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Fim de aluguel pode fazer com que 35 alunos PCDs estudem longe de casa

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DÉLIO ANDRADE
DÉLIO ANDRADEhttp://delioandrade.com.br
Jornalista, sob o Registro número 0012243/DF
Distrito Federal

Segundo a SEEDF, transferência prevista para 2027 manterá os alunos juntos e garantirá a lotação dos professores efetivos

LUIS NOVA / METRÓPOLES @LuisGustavoNova
Fim de aluguel pode fazer com que 35 alunos PCDs estudem longe de casa

O fim do contrato de aluguel do prédio onde funciona atualmente a Escola Classe 26 de Setembro deve levar à transferência dos estudantes da unidade para o Centro Educacional (CED) 6 de Taguatinga a partir de 2027. A mudança, proposta pela Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF), pode afetar a organização de, pelo menos, quatro turmas de estudantes com necessidades educacionais especiais que já são atendidos pelo CED 6.

A SEEDF afirma que não haverá fechamento da Escola Classe 26 de Setembro neste ano. Segundo a pasta, a previsão é que os estudantes sejam transferidos juntos, a partir de 2027, para um espaço próprio da secretaria, em local adequado para o atendimento escolar.

“A transferência ocorrerá de forma planejada e com a manutenção dos alunos juntos. Os professores efetivos também terão suas lotações garantidas”, informou a Secretaria.

Samara Ferreira, 44 anos, teme que a mudança altere a rotina da filha, de 5 anos, que está no primeiro período da educação infantil. Segundo ela, a distância pode dificultar os horários de entrada e saída da criança e interferir na jornada de trabalho dos pais.

“Tudo isso vai interferir no nosso trabalho, como sair de casa mais cedo para levar nossas filhas nas escolas, entradas atrasadas, saídas antecipadas nos nossos trabalhos, além dos imprevistos. Até o momento, estamos sem saber o que fazer e isso nos causa angústia e decepção com a Secretaria de Educação”, disse.

A direção da Escola Classe 26 de Setembro está em tratativas com a Educação para discutir o futuro do colégio, incluindo a solicitação de renovação do contrato de aluguel. Até o momento, porém, não há confirmação oficial da pasta sobre a possibilidade de manutenção dos alunos na unidade de ensino.

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EJA Interventiva

O CED 06 de Taguatinga será o destino dos estudantes, conforme comunicado da direção à comunidade escolar. A chegada das novas turmas pode afetar o espaço atualmente utilizado pela educação especial da unidade, que funciona integralmente no período da tarde e deverá ser reorganizado.

Com a reorganização, ainda não há definição sobre o local onde serão atendidos os estudantes que já frequentam as turmas de educação especial do CED 06. Há possibilidade de que eles sejam redistribuídos entre outras unidades da rede, em alguns casos, longe de casa, mas a comunidade escolar ainda aguarda informações sobre como será feita essa reorganização.

A EJA Interventiva é uma modalidade da Educação de Jovens e Adultos voltada a estudantes com deficiência que precisam de atendimento educacional especializado e de estratégias adaptadas às suas necessidades.

Ao todo, são 35 alunos com deficiência no CED 06, distribuídos em quatro turmas. A unidade atende estudantes com diferentes necessidades, entre elas deficiência visual, síndrome de Down e transtorno do espectro autista (TEA).

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Metrópoles

Alunos com necessidades educacionais especiais estão entre os estudantes atendidos pela escola

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Alunos com necessidades educacionais especiais estão entre os estudantes atendidos pela escola

LUIS NOVA / METRÓPOLES @LuisGustavoNova

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Famílias relatam preocupação com os impactos da transferência na rotina dos estudantes

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Professora Alexandra Silva de Castro acompanha alunos da EJA Interventiva no CED 6 de Taguatinga

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Escola Classe 26 de Setembro funciona atualmente em prédio alugado na QNL

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Mudança prevista para 2027 deve levar os estudantes da unidade para o CED 6 de Taguatinga

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Mudança prevista para 2027 deve levar os estudantes da unidade para o CED 6 de Taguatinga

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Mudança pode afetar aprendizagem

Para as famílias, a preocupação vai além da mudança de endereço. Muitos dos estudantes passaram anos construindo vínculos com professores, colegas e com a própria rotina da escola. É o caso do filho de Cleoman Porto, 72 anos. O jovem tem 23 anos, vive com síndrome de Down, está no primeiro ano da EJA e estuda na escola há três anos. Segundo o pai, ele frequenta as aulas no período vespertino.

“Para a educação, afeta muito. Quando ele muda de lugar, ele retrocede. Ele está começando a escrever palavras, a se alfabetizar. É psicológico. Quando muda o ambiente, ele inicia do zero”, lamenta.

Para Kelvin Cauã de Queiroz, 18 anos, aluno autista do CED 06, o que mais pesa na possibilidade de mudança é ficar longe dos colegas.

“Quando eu viajo para Caldas Novas, meus amigos me mandam mensagens chorando. A gente gosta de estar junto. E também gosto dessa professora, que me prometeu também me tornar professor”, disse o jovem.

A professora Alexandra Silva de Castro, 62, que atua no ensino fundamental II da EJA Interventiva, também se preocupa com a mudança. Para ela, a transferência pode afetar o senso de comunidade dos estudantes, já que a convivência com pessoas e espaços próximos de onde vivem contribui para o desenvolvimento e para a vida social dos alunos.

“O aluno tem que estar próximo da sua comunidade, de onde ele vive, porque consegue estender sua vida social para fora da escola.”

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