Governadora disse que informações sobre avaliação do valor de mercado do banco são “fake news” e que BRB “está firme”

A governadora do Distrito Federal e candidata à reeleição, Celina Leão (PP), afirmou, na manhã desta terça-feira (6/10), que a privatização do Banco de Brasília (BRB) está “completamente descartada”.
Questionada sobre a definição de uma instituição financeira que faria a avaliação do valor de mercado do BRB durante um eventual processo de desestatização, Celina classificou a informação como “fake news”.
“Nós estamos também conversando para pegar esse financiamento também internacional, para não depender de um sindicato de bancos aqui. Nós temos outras saídas também, mas não tem isso aí, está de descartada completamente [a desestatização]”, disse Celina após encontro com os candidatos da coligação Propósito e Ação no Ulysses Centro de Convenções.
Em 17 de setembro, Celina se reuniu com investidores do Emirados Árabes Unidos interessados em aportar recursos do BRB para ajudar na recuperação do banco.
“Eles estão falando isso desde o primeiro turno para desestabilizar. Eu acho que esse tipo de notícia é tão negativa. O banco BRB está firme, nós estamos. A população tem mantido a liquidez, as pessoas que acreditam no BRB, sabem que nós vamos tirar o banco dessa situação”, acrescentou.
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Primeiro turno
Celina Leão também comentou o resultado que o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) teve no primeiro turno. Segundo ela, a superioridade de Flávio em reação a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é “um recado muito grande” do eleitor brasileiro.
“Essa eleição é uma eleição de responsabilidade. É o que eu sempre falo: ninguém quer um Supremo [Tribunal Federal, o STF] que esteja invadindo competência, mas ninguém quer um Supremo, também, que não tenha a sua autonomia. Um Supremo com autonomia, um Senado com autonomia, uma Câmara Federal com autonomia”, declarou Celina Leão, durante encontro com os candidatos da coligação Propósito e Ação, no Centro de Convenções Ulysses.
Com 99,99% das urnas apuradas, Flávio recebeu 56.104.268 votos (47,03%), enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teve 53.876.617 votos (45,16%). Os dois candidatos disputarão o segundo turno em 25 de outubro.
A governadora destacou a importância das Eleições 2026 e afirmou que o pleito “vai definir destino”, além de escolher o próximo presidente da República e quatro novos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Celina também criticou decisões judiciais que, segundo ela, interferem na participação de candidatos em debates e na atuação da imprensa.
“[As decisões] invadem ali destinos. Assim, começa-se a ter um país onde aquilo que é talvez o nosso maior pilar da democracia, que é uma imprensa livre, uma imprensa que tem o direito de noticiar em cima de fontes, violadas com busca e apreensão. Nós temos debates cujas regras são ditadas pelo Judiciário. Ninguém quer isso”, disse.
“Eu acho que isso foi um fator fundamental para a gente ver onde nós estamos pisando. E a eleição já se deu no Senado. Com essa turma que foi eleita no Senado, vocês podem ter certeza que, independentemente do presidente da República, vai ter mudança. Mas acho que o próprio Flávio, já chegando na frente, já deu um recado”, acrescentou.
Durante a campanha, muitos candidatos de direita defenderam o impeachment de ministros do STF. O processo é um mecanismo pelo qual o Congresso Nacional pode responsabilizar integrantes da Corte por crime de responsabilidade.
Durante a campanha muitos candidatos da direita citaram o impeachment de ministros do STF. O processo é um mecanismo pelo qual o Congresso pode processar um integrante da Corte por crime de responsabilidade e cabe ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), dar andamento ao pedido.
Não há prazo definido para o presidente do Senado analisar um pedido após o protocolo, o que permite que a denúncia permaneça sem decisão por tempo indeterminado.
