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Família que deixou rastro de sangue após matar menina no DF vai a júri

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DÉLIO ANDRADE
DÉLIO ANDRADEhttp://delioandrade.com.br
Jornalista, sob o Registro número 0012243/DF
Distrito Federal

Jovem de 22 anos teria contado com a ajuda da mãe e de dois irmãos para matar rival, em Samambaia, no início deste ano. Relembre o caso

Reprodução / Redes sociais
Camila da Silva Costa, de 25 anos

O Tribunal do Júri de Samambaia julga, nesta quinta-feira (24/9), quatro pessoas da mesma família acusadas de participarem do assassinato de Camila da Silva Costa (foto em destaque), morta a facadas aos 25 anos. A jovem foi assassinada no dia 29 de março deste ano, em Samambaia (DF), após um possível acerto de contas.

Apontada como autora das facadas que mataram a vítima, Darlaine Santos Brasil, de 22 anos, será julgada ao lado da mãe, Domingas Maria Xavier dos Santos, 48 anos, e de dois irmãos, Valdeir Xavier Ferreira, 32, e Dalila Santos Brasil, 23.

Investigações apontaram que Darlaine teria se desentendido com Camila e o marido horas antes do crime. Durante a confusão inicial, Darlaine teria ficado ferida e ensanguentada.

A família de Darlaine, então, invadiu a residência de Camila. Em seguida, a autora teria esfaqueado a vítima. Camila teve uma perfuração no tórax, próxima ao coração, e morreu antes da chegada do socorro.

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Após o ataque, os autores fugiram do local. No entanto, a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) conseguiu localizar os suspeitos seguindo um extenso rastro de sangue deixado por Darlaine, que apresentava cortes profundos nas mãos.

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Darlaine e os irmãos respondem pelo crime em regime fechado. Domingas teve a prisão convertida em domiciliar no último dia 10 de setembro por problemas de saúde.

Metrópoles

Camila da Silva Costa, de 25 anos

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Camila da Silva Costa, de 25 anos

Reprodução / Redes sociais

A mulher foi morta a facadas

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A mulher foi morta a facadas

Reprodução / @snsamambaianews

Nas redes sociais, lamentaram a morte

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Nas redes sociais, lamentaram a morte

Reprodução / Redes sociais

O que disse uma testemunha

De acordo com uma testemunha à época do crime, a família conhecia a vítima e, antes do crime, teriam passado a noite bebendo e usando drogas.

Afirmou também que, antes do homicídio, viu Darlaine saindo machucada da casa da vítima. Segundo a testemunha, ao sair, a autora teria dito que “voltaria e que resolveria a situação”, o que reforça a hipótese de acerto de contas.

A PMDF foi acionada e prendeu os envolvidos próximos à casa da vítima, em Samambaia. Darlaine confessou ter matado Camila a facadas. Antes de ser levada à delegacia, ela foi encaminhada sob escolta policial para o Hospital Regional de Taguatinga (HRT) devido à gravidade dos ferimentos.

Algumas partes do processo seguem em sigilo, e não foi possível consultar a denúncia do Ministério Público do DF (MPDFT) e o detalhamento de qual foi a participação de cada membro da família no crime.


Antecedentes criminais

  • Darlaine e os irmãos já haviam sido detidos por receptação, em 2024. Na ocasião, ela tentou vender uma lixadeira elétrica de unhas furtada em um comércio;
  • A dona de uma loja na mesma região registrou boletim de ocorrência informando que o estabelecimento dela havia sido furtado. Após diligências, a polícia descobriu que Darlaine e a irmã negociavam o produto nas redes sociais;
  • A vítima reconheceu o objeto e avisou a polícia. Darlaine, a irmã e o irmão foram presos no momento em que iam entregar o motor furtado, avaliado em R$ 600, e uma bateria portátil de R$ 400. O caso foi apurado pela 33ª Delegacia de Polícia (Santa Maria).

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