde do homem permanece grave, e ele segue internado na UTI Neuro, sob cuidados intensivos.
A arma utilizada no crime foi apreendida pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), assim como o aparelho celular do militar.
Tiros acordaram moradores
Moradores da região relataram ao Metrópoles que foram acordados com os barulhos dos tiros durante a madrugada. “Houve um tiroteio aqui no posto da quadra. Alguns jovens foram baleados. Maior confusão! Acordamos com os tiros umas 3h40. Foram muitos”, informou a moradora.
Polícia Militar se manifesta
Em nota, a Polícia Militar informou que a motivação do crime está em apuração e esclareceu que foi a própria corporação que localizou e prendeu o suspeito.
“O caso permanece em andamento na delegacia para os procedimentos legais e a apuração dos fatos. A PMDF lamenta profundamente o episódio, manifesta solidariedade aos familiares e amigos da vítima fatal e deseja pronta recuperação às pessoas feridas. A instituição reafirma que não compactua com condutas dessa natureza e que todas as medidas legais, criminal, disciplinar e administrativas cabíveis serão adotadas”, informou a PMDF em nota.
