Alice Fraga Delgado de Oliveira, de 1 ano, morreu em 25 de outubro após ser encaminhada em parada cardiorrespiratória a uma UPA em Samambaia
07/11/2026 12:31
, atualizado 07/11/2026 13:01

A defesa de Gabrielly Delgado de Oliveira, mãe de Alice Fraga Delgado de Oliveira (foto em destaque), de 1 ano e 3 meses, que morreu após dar entrada em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em parada cardiorrespiratória e com sinais de violência pelo corpo, afirmou que ela “jamais foi conivente” com qualquer conduta criminosa praticada pelo padrasto da menina.
Em nota enviada ao Metrópoles, a defesa informou que Gabrielly está colaborando com as autoridades e se colocou à disposição para prestar todos os esclarecimentos necessários sobre o caso.
“A defesa refuta as acusações de omissão que vêm sendo publicamente disseminadas, destacando que eventual responsabilização exige análise dos fatos concretos e elementos probatórios, não podendo decorrer de presunções ou julgamentos precipitados”, diz a nota.
A defesa destacou ainda que compreende a comoção causada pela morte da menina, mas que isso não justifica ataques pessoais, acusações sem fundamento e exposição da mãe da criança.
Relembre o caso
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- Alice morreu em 25 de outubro, três dias após a Justiça negar um pedido do Conselho Tutelar de Samambaia para afastá-la da mãe, do padrasto e da babá.
- A solicitação foi feita após após profissionais de saúde identificarem lesões no corpo da criança.
- O episódio em questão ocorreu em 13 de outubro, quando a bebê foi levada ao Hospital Regional de Taguatinga (HRT) e, posteriormente, para o Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib). Na quinta-feira (22/10), a Justiça indeferiu o pedido de afastamento.
- Durante o atendimento na UPA, profissionais identificaram hematomas que aparentavam estar em diferentes estágios de evolução. O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF) confirmou que a menina chegou à unidade em parada cardiorrespiratória e com sinais de violência.
O padrasto da criança, João Carlos Pereira da Costa, de 23 anos, foi preso nessa sexta-feira (6/11), suspeito de provocar a morte da menina. A prisão foi realizada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio da 32ª Delegacia de Polícia, responsável pelas investigações.
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Ao Metrópoles, um familiar, que preferiu não se identificar, relatou que os parentes tiveram acesso à certidão de óbito da menina.
O documento aponta que a causa da morte foi hemorragia aguda, hemopneumotórax, politraumatismo e ação contundente.
O familiar também relatou sobre como a morte da menina causou uma grande comoção entre os parentes, amigos e até mesmo nas pessoas que não conheciam a criança. Segundo ele, todos os custos do velório e sepultamento foram pagos por meio de doações.
“Foram pessoas que amam a nossa família, que se sensibilizaram e fizeram doações para que ela [bebê] tivesse aquele velório”, contou.
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Família segue sem respostas 10 dias após morte de bebê de 1 ano e 3 meses
Material cedido pela família

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A criança faleceu em 25 de outubro
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O laudo do IML pode ser crucial para finalizar o caso
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O que diz a defesa
“A defesa de Gabrielly Delgado de Oliveira vem a público esclarecer que sua constituinte está colaborando integralmente com as autoridades competentes, colocando-se à disposição para todos os esclarecimentos necessários à completa elucidação dos fatos.
Ressalta-se que Gabrielly Delgado de Oliveira jamais foi conivente com qualquer conduta criminosa praticada pelo padrasto de Alice, tampouco compactuaria com qualquer violência direcionada à própria filha. A defesa refuta as acusações de omissão que vêm sendo publicamente disseminadas, destacando que eventual responsabilização exige análise dos fatos concretos e elementos probatórios, não podendo decorrer de presunções ou julgamentos precipitados.
É necessário distinguir a responsabilidade do efetivo autor da conduta criminosa de eventuais imputações indevidamente direcionadas à genitora, especialmente enquanto os fatos permanecem sob apuração pelas autoridades competentes.
A defesa compreende a comoção social, mas não admite que ela seja utilizada como justificativa para ataques pessoais, acusações sem fundamento e exposição vexatória de Gabrielly Delgado de Oliveira.
Diante disso, solicita-se respeito à dignidade, à honra e à imagem de Gabrielly Delgado de Oliveira, bem como a cessação dos ataques e julgamentos públicos antecipados.
A defesa reafirma sua confiança nas instituições e no devido processo legal, aguardando que os fatos sejam esclarecidos com responsabilidade, imparcialidade e respeito aos direitos de todos os envolvidos”.
