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Izalci representa o Guará na Câmara dos Deputados

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Izalci representa o Guará na Câmara dos Deputados

A eleição marca o retorno de Izalci Lucas à Câmara, por onde já havia passado de 2010 a 2018, e depois de tr sido deputado distrital e completando o mandato de oito anos no Senado. A experiência acumulada nas três Casas legislativas deve orientar a nova atuação parlamentar dele, que tem como principais eixos a educação, a formação profissional, a ciência, a tecnologia e a inovação. A cidade do Guará também tem uma importância fundamental na vida do agora novamente deputado federal, porque foi aqui que ele morou da adolescência até se casar e onde nasceram e cresceram seus três filhos e onde continua morando parte de sua família. Guará é considerada por ele também como sua base eleitoral.
A educação é uma das principais prioridades apresentadas por Izalci ao longo de sua trajetória política. Para o novo mandato, o parlamentar pretende manter a defesa da educação profissional e tecnológica, com ampliação da formação técnica e preparação dos jovens para um mercado de trabalho em transformação.
A proposta também passa pela valorização dos professores, melhoria da estrutura das escolas e fortalecimento da educação básica. A formação profissional é tratada como uma ponte entre educação e geração de oportunidades, especialmente para os jovens que buscam ingressar mais rapidamente no mercado de trabalho.
A área acompanha Izalci desde sua vida profissional como professor e ganhou espaço em seus diferentes mandatos. No Congresso, participou de discussões sobre ensino profissionalizante, educação e inovação e esteve à frente de comissões relacionadas ao setor.

Ciência, tecnologia
e inovação
Outro eixo que deve permanecer no centro do mandato é a ciência e tecnologia. Ex-secretário de Ciência e Tecnologia do Distrito Federal, Izalci participou, durante sua passagem pela Câmara, das discussões que resultaram no Marco Regulatório de Ciência, Tecnologia e Inovação.
Agora eleito novamente para a Casa, pretende defender investimentos em pesquisa, inovação e infraestrutura tecnológica, além de maior aproximação entre universidades, empresas e governo. A agenda inclui a formação de profissionais para áreas de tecnologia e o estímulo a novos negócios e investimentos no Distrito Federal.
Segurança pública e desenvolvimento regional também fazem parte da agenda apresentada pelo parlamentar. Na segurança, a defesa envolve investimentos em tecnologia e estrutura para as forças policiais. Na economia, a intenção é buscar iniciativas capazes de estimular investimentos, qualificação profissional e geração de empregos.

Uma história que
começou no Guará
A trajetória que agora retorna à Câmara dos Deputados começou muito antes da vida política. Izalci chegou ao Guará em janeiro de 1970, aos 13 anos, vindo de Araújos, em Minas Gerais. Foi na cidade que estudou no antigo Ginásio do Guará, o GG, começou a trabalhar e construiu parte importante de sua formação.
Filho de uma família que precisava conciliar trabalho e estudo, viveu no Guará uma experiência que posteriormente se refletiria em sua defesa da educação. A mãe trabalhava como merendeira, enquanto os filhos ajudavam no orçamento doméstico. Izalci trabalhou durante o dia e estudou à noite antes de se formar em Pedagogia e Ciências Contábeis.
Também foi no Guará que constituiu sua família e desenvolveu atividades profissionais na área da educação. Entre elas está a Escola São Francisco, que funcionou na cidade. As relações construídas naquele período permanecem presentes na vida pessoal e política do novo deputado federal.
O vínculo com o Guará também se estende à atuação pública. Ao longo dos anos, Izalci associou à cidade projetos relacionados à educação profissional e à infraestrutura, incluindo a implantação da Escola Técnica do Guará.
Mais de cinco décadas depois de chegar à cidade, o caminho iniciado no Guará volta a se encontrar com a vida pública nacional. Eleito com 88.056 votos, Izalci inicia em 2027 uma nova etapa na Câmara dos Deputados, levando para o mandato a experiência acumulada no Congresso e uma agenda concentrada em educação, formação profissional, ciência, tecnologia e desenvolvimento. E, na origem dessa trajetória, permanece o Guará, onde começou a construir sua história em Brasília.

Rôney Nemer de volta à CLDF com olhar especial para o Guará

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Rôney Nemer de volta à CLDF com olhar especial para o Guará

Embora não continue morando mais na cidade, pode se dizer que o novo deputado distrital Rôney Nemer, eleito com quase 30 mil votos, será mais um representante do Guará na Câmara Legislativa. Afinal, foi aqui onde ele morou durante 12 anos (de 1982 a 1994) e onde continuaram morando seus pais até o fim da vida. Ele próprio faz questão de manter essa ligação com a cidade ao manter a propriedade da casa onde a família morou na QE 17.
Ex-deputado federal, distrital e ex-presidente do Brasília Ambiental, Rôney Nemer tem no currículo uma eleição para a Câmara dos Deputados com 82.594 votos e mantém ligação com o Guará, onde morou e onde concentra parte de suas propostas para mobilidade, planejamento urbano e preservação ambiental.
Antes de retornar à Câmara Legislativa, onde exerceu três mandatos consecutivos de 2003 a 2014, Rôney foi deputado federal de 2015 a 2018, ao ser eleito com 82 mil votos. Arquiteto e servidor público, também ocupou funções no Governo do Distrito Federal, foi administrador regional de Samambaia e do Recanto das Emas e secretário de Obras do GDF. Em sua trajetória, as áreas de urbanismo, infraestrutura e meio ambiente aparecem entre os principais campos de atuação.
Durante a campanha, Rôney afirmou que a decisão de retornar à Câmara Legislativa estava relacionada à possibilidade de atuar mais diretamente nas regiões administrativas e nas demandas cotidianas da população.

Ligação com o Guará
Entre as prioridades apontadas estão melhorias na mobilidade e nos acessos ao Guará, além do planejamento dos espaços públicos. Para Nemer, o aumento do número de moradores e de novos empreendimentos trouxe maior pressão sobre as entradas e saídas da cidade, exigindo investimentos compatíveis com as transformações urbanas.
“O crescimento populacional e a verticalização do Guará aumentaram a pressão sobre as entradas e saídas da cidade. A infraestrutura viária não acompanhou na mesma proporção as mudanças ocorridas nas últimas décadas. Precisamos mudar isso, e essa é uma das minhas demandas se eleito deputado distrital”, afirmou durante a campanha.
O Parque Ecológico Ezechias Heringer também ocupa espaço central entre as propostas relacionadas ao Guará. Nemer defende a ampliação dos acessos e da estrutura de uso público do parque, associada à preservação da vegetação, da fauna e das características ambientais da unidade. Durante sua passagem pelo Brasília Ambiental, também participou de iniciativas relacionadas à infraestrutura e à ocupação do parque.
Entre elas, Rôney destaca a criação de um acesso alternativo ao parque, abaixo do Chalé da Traíra e em frente à QE 42. Segundo ele, a ideia e a iniciativa partiram de sua gestão à frente do Ibram, e a obra já está em execução.
Entre as propostas para a área estão a organização de trilhas, a melhoria da iluminação e a integração dos diferentes trechos do parque. Também está entre as discussões a criação de uma ligação para pedestres e ciclistas entre a área do parque e o ParkShopping, desde que acompanhada de infraestrutura e condições de segurança, segundo a posição apresentada por ele.
Outra proposta é a ligação entre as duas partes do parque separadas pela EPGU, por meio de uma passagem sobre a via. “O projeto não é de minha autoria, mas integra as iniciativas que pretendo apoiar com recursos parlamentares em um eventual novo mandato”, afirmou.
Para Rôney, a organização das trilhas e a melhoria da iluminação devem considerar a segurança dos frequentadores sem comprometer a fauna, a vegetação e as características naturais do Cerrado. Ele também defende a participação dos usuários nas discussões sobre o uso dos espaços do parque.
No campo urbanístico, o deputado eleito considera que o crescimento do Guará exige atenção especial à mobilidade, aos acessos e à preservação dos espaços públicos. Com o retorno à Câmara Legislativa em 2027, pretende priorizar projetos que conciliem desenvolvimento urbano, infraestrutura e qualidade de vida na cidade.

GDF discute solução para regularização de lotes do Setor de Oficinas do Guará

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GDF discute solução para regularização de lotes do Setor de Oficinas do Guará

Na semana passada, Governo do Distrito Federal reuniu representantes de diferentes órgãos e empresários do Setor de Oficinas do Guará para discutir alternativas que permitam avançar na regularização dos imóveis da região. O encontro, realizado no Palácio do Buriti após determinação da governadora Celina Leão, tratou dos entraves jurídicos e administrativos que ainda impedem uma solução definitiva para parte dos lotes concedidos por meio do Pró-DF.
Participaram da reunião o secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Marcelo Vaz; o secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda, Thales Mendes; o presidente da Terracap, Júlio César; o diretor de Obras da Novacap, André Vaz; a secretária-executiva da Secretaria de Governo, Suely Maria de Souza; o secretário adjunto de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda, Ivan Santos; e o administrador em exercício do Guará, José Manoel Neto. Representantes dos empresários do Setor de Oficinas também foram ouvidos durante o encontro.
Um dos principais pontos em discussão é a manutenção do desconto para aquisição dos lotes concedidos pelo Pró-DF nos casos em que, além da edificação destinada à atividade produtiva, foram construídas unidades residenciais, como kitnets e apartamentos destinados à locação. Os empresários defendem uma alteração na legislação que permita solucionar essas situações sem a perda do benefício previsto pelo programa.
Durante a reunião, o secretário Marcelo Vaz apresentou aspectos e limitações da legislação atualmente em vigor e esclareceu os pontos que precisam ser enfrentados para viabilizar a regularização. A partir da análise conjunta dos órgãos, foram discutidos caminhos jurídicos e administrativos e encaminhadas propostas para destravar o processo, sem a perda integral do benefício.
A atuação integrada busca construir uma solução que concilie as exigências legais com a realidade consolidada no Setor de Oficinas e ofereça segurança jurídica aos empresários do Guará. A questão se arrasta há anos e envolve empreendimentos responsáveis pela geração de empregos, renda e atividade econômica na cidade.

Terracap abre regularização de lotes

A Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap) publicou edital para o cadastramento de ocupantes de lotes comerciais do Setor de Oficinas, no Guará II. O documento foi divulgado na edição desta quinta-feira (8 de outubro) do Diário Oficial do Distrito Federal (DODF). Para participar, os ocupantes devem comprovar a aquisição dos direitos sobre o imóvel, por meio de documentos como contrato de compra e venda ou cessão de direitos, além de apresentar comprovante atualizado de residência com o endereço do comércio.
O cadastramento permite a opção pela concessão onerosa de uso do imóvel. A medida é destinada a pessoas físicas maiores de 18 anos ou emancipadas e a pessoas jurídicas que ocupem os respectivos lotes.
No caso de terrenos não edificados, o documento que comprove a aquisição dos direitos deve ter sido emitido antes de 22 de dezembro de 2016 ou ter origem nessa data.
A documentação será analisada pela Comissão Permanente de Venda Direta da Terracap. Entre os documentos exigidos para pessoas físicas estão documento oficial com foto, CPF e certidão negativa de débitos junto à Terracap. Empresas devem apresentar, entre outros documentos, comprovante de inscrição no CNPJ, contrato ou estatuto social, certidão simplificada e ata de eleição dos administradores.
Se os critérios previstos no edital forem atendidos, a concessão terá validade de cinco anos, com possibilidade de prorrogação por igual período. Durante esse prazo, será cobrado mensalmente o equivalente a 0,3% do valor de mercado do imóvel.
Ao término da concessão, o terreno será submetido a uma nova avaliação. Os valores pagos durante o período não serão abatidos do preço do imóvel caso o ocupante decida adquiri-lo posteriormente.
A concessão não será realizada quando houver disputa judicial entre particulares pela ocupação do terreno. Também haverá impedimento se mais de uma pessoa se cadastrar para o mesmo lote dentro do prazo estabelecido, caracterizando conflito entre interessados.
O cadastramento deve ser feito na sede da Terracap, de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h. Informações podem ser obtidas pelo telefone (61) 3350-2222.

O RESULTADO DAS ELEIÇÕES PARA O GUARÁ

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O RESULTADO DAS ELEIÇÕES PARA O GUARÁ

Não foi o que população guaraense gostaria, mas não foi de todo ruim o resultado das eleições deste ano para a cidade. Pelo menos garantiu uma representante na Câmara Legislativa, a deputada distrital reeleita Dayse Amarílio (PSB), e outro na Câmara dos Deputados, o deputado federal eleito Izalci Lucas (PL), que tem base eleitoral aqui. E vai poder também com as simpatias dos deputados distritais eleitos Fábio Félix e Rôney Nemer, que já moraram na cidade por muitos anos e continuam com fortes ligações com o Guará. Mas, considerando que a 9ª Zona Eleitoral tem 137 mil eleitores e 128 mil votaram no primeiro turno nestas eleições, o resultado poderia ser melhor para os candidatos locais. O que ficou claro é que não há ainda um sentimento de pertencimento, de bairrismo, por parte da população guaraense em relação à escolha de representantes locais para o parlamento. A preferência continua sendo por ideologia ou por outros interesses, de acordo com os números frios da votação.


Dayse e Izalci foram os únicos eleitos entre os 17 candidatos identificados com vínculos com o Guará que disputaram vagas na Câmara Legislativa, na Câmara dos Deputados e no Senado. Outros seis ficaram na condição de suplentes, enquanto nove não conquistaram mandato nem suplência nas respectivas legendas.
O resultado mantém a presença de políticos ligados à cidade nas duas casas legislativas, mas também evidencia a dificuldade enfrentada por candidaturas locais para transformar votos em representação. Na disputa para deputado distrital, por exemplo, os 11 candidatos do Guará somaram 7.386 votos na 9ª Zona Eleitoral. O número corresponde a pouco mais da votação obtida individualmente por Max Maciel (PSOL), o deputado distrital mais votado do DF, que recebeu 5.578 votos na mesma zona.
O levantamento considera os votos registrados na Zona 009 e o total de cada candidatura no Distrito Federal. A comparação permite observar tanto a capacidade de mobilização dos candidatos em sua região de origem quanto sua presença entre os eleitores das demais cidades.


Dayse amplia votação e garante segundo mandato
Moradora do Guará, enfermeira e integrante da atual legislatura da Câmara Legislativa, Dayse Amarilio conquistou a reeleição com 15.440 votos no Distrito Federal. Na 9ª Zona Eleitoral, recebeu 3.084 votos, o equivalente a aproximadamente 20% de sua votação total. O resultado representa um avanço em relação a 2022, quando foi eleita pela primeira vez com 11.012 votos em todo o DF. Em quatro anos, a parlamentar ampliou sua votação em 4.428 votos, crescimento de aproximadamente 40%.
O avanço foi ainda mais expressivo no recorte regional. Em 2022, Dayse havia recebido 965 votos na Zona 009. Neste ano, foram 3.084, mais que o triplo da votação anterior. A diferença de 2.119 votos indica uma ampliação de sua presença eleitoral na região do Guará. Apesar desse crescimento, Dayse foi a candidata com a menor votação nominal entre os 24 deputados distritais eleitos. Sua vitória foi definida pelo sistema proporcional, no qual a distribuição das cadeiras considera não apenas os votos de cada candidato, mas também o desempenho eleitoral dos partidos e federações.
A deputada conquistou a última vaga da composição da CLDF pelo cálculo das sobras eleitorais. O resultado ilustra uma característica do sistema brasileiro: candidatos com votações individuais superiores podem ficar de fora, enquanto outros conquistam mandato em razão da distribuição das cadeiras entre as legendas. Na Zona 009, Dayse também não liderou a preferência dos eleitores para deputado distrital. Entre os candidatos eleitos, ficou atrás de Max Maciel (PSOL), Múcio (PSB), Gabriel Magno (PT), Estefane Sampaio (Republicanos) e Keka Bagno (PSOL).


Izalci retorna
à Câmara Federal
A outra vitória de uma candidatura ligada ao Guará foi a de Izalci Lucas (PL). Atual senador, ele recebeu 88.056 votos no Distrito Federal e conquistou uma das oito vagas da bancada brasiliense na Câmara dos Deputados. Na 9ª Zona Eleitoral, Izalci somou 6.737 votos, correspondentes a aproximadamente 7,6% de toda a sua votação no DF. Entre os oito deputados federais eleitos, foi o segundo mais votado na região, atrás apenas de Fábio Felix (PSOL), que recebeu 15.697 votos.
A eleição marca o retorno de Izalci à Câmara dos Deputados, onde já exerceu mandato antes de conquistar uma cadeira no Senado em 2018. Sua trajetória pessoal e política mantém vínculos antigos com o Guará, cidade onde morou durante muitos anos, estudou e trabalhou. Embora não seja atualmente morador da região, Izalci conserva uma identificação histórica com a cidade. Sua votação na Zona 009 mostra que essa ligação continua presente entre uma parcela dos eleitores, mas também evidencia que seu resultado dependeu fundamentalmente do apoio obtido nas demais regiões administrativas.
O desempenho do PL foi decisivo. O partido conquistou três das oito vagas do Distrito Federal na Câmara dos Deputados, elegendo Alberto Fraga, Thiago Manzoni e Izalci Lucas. Com isso, Izalci deixará o Senado ao término de seu mandato e assumirá uma cadeira na Câmara Federal em fevereiro de 2027.


Fábio Felix lidera votação
O resultado para deputado federal também teve como destaque Fábio Felix (PSOL), que recebeu 224.224 votos no Distrito Federal e terminou como o candidato mais votado para o cargo. Na Zona 009, Fábio obteve 15.697 votos, mais que o dobro dos 6.737 registrados por Izalci Lucas. A diferença demonstra a capacidade de mobilização do parlamentar na região, mesmo não integrando o grupo de 17 candidaturas locais considerado neste levantamento.
Fábio Felix, que também possui vínculos com o Guará, recebeu no conjunto do Distrito Federal mais de 13% dos votos válidos para deputado federal. Sua votação individual superou a de todos os demais candidatos eleitos para a Câmara dos Deputados.
A nova bancada federal do DF será composta por Fábio Felix (PSOL), Rafael Prudente (MDB), Alberto Fraga (PL), Thiago Manzoni (PL), Julio Cesar (Republicanos), Izalci Lucas (PL), Agnelo Queiroz (PT) e Professor Reginaldo Veras (PV). A composição reflete o peso das legendas na eleição proporcional. O PL terá três representantes, enquanto os demais partidos conquistaram uma cadeira cada. O resultado também revela que a classificação por votação individual não determina, isoladamente, quem será eleito. Candidatos que receberam mais votos que alguns eleitos ficaram sem mandato em razão da distribuição de vagas por partido ou federação.

A disputa pelas
vagas distritais
A Câmara Legislativa também apresentou uma votação distribuída entre candidatos de diferentes partidos e regiões do Distrito Federal. Max Maciel (PSOL) liderou a disputa, com 92.234 votos na totalização consultada, seguido por Eduardo Pedrosa (União Brasil) e Chico Vigilante (PT). Outros nomes com votações expressivas foram Joaquim Roriz Neto (PL), Estefane Sampaio (Republicanos), Múcio (PSB), Gabriel Magno (PT) e Keka Bagno (PSOL).
A presença desses candidatos entre os mais votados na Zona 009 demonstra que o eleitorado da região não concentrou suas escolhas apenas em políticos moradores do Guará. Esse comportamento é especialmente relevante para a análise da representação regional. Embora a cidade tenha apresentado 11 candidatos próprios à Câmara Legislativa, a votação ficou dividida entre eles e candidatos com bases políticas em outras localidades do Distrito Federal.
A pulverização dos votos não explica sozinha o número de eleitos da região, já que a distribuição das cadeiras depende também do desempenho das legendas. Ainda assim, revela a dificuldade de transformar a identidade territorial em uma votação suficientemente ampla para conquistar mandatos.

Delmasso lidera
entre os não eleitos
Entre os candidatos do Guará que disputaram a Câmara Legislativa e não conquistaram mandato, Rodrigo Delmasso (Republicanos) obteve a maior votação. Foram 14.642 votos no Distrito Federal, dos quais 1.760 registrados na Zona 009. O resultado o colocou na suplência do Republicanos. Apesar de sua trajetória política e da votação obtida, não conseguiu retornar à Câmara Legislativa. A comparação com 2022 revela uma redução de sua votação regional. Na eleição anterior, Delmasso havia recebido 3.745 votos na 9ª Zona Eleitoral. Em 2026, foram 1.760, queda de 1.985 votos, equivalente a aproximadamente 53%. A redução de Delmasso contrasta com o desempenho de Dayse Amarilio, que ampliou sua votação na mesma região. Os dois resultados mostram movimentos distintos entre candidaturas que já possuíam reconhecimento eleitoral no Guará.
Também ficaram na suplência Fabiano Trompetista (PT), com 6.244 votos no DF e 606 na zona; Sandra Bacelar (PSD), com 1.478 votos no DF e 327 na zona; Marcelinho Carioca (Republicanos), com 2.494 votos no DF e 227 na zona; e Dennis Web (PSB), com 518 votos no DF e 209 na zona. A condição de suplente, contudo, não significa garantia de posse. Uma eventual convocação depende das regras da representação partidária ou da federação e da abertura de vagas durante a legislatura.

Candidaturas com votação concentrada
Os números da Zona 009 também revelam diferenças importantes no perfil das candidaturas ligadas ao Guará. Algumas conseguiram reunir a maior parte de seus votos na própria região, mas tiveram pouca repercussão fora dela. Foi o caso de Zuleika do Blog (DC), que recebeu 492 dos seus 649 votos totais na 9ª Zona. Isso significa que aproximadamente 76% de sua votação ficou concentrada no território abrangido pela zona eleitoral.
Pastora Allana (Democrata) apresentou comportamento semelhante. Dos 153 votos recebidos no Distrito Federal, 93 vieram da Zona 009, representando cerca de 61% do total. Lau de Paula (Avante) também teve a maior parte de sua votação na região: 215 dos 378 votos obtidos no DF, aproximadamente 57%. Esses percentuais demonstram forte concentração territorial, mas não necessariamente uma base eleitoral numerosa. Nos três casos, a quantidade total de votos foi insuficiente para uma disputa competitiva pelas cadeiras da Câmara Legislativa.
O comportamento foi diferente entre outros candidatos. Wilson Amigão (Avante), por exemplo, recebeu 195 votos na Zona 009, diante de 2.033 no Distrito Federal. Marcelinho Carioca (Republicanos) obteve 227 votos na região, de um total de 2.494. Em ambos os casos, menos de 10% da votação veio da Zona 009. Paulo Mineiro (Novo), com 178 votos na região e 578 no DF, também não foi eleito.
A comparação evidencia que o vínculo com a cidade não se traduz necessariamente em concentração de votos no Guará. Alguns candidatos tiveram votações predominantemente locais, enquanto outros encontraram maior apoio fora da região.

Policarpo fica
na suplência federal
Na disputa pela Câmara dos Deputados, quatro candidatos foram considerados no levantamento de nomes ligados ao Guará. Além de Izalci Lucas, concorreram Roberto Policarpo (PT), Coronel Moreno (PP) e Emílio Kerber (Novo). Policarpo alcançou 24.563 votos no Distrito Federal, dos quais 2.354 na 9ª Zona Eleitoral, e ficou como suplente do PT. A votação regional apresentou pequena elevação em relação a 2022, quando o ex-deputado federal havia recebido 2.208 votos na mesma zona. O crescimento foi de 146 votos, cerca de 6,6%. Apesar do resultado, Policarpo não conquistou uma das cadeiras da bancada federal. Sua votação representou aproximadamente 9,6% do total obtido na Zona 009.
Coronel Moreno recebeu 3.714 votos no Distrito Federal e 352 na zona. Emílio Kerber terminou com 653 votos no DF, sendo 96 na região. Nenhum dos dois foi eleito. Os números mostram uma diferença expressiva entre o desempenho do candidato federal eleito e os demais concorrentes ligados à cidade. Izalci Lucas obteve sozinho mais votos na Zona 009 do que Policarpo, Coronel Moreno e Emílio Kerber somados.

Guará não elege senador
Na disputa pelas duas vagas do Distrito Federal no Senado, dois candidatos ligados ao Guará participaram da eleição, mas nenhum conquistou mandato. Professor Guilherme Amorim (UP) recebeu 14.861 votos no Distrito Federal, sendo 963 na Zona 009. O resultado correspondeu a 0,46% dos votos válidos para senador no DF e 0,49% na região. Zanata (PSTU) obteve 3.572 votos no conjunto do Distrito Federal, dos quais 236 na Zona 009, equivalentes a 0,11% e 0,12% dos votos válidos, respectivamente. As duas vagas foram conquistadas por Michelle Bolsonaro e Bia Kicis, ambas do PL, que superaram as candidaturas de Leila do Vôlei (PDT) e Erika Kokay (PT). Michelle e Bia vão integrar, a partir de 2027, uma bancada do Distrito Federal formada exclusivamente por mulheres. A terceira cadeira pertence a Damares Alves (Republicanos), eleita em 2022 e com mandato até 2031.
O resultado representa uma mudança importante na representação do DF no Senado. Além de garantir duas cadeiras ao PL, a eleição fortalece a presença do partido na bancada federal do Distrito Federal, que também contará com três deputados da legenda.

Governo terá
segundo turno
A eleição para o Governo do Distrito Federal não foi definida no primeiro turno. Celina Leão (PP) terminou a votação com 825.530 votos, equivalentes a 49,93% dos votos válidos, ficando próxima da maioria absoluta necessária para vencer em 4 de outubro.
Leandro Grass (PT) recebeu 569.930 votos, ou 34,47%, e garantiu a segunda posição. Como nenhum dos candidatos alcançou mais da metade dos votos válidos, ambos disputarão o segundo turno em 25 de outubro.
A diferença entre os dois candidatos foi de 255.600 votos. Embora Celina tenha encerrado o primeiro turno com vantagem de 15,46 pontos percentuais, o resultado ainda dependerá de uma nova votação.
O segundo turno também dará aos eleitores do Guará a oportunidade de voltar às urnas para definir o comando do Governo do Distrito Federal pelos próximos quatro anos.
A eleição de outubro, portanto, ainda não está encerrada no Executivo. Enquanto a composição das bancadas legislativas e do Senado foi definida no primeiro turno, a disputa pelo Palácio do Buriti permanece aberta.

Representação
e dispersão dos votos
O balanço das eleições de 2026 apresenta dois movimentos simultâneos para o Guará. De um lado, a cidade conseguiu manter uma representante na Câmara Legislativa e terá novamente um político de trajetória local na Câmara dos Deputados. De outro, a maior parte das candidaturas ligadas à região não conquistou mandato.
A votação também mostra que uma base eleitoral concentrada no Guará nem sempre é suficiente para assegurar competitividade no conjunto do Distrito Federal. Candidaturas com percentuais elevados de votos na Zona 009 tiveram desempenhos gerais modestos, enquanto os dois eleitos conseguiram ampliar sua votação em outras regiões.
No caso de Dayse Amarilio, a reeleição foi acompanhada por uma expansão expressiva de sua votação local e geral. Izalci Lucas, por sua vez, conquistou a cadeira federal com uma votação distribuída pelo Distrito Federal, embora tenha mantido presença relevante na 9ª Zona Eleitoral.
Os resultados reforçam ainda a importância do sistema proporcional na formação das bancadas. O desempenho individual dos candidatos é apenas uma das variáveis que determinam a eleição, ao lado da votação das legendas e das regras de distribuição de vagas.
A partir de 2027, Dayse Amarilio e Izalci Lucas estarão em casas legislativas diferentes, com atribuições distintas. A deputada distrital participará da elaboração de leis e da fiscalização do governo local, enquanto o deputado federal atuará na legislação nacional e no controle das ações do governo federal.
O saldo eleitoral deixa o Guará com dois representantes de trajetória vinculada à cidade e uma votação regional dividida entre diferentes partidos e candidaturas. O resultado também oferece uma referência para avaliar, nos próximos quatro anos, a relação entre os mandatos eleitos e as demandas da população local.

Kiko Caputo anuncia apoio a Celina Leão no segundo turno

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Kiko Caputo anuncia apoio a Celina Leão no segundo turno
A adesão de Caputo foi acompanhada de uma carta de demandas que o candidato apresentou a Celina, que ele o partido Novo gostariam de ver executadas

O ex-candidato ao Governo do Distrito Federal Kiko Caputo anunciou nesta quarta-feira (7 de outubro) apoio à candidatura de Celina Leão (PP) no segundo turno das eleições. Quarto colocado na disputa pelo Palácio do Buriti, Caputo recebeu 72.148 votos, o equivalente a 4,36% dos votos válidos. O anúncio ocorreu após reunião com a governadora, que contou também com a presença do vice de sua chapa, Gustavo Rocha.
O apoio ocorre na reta inicial da campanha do segundo turno, quando Celina busca ampliar as alianças políticas e conquistar parte do eleitorado que escolheu outros candidatos na primeira etapa. A governadora terminou o primeiro turno com 825.530 votos, ou 49,93% dos votos válidos, ficando a apenas 168 votos da vitória. Leandro Grass (PT), segundo colocado, recebeu 569.930 votos, correspondentes a 34,47%.
Caputo afirmou que a decisão foi tomada a partir da convergência entre propostas apresentadas durante sua campanha e compromissos assumidos por Celina. O acordo foi acompanhado pela assinatura de uma carta de compromissos com princípios defendidos pelo Novo.
Segundo o ex-candidato, o apoio não significa o fim das críticas à atual gestão. A escolha, afirmou, considera a identificação política com a candidatura de Celina e a avaliação sobre os caminhos que se apresentam no segundo turno. Caputo também disse esperar que o Distrito Federal avance e que o próximo governo consiga enfrentar os problemas da população.

Adesão de outras frentes
A manifestação de apoio faz parte de uma estratégia mais ampla de Celina para reunir forças políticas antes da votação de 25 de outubro. Desde o encerramento do primeiro turno, a governadora tem buscado aproximação com candidatos derrotados, dirigentes partidários e parlamentares.
Na segunda-feira (5 de outubro), Celina se reuniu com presidentes de partidos que integram sua coligação e aliados eleitos. A governadora também afirmou que pretende conversar com candidatos que ficaram fora do segundo turno e que compartilhem de posições semelhantes.
Outro desafio da campanha será reduzir a abstenção. No primeiro turno, 426.067 eleitores deixaram de comparecer às urnas no Distrito Federal, segundo os dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral. O número representa a maior abstenção registrada em um primeiro turno no DF.
Celina também procura consolidar o apoio de sua base no Legislativo. A coligação e partidos aliados elegeram representantes para a Câmara Legislativa e para a Câmara dos Deputados, fortalecendo a estrutura política da campanha para a segunda etapa.
Com o apoio de Kiko Caputo e do Novo, Celina amplia o campo de alianças em torno de sua candidatura. A adesão ocorre em uma eleição marcada pela divisão do eleitorado entre diferentes candidaturas no primeiro turno e pela necessidade, agora, de cada campanha buscar novos votos.
O segundo turno entre Celina Leão e Leandro Grass será realizado em 25 de outubro. Até lá, as duas campanhas deverão intensificar as articulações políticas e a apresentação de propostas para conquistar os eleitores que não escolheram nenhum dos dois candidatos na primeira votação.

Fábio Félix tem um pé no Guará

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Fábio Félix tem um pé no Guará

Fábio Félix (PSOL) chega à Câmara dos Deputados com uma marca histórica. Aos 40 anos, recebeu 224.224 votos nas eleições de 2026 e se tornou o deputado federal mais votado da história do Distrito Federal. A votação superou o recorde anterior, de Bia Kicis, que havia obtido 214.733 votos em 2022. Somente no Guará, Fábio Félix teve 15.697 votos, correspondente a 12,3% dos 127 mil eleitores da 9ª Zona Eleitoral.
A nova etapa da carreira começou depois de dois mandatos na Câmara Legislativa. Eleito distrital pela primeira vez em 2018, com 10.955 votos, Fábio Félix foi reeleito em 2022 com 51.792 votos, então a maior votação já registrada para um deputado distrital no DF. Neste ano, a marca foi superada por Max Maciel, também do PSOL, com 92.234 votos.
Nascido em Brasília, Fábio Félix chegou ao Guará aos 10 anos e permaneceu na cidade até os 26. Morou nas QEs 22, 28 e 30, tendo passado mais tempo na QE 28, onde também viviam sua avó e sua tia. Estudou em escolas públicas e privadas, entre elas o CEF 4 do Guará I, o Centro de Ensino 7 e o Colégio Rogacionista. Foi também nesse período que construiu amizades que permanecem até hoje. “Sou da geração da bomba, vivi minha infância, adolescência e juventude aqui. O Guará é uma referência enorme para mim”, afirmou durante uma visita à cidade e ao Jornal do Guará, em agosto de 2025.
Nas eleições de 2022, essa proximidade apareceu no resultado das urnas. Félix recebeu 4.337 votos no Guará, a maior votação entre os candidatos a deputado distrital, à frente de nomes com atuação política conhecida na cidade, como Rodrigo Delmasso e Policarpo.
Atuação na Câmara Legislativa
Assistente social, professor e servidor do sistema socioeducativo, Félix concentrou sua atuação parlamentar em direitos humanos, educação, saúde, combate ao racismo, defesa da população LGBTQIA+, mulheres, população em situação de rua e meio ambiente.
Na Câmara Legislativa, presidiu a Comissão de Direitos Humanos, Cidadania e Legislação Participativa e participou de comissões e investigações sobre temas como a pandemia de Covid-19 e o feminicídio. Também destinou emendas para projetos pedagógicos em escolas do Distrito Federal.
Durante os dois mandatos, tornou-se uma das principais vozes da oposição ao governo do Distrito Federal. Também participou da CPI do 8 de Janeiro instalada na Câmara Legislativa.

Retorno para
ouvir moradores
Em agosto de 2025, antes de confirmar a candidatura à Câmara dos Deputados, Félix passou um dia no Guará dentro do projeto “Pela Cidade”, que leva o mandato para diferentes regiões administrativas. A agenda incluiu reuniões com diretores de escolas, visita à Casa GOG, encontro com o rapper e ativista Gog e conversas com moradores em estabelecimentos tradicionais, como Toenzinho, Santo Cristo e Ceará Carne de Sol. A programação terminou com uma entrevista no Jornal do Guará. Na ocasião, o deputado afirmou que a votação expressiva obtida em 2022 refletia tanto sua trajetória pessoal quanto a avaliação dos moradores sobre sua atuação parlamentar.
A eleição de 2026 foi a quinta disputa eleitoral de Fábio Félix. Antes de conquistar uma cadeira na Câmara Legislativa, ele havia concorrido a deputado distrital em 2006 e 2014, sem se eleger.

“Faculdade do PCC”: célula espionava polícia e ditava sentenças em Brasília

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“Faculdade do PCC”: célula espionava polícia e ditava sentenças em Brasília
Na Mira

Operação Jubilados cumpre 48 mandados judiciais no DF, em Goiás e São Paulo, estoura alvos estratégicos e trava o avanço de células do PCC

08/10/2026 06:44

, atualizado 08/10/2026 07:46

Arte/Metrópoles
faculdade do PCC

Equipes da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco/Decor) deflagraram operação nas primeiras horas desta quinta-feira (8/10) contra a maior facção criminosa do país. Batizada de Operação Jubilados, a ação cortou o silêncio do Distrito Federal, de Goiás e de São Paulo para desmantelar a “Faculdade Brasília do crime”. A operação é uma ação conjunta entre a PCDF e a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado do Distrito Federal (FICCO/DF).

A ofensiva desferiu um golpe cirúrgico na espinha dorsal do Primeiro Comando da Capital (PCC) neutralizando lideranças e desmantelando a infraestrutura de comando que operava clandestinamente a partir de redes virtuais e do sistema carcerário.

O grupo clandestino “Faculdade Brasília”, uma célula virtual com cerca de 80 integrantes batizados, funcionava como o cérebro e o tribunal executivo do PCC no DF. Sob a égide do fórum de mensagens, a estrutura operava como o principal canal de comando e controle da facção paulista na capital da República, coordenando a logística de armas e munições, o controle financeiro, a expansão de pontos de venda de drogas e a assistência a detentos, além de abrigar um núcleo de contrainteligência responsável por espionar operações policiais e mapear rivais para execução.

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Metrópoles

Equipes da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco/Decor) deflagraram operação nas primeiras horas desta quinta-feira (8/10)

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Equipes da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco/Decor) deflagraram operação nas primeiras horas desta quinta-feira (8/10)

Material cedido ao Metrópoles

Batizada de Operação Jubilados, a ação cortou o silêncio do Distrito Federal, de Goiás e de São Paulo para desmantelar a “Faculdade Brasília do crime”

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Batizada de Operação Jubilados, a ação cortou o silêncio do Distrito Federal, de Goiás e de São Paulo para desmantelar a “Faculdade Brasília do crime”

Material cedido ao Metrópoles

A operação é uma ação conjunta entre a PCDF e a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado do Distrito Federal (FICCO/DF)

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A operação é uma ação conjunta entre a PCDF e a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado do Distrito Federal (FICCO/DF)

Material cedido ao Metrópoles

O grupo clandestino “Faculdade Brasília”, uma célula virtual com cerca de 80 integrantes batizados

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O grupo clandestino “Faculdade Brasília”, uma célula virtual com cerca de 80 integrantes batizados

Material cedido ao Metrópoles

São cumpridos 21 mandados de prisão temporária e 27 de busca e apreensão. O aparato policial cercou alvos estratégicos mapeados em 10 regiões administrativas: São Sebastião, Itapoã, Samambaia, Sol Nascente, Ceilândia, Santa Maria, Candangolândia, Gama, Planaltina e Estrutural, além de adentrar pavilhão por pavilhão em unidades prisionais do DF.

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No Entorno, as viaturas avançaram sobre pontos-chave em Águas Lindas de Goiás, enquanto equipes da Polícia Civil paulista cumpriam ordens judiciais de forma simultânea nos municípios de Sorocaba e Indaiatuba.

Centrais de comando

A ação é fruto do desdobramento minucioso de dados colhidos na Operação Mosaico, ocorrida em dezembro de 2025. A análise técnica do material apreendido na época permitiu à inteligência policial mapear a nova hierarquia do PCC no DF e expor a existência dos grupos digitais “Faculdade Brasília” e “Juntos Somos Mais Fortes DF”.

Os canais eram utilizados como verdadeiras centrais de comando e controle, por onde transitavam ordens operacionais, repasses financeiros e orientações da cúpula faccionada. As investigações comprovaram que o grupo “Faculdade Brasília”, funcionava como o tribunal executivo do grupo na região.

As interceptações autorizadas pela Justiça expuseram um organograma criminoso rígido, dividido em setores operacionais encarregados do controle do paiol de armas e munições, da arrecadação de rifas e mensalidades, do cadastro de faccionados, da assistência logística a presos, do recrutamento de novos membros e do cumprimento da disciplina interna da organização.

Inteligência do PCC

Entre os achados mais críticos do trabalho policial, está o estouro de um setor de inteligência e contrainteligência montado pelo PCC. O departamento clandestino levantava informações sobre rotinas de viaturas, operações policiais e investigações em andamento, visando burlar a ação do Estado.

O mesmo núcleo produzia dossiês contra facções rivais, catalogando fotografias, endereços de familiares, passagens policiais e rotinas de alvos marcados para morrer. A investigação também mapeou o processo de tomada e expansão de pontos de venda de drogas no DF, denominados internamente de “lojas”, submetidos a cobranças e regras impostas pela facção.

Os alvos presos respondem, nesta fase, com enquadramento direto no artigo 2º da Lei nº 12.850/2013 pela prática do crime de integração a organização criminosa, cujas penas chegam a 8 anos de reclusão e multa, sem prejuízo de aditamentos por tráfico de drogas, porte ilegal de armas e homicídios ao longo do processo.

Apoio operacional

A deflagração da operação exigiu uma força de reação integrada de grande porte. A ação de campo contou com a atuação direta do Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (DECOR) e da Divisão de Operações Especiais (DOE), pela PCDF; do Batalhão de Policiamento com Cães (BPCAES) e do Policiamento Tático Móvel (PATAMO), pela PMDF; além de agentes da Polícia Penal do DF e da Polícia Civil de São Paulo.

A estrutura da FICCO/DF reúne esforços da Polícia Federal, Polícia Civil do DF, Polícia Militar do DF, Polícia Penal do DF e Polícia Penal Federal. Com os alvos encarcerados, a perícia trabalha agora na extração de dados dos eletrônicos e materiais apreendidos para desdobrar novas fases e identificar os demais tentáculos da facção no DF.

Com salários de até R$ 4,5 mil, DF tem 863 vagas nesta quinta-feira

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Com salários de até R$ 4,5 mil, DF tem 863 vagas nesta quinta-feira
Distrito Federal

O cargo com maior remuneração entre as vagas disponíveis é o de técnico analista de qualidade no Setor Norte, em Brazlândia (DF)

Felipe Menezes/Metrópoles
carteira de trabalho

As agências do trabalhador do Distrito Federal oferecem, nesta quinta-feira (8/10), 863 vagas de emprego para quem busca uma oportunidade no mercado de trabalho. Os salários chegam a R$ 4,5 mil, com oportunidades para diferentes níveis de escolaridade, com e sem experiência.

O cargo com maior remuneração é o de técnico analista de qualidade. São duas vagas para trabalhar no Setor Norte, em Brazlândia (DF). Não é necessário ter experiência, mas o candidato deve ter ensino superior completo.

Em seguida, aparece o cargo de gerente comercial, na Asa Norte (DF). São três vagas com salário de R$ 3,4 mil, além de benefícios.

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Entre os cargos com mais vagas abertas estão açougueiro (62) e ajudante de açougueiro (39), divididas entre Guará, Gama e locais de trabalho não fixos.

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Para participar dos processos seletivos, basta cadastrar o currículo no aplicativo da Carteira de Trabalho Digital (CTPS) ou comparecer a uma das agências do trabalhador, das 8h às 17h, durante a semana.

Empregadores e empreendedores que desejem ofertar vagas ou utilizar o espaço das agências para entrevistas podem se cadastrar presencialmente nas unidades ou enviar um e-mail para gcv@sedet.df.gov.br.

Amor, viagens e crime: o casal que comandava quadrilha o “Império da Hilux”

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Amor, viagens e crime: o casal que comandava quadrilha o “Império da Hilux”
Na Mira

Anderson Rodrigues, o “01”, e Andresa Tayna, a “dama da organização”, torravam o dinheiro de furtos de Hilux e SW4 em viagens paradisíacas

08/10/2026 06:50

, atualizado 08/10/2026 07:54

Reprodução
casal se beijando no Rio de Janeiro

Beijos apaixonados, cenários paradisíacos no Rio de Janeiro e uma rotina de luxo ostentada passo a passo nas redes sociais. Por trás das fotos emolduradas por pontos turísticos cariocas e do clima de romance, o casal Anderson Rodrigues e Andresa Tayna escondia a liderança de uma bem estruturada organização criminosa especializada no furto de caminhonetes de alto valor no Distrito Federal.

Enquanto trocavam declarações de amor e gastavam o dinheiro amealhado com os crimes, ambos desempenhavam papéis centrais no esquema. Morena, esguia e com tatuagens espalhadas pelo corpo, Andresa era a “dama da organização”, responsável por alugar os veículos utilizados como carros de apoio nas ações criminosas. Já Anderson exercia o posto de “01” do bando, comandando todas as operações, articulando as invasões e definindo a divisão de tarefas do grupo.

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A rotina de ostentação e crime teve um ponto de virada na manhã desta quinta-feira (8/10), quando a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio da Coordenação de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Corpatri), deflagrou a Operação Rota 060. As equipes saíram às ruas para cumprir 10 mandados de prisão e 10 de busca e apreensão em diversos endereços no DF e no estado de Goiás.

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Estrutura Empresarial e Divisão de Tarefas

As investigações da Corpatri revelaram que a organização criminosa funcionava com uma rigorosa hierarquia e divisão de tarefas, atuando com verdadeira estrutura empresarial entre julho de 2025 e agosto de 2026. Ao grupo é atribuída a autoria de pelo menos 11 furtos consumados de caminhonetes Toyota Hilux e SW4 no DF.

O organograma da quadrilha funcionava em formato piramidal:

Topo (Comando): onde situavam-se os líderes — com Anderson no topo —, responsáveis pelo planejamento, comando das ações e destinação final dos veículos subtraídos.

Executores e suporte técnico: atuavam no levantamento, na vigilância e escolta dos veículos. Este núcleo utilizava equipamentos e decodificadores eletrônicos de última geração para burlar a segurança dos automóveis e codificar novas chaves em poucos minutos.

Esfriamento e adulteração: após a subtração, os automóveis eram levados a locais isolados ou garagens disfarçadas (pátios de “esfriamento”) para checar a presença de rastreadores. Passado o risco, o núcleo de adulteração clonava placas e remarcava numerações de chassi e vidros.

Transporte e escolta: os veículos eram levados para outros estados acompanhados por “batedores” (carros de apoio alugados por Andresa) encarregados de monitorar barreiras policiais.

Destinação final: na base do esquema, os automóveis eram vendidos no mercado ilícito ou utilizados diretamente como moeda de troca pelo fornecimento de entorpecentes.

O Estopim da Investigação

A ponta do novelo que levou à operação começou na madrugada de 8 de agosto de 2026, por volta das 3h40, quando uma Toyota Hilux foi furtada no Setor de Garagem e Concessionária de Veículos (SGCV), no Guará.

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A PCDF deflagrou operação nas primeiras horas desta quinta-feira (8/10) para desmantelar uma organização criminosa especializada no furtos de caminhonetes de alto valor

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A PCDF deflagrou operação nas primeiras horas desta quinta-feira (8/10) para desmantelar uma organização criminosa especializada no furtos de caminhonetes de alto valor

Material cedido ao Metrópoles

Foram cumpridos 10 mandados de prisão e 10 de busca e apreensão em diversos endereços no Distrito Federal e em Goiás

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Foram cumpridos 10 mandados de prisão e 10 de busca e apreensão em diversos endereços no Distrito Federal e em Goiás

Material cedido ao Metrópoles

Ao grupo é atribuída a autoria de pelo menos 11 furtos consumados

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Ao grupo é atribuída a autoria de pelo menos 11 furtos consumados

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A organização criminosa operou entre julho de 2025 e agosto de 2026

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A organização criminosa operou entre julho de 2025 e agosto de 2026

Material cedido ao Metrópoles

Atentas ao deslocamento do automóvel, equipes da Corpatri realizaram um acompanhamento tático em tempo real. A interceptação ocorreu em pleno deslocamento rodoviário enquanto a caminhonete rumava para outro estado escoltada por um carro de apoio. A Hilux foi recuperada, os executores foram presos em flagrante e, a partir dos dados colhidos na ação, os investigadores conseguiram mapear toda a cadeia de comando acima dos executores.

Enquadramento Penal

Os investigados responderão por crimes cujas penas somadas podem ultrapassar 20 anos de reclusão:

  • Organização Criminosa (Artigo 2º da Lei nº 12.850/13): pena de 3 a 8 anos de reclusão;
  • Furto Qualificado (Artigo 155, § 4º do Código Penal): pena de 4 a 10 anos de reclusão;
  • Adulteração de sinal identificador de veículo automotor (Artigo 311 do Código Penal): pena de 3 a 6 anos de reclusão.

As diligências prosseguem para o cumprimento dos mandados restantes e apreensão de novas provas.

Império da Hilux: PCDF desmantela bando que furtava veículos de luxo no DF

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Império da Hilux: PCDF desmantela bando que furtava veículos de luxo no DF
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Operação “Rota 060” cumpre 10 mandados de prisão e expõe estrutura empresarial de quadrilha responsável pelo furto de caminhonetes de luxo

08/10/2026 06:50

, atualizado 08/10/2026 07:53

Material cedido ao Metrópoles
Operação

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou operação nas primeiras horas desta quinta-feira (8/10) para desmantelar uma organização criminosa especializada no furtos de caminhonetes de alto valor. As equipes da Coordenação de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Corpatri) estão nas ruas para cumprir 10 mandados de prisão e 10 de busca e apreensão em diversos endereços no Distrito Federal e em Goiás.

As investigações da Corpatri, no âmbito da Operação Rota 060, revelaram que a organização criminosa funcionava com rigorosa divisão de tarefas e organograma hierárquico, operando de forma estável e com verdadeira estrutura empresarial entre julho de 2025 e agosto de 2026. Ao grupo é atribuída a autoria de pelo menos 11 furtos consumados de caminhonetes Toyota Hilux e SW4 no DF.

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A estrutura hierárquica do grupo estava organizada em formato piramidal, em que no topo situavam-se os líderes responsáveis pelo comando, planejamento das ações e pela destinação final dos bens subtraídos. Logo abaixo do comando, atuavam os executores dos furtos, encarregados do levantamento, vigilância e da escolta dos veículos. Esse núcleo contava com um braço de suporte técnico, responsável pela utilização de módulos eletrônicos e decodificadores para realizar o desbloqueio de partida do automóvel.

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A PCDF deflagrou operação nas primeiras horas desta quinta-feira (8/10) para desmantelar uma organização criminosa especializada no furtos de caminhonetes de alto valor

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A PCDF deflagrou operação nas primeiras horas desta quinta-feira (8/10) para desmantelar uma organização criminosa especializada no furtos de caminhonetes de alto valor

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Foram cumpridos 10 mandados de prisão e 10 de busca e apreensão em diversos endereços no Distrito Federal e em Goiás

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Foram cumpridos 10 mandados de prisão e 10 de busca e apreensão em diversos endereços no Distrito Federal e em Goiás

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Ao grupo é atribuída a autoria de pelo menos 11 furtos consumados

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Ao grupo é atribuída a autoria de pelo menos 11 furtos consumados

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A organização criminosa operou entre julho de 2025 e agosto de 2026

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A organização criminosa operou entre julho de 2025 e agosto de 2026

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Modus Operandi

A cadeia logística prosseguia com as equipes de ocultação, que destinavam as caminhonetes aos pátios de “esfriamento”, seguidas pelo núcleo de adulteração e transporte, incumbido de realizar a clonagem de placas e chassis e de efetuar a transferência do bem para outros estados.

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Por fim, na base do esquema, encontrava-se o setor responsável pela reinserção dos automóveis no mercado ilícito ou pela sua utilização direta como moeda de troca na aquisição de entorpecentes.


Estrutura criminosa:

  • Superação tecnológica: os executores utilizavam equipamentos eletrônicos e decodificadores de última geração para burlar os sistemas originais de segurança dos veículos, codificando novas chaves em poucos minutos.
  • “Esfriamento”: após a subtração, a caminhonete era levada imediatamente para locais isolados ou garagens disfarçadas (pátios de “esfriamento”) para verificar a existência de rastreadores ativos.
  • Adulteração: passado o período de risco, o núcleo de adulteração entrava em ação, clonando placas, remarcando numerações de chassi e alterando vidros para conferir aparência de legalidade.
  • Transporte e escolta: o veículo seguia viagem para outros estados sob escolta constante de carros de apoio (“batedores”), responsáveis por monitorar barreiras policiais ao longo das rodovias.
  • Reintrodução e droga: a destinação final envolvia a venda no mercado ilícito ou a negociação direta dos veículos como moeda de troca pelo fornecimento de entorpecentes.

Estopim da investigação

A ponta do novelo que levou à operação de hoje começou em 8 de agosto de 2026. Por volta das 3h40, uma Toyota Hilux foi furtada nas imediações do Residencial Park Sul Prime, no Setor de Garagem e Concessionária de Veículos (SGCV), no Guará/DF.

Atentas ao deslocamento do automóvel subtraído, equipes da Corpatri realizaram o acompanhamento tático em tempo real. A interceptação ocorreu na rodovia enquanto a caminhonete rumava para outro estado, escoltada por um veículo de apoio.

Na ocasião, a Hilux foi recuperada, o carro de apoio, apreendido e os executores foram autuados em flagrante. A partir dos dados colhidos naquela prisão, os investigadores mapearam toda a cadeia de comando acima dos executores da ponta.

Enquadramento penal

Os investigados responderão por uma série de crimes cujas penas somadas podem ultrapassar dois decênios de reclusão. No âmbito criminal, os alvos da operação foram enquadrados pelo delito de integração em Organização Criminosa (previsto no Artigo 2º da Lei 12.850/13), cuja pena abstrata varia de 3 a 8 anos de reclusão.

Também responderão pela prática de Furto Qualificado (Artigo 155, Parágrafo 4º do Código Penal), com pena cominada de 4 a 10 anos de reclusão, e pelo crime de Adulteração de Sinal Identificador de Veículo Automotor (Artigo 311 do Código Penal), que prevê pena de 3 a 6 anos de reclusão.

As diligências prosseguem ao longo do dia para o cumprimento do restante dos mandados e apreensão de novos elementos de prova nas bases operacionais da quadrilha no DF e em Goiás.