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Secretaria de Cidades será criada para facilitar interlocução entre administrações regionais

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Anúncio foi feito pelo governador de Brasília na tarde deste sábado (20) em reunião na Residência Oficial de Águas Claras

Por Gabriela Moll – Administradores regionais e representantes das regiões administrativas do Distrito Federal reuniram-se com o governador Rodrigo Rollemberg, na tarde deste sábado (20), para apresentar demandas e debater as responsabilidades desses órgãos e as expectativas do governo em relação ao trabalho feito por eles.

Atendendo a uma reivindicação apresentada pelos administradores por meio de uma carta, Rollemberg anunciou que uma secretaria específica para tratar da interlocução entre as administrações regionais será criada. “Precisamos investir em uma rede de cooperação entre o governo”, afirmou o chefe do Executivo.

Para isso, ele orientou que os gestores se unam em um conselho consultivo e apresentem um modelo de organização e de regimento interno para as administrações. “Só assim conseguiremos fazer uma reestruturação que atenda às necessidades de cada localidade”, avaliou. Também foi acordado fazer reuniões periódicas entre secretarias, administrações e outros órgãos do governo para traçar novas diretrizes.

Além do canal, que ainda não tem data marcada para ser instituído, os gestores apresentaram demandas como necessidade de equipamento próprio para pequenos reparos, mais autonomia administrativa e maior alinhamento com outros órgãos do governo.

Participaram da reunião os administradores regionais de Águas Claras, Manoel Valdeci Machado Elias; da Candangolândia, do Núcleo Bandeirante e do Park Way, Cleudimar Sardinha; de Ceilândia, Vilson José de Oliveira; do Cruzeiro e do Sudoeste/Octogonal, Paulo Henrique Ramos Feitosa; da Fercal, Estevão Reis; do Gama, Maria Antônia Rodrigues Magalhães; do Guará, André Brandão Péres; do Itapoã e do Paranoá, Eduardo Rodrigues da Silva; do Lago Norte e do Varjão, Leandro Casarin; do Lago Sul e interino do Jardim Botânico, Aldenir Chaves Paraguassú; de Planaltina, Vicente Salgueiro Baño Salgado; do Plano Piloto, Marcos Pacco; do Recanto das Emas, Fábio Viana Ávila; do Riacho Fundo II, Francisco Vicemá Medeiros; de Samambaia, Claudeci Xavier de Miranda; de Santa Maria, Nery Moreira da Silva; de São Sebastião, Jean Duarte de Carvalho; do Setor Complementar de Indústria e Abastecimento/Estrutural, Evanildo da Silva Macedo; de Sobradinho, Divino Oliveira Sales; e de Taguatinga, Ricardo Lustosa Jacobina.

Estavam também os servidores da Vice-Governadoria Marcelo Cruz e Sérgio Roberto Cardoso, representando o vice-governador Renato Santana – administrador interino do Setor de Indústria e Abastecimento e de Vicente Pires –, a colaboradora do governo Márcia Rollemberg, esposa do governador, o chefe da Casa Civil, Relações Institucionais e Sociais, Sérgio Sampaio, o secretário-adjunto de Relações Institucionais e Sociais, da Casa Civil, Igor Tokarski, a chefe-adjunta de gabinete da Governadoria de Brasília, Valéria Vasconcelos, o secretário de Mobilidade, Marcos Dantas, e a diretora-geral do Serviço de Limpeza Urbana, Kátia Campos.

Celulares e notebooks sobem até 79% com o fim da Lei do Bem

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Por Alessandro Junior, do TechTudo – Os preços dos celulares e dos notebooks subiram no início de 2016. Parte desta elevação tem a ver com o fim da Lei do Bem, que isentava o PIS e Cofins de diversos produtos eletrônicos fabricados no país. O assustador é ver que a alta pode chegar a 79%, de acordo com um levantamento feito pelo comparador de preços Zoom.

A pedido do TechTudo, o serviço se debruçou sobre os registros de preços em 7 de dezembro de 2015 e em 1º de fevereiro de 2016. O smartphone Xperia Z3 Compact, por exemplo, saltou de R$ 1.099 para R$ 1.931,40 – quase 80% a mais. No segmento de notebooks, o destaque vai para a Dell, que subiu o valor dos produtos em mais de 20% no período.

Primeiro é preciso entender a Lei do Bem. Ela foi criada em 2005, buscando estimular a produção nacional de PCs. Com o tempo, outras categorias de produtos, como tablets e telefones móveis, entraram na isenção. O benefício terminaria em 2014, mas o governo prorrogou as medidas até o fim de 2018. Apesar disso, o programa foi encerrado com uma medida provisória devido à crise financeira.

Para se enquadrar na isenção, os produtos precisavam seguir algumas regras. Smartphones, por exemplo, deveriam ser produzidos em território nacional, custar até R$ 1.500 e vir com um pacote mínimo de aplicativos desenvolvidos no país. O custo para os computadores, porém, tinham um limite maior, de R$ 8.000.

Sem os incentivos, muitos modelos já ultrapassaram o valor limite. É o caso do Moto X Play, top da Motorola com 32GB de armazenamento interno e Dual SIM: teve variação de 37% (o preço passou de R$ 1.169,10 para R$ 1.599,00).

Celulares mais baratos, como o Lumia 640 XL, tiveram aumento de 39% – o smartphone da Microsoft passou de R$ 659,00 para R$ 915,00. Já o Galaxy Gran Prime Duos, da Samsung, era encontrado por R$ 539,10 e atualmente está à venda por R$ 649,00 (aumento de 20%). O Moto G 3 também teve aumento de 17%, pulando de R$ 854,10 para R$ 996,55.

Os notebooks também não foram poupados. O HP Pavilion com tela LED de 14 polegadas, processador Intel i5, 4GB de RAM e HD de 500GB teve reajuste de 39%, pulando de R$ 1.799,00 para R$ 2.499,00. Outros modelos da Dell sofreram aumentos. No caso mais expressivo, a variação foi de 36%, passando de R$ 3.134,05 para R$ 4.267,67, com o modelo Vostro. O Acer Aspire E, de 15,6 polegadas, processador Intel i5 e 1 TB de HD também ficou mais caro, com preço de R$ 1.989,00.

De acordo com o diretor executivo do Zoom, Thiago Flores, vale a pena ficar de olho nas promoções se você pretende comprar um celular ou eletrônico. “Se encontrar uma boa oportunidade, é recomendado aproveitar o momento para se precaver de um aumento de preço ainda maior, já que passamos por um período de alta do dólar e da inflação”, afirma Flores.

Em tempos de valores altos, comparadores de preços podem ajudar a encontrar o melhor negócio. Celulares top de linha lançados em anos anteriores também passam a ser opções interessantes, já que estão mais baratos e ainda podem oferecer boa experiência de uso.

Distrito Federal comercializa 5.729 automóveis em janeiro

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Concessionários já estavam preparados para a queda nas vendas, uma vez que o mês costuma ser fraco

O mês de janeiro é comumente conhecido como o mais fraco para as vendas em todos os setores. Isso ocorre em razão das faturas do cartão de crédito pós-ferias, as matrículas e os materiais escolares dos filhos, além dos impostos como o IPVA e o IPTU, entre outros. Sem contar que muitos consumidores aproveitam as promoções atrativas do final de ano.

De acordo com balanço mensal divulgado pelo Sindicato dos Concessionários e Distribuidores de Veículos do Distrito Federal (Sincodiv-DF), em janeiro, foram comercializadas 5.729 unidades ante 6.830 em dezembro. O número representa uma retração de 16,12% em relação ao mês anterior. Os dados nacionais apontam redução de 31,82%.

Ao comparar as vendas de janeiro deste ano com as de 2015, registra-se uma queda de 38,58%. No Brasil, a baixa foi de aproximadamente 38,81%. “O primeiro mês do ano nunca foi parâmetro para as concessionárias. Costuma ser o período em que o brasileiro está mais endividado por causa das férias e dos impostos. Aquele velho dito popular de que o ano só começa, de fato, depois do carnaval é real”, comenta Alessandro Soldi, vice-presidente do Sincodiv-DF.

Ranking – A Fiat segue na liderança das marcas mais vendidas no DF em janeiro. Foram emplacados 1.119 veículos, o que representa 19,53% do mercado. A Volkswagen continua em segundo no ranking, com 700. Em terceiro lugar, a GM; com a Hyundai e a Renault, que saiu do oitavo para quinto lugar; fechando as cinco marcas mais vendidas do último mês.

Motocicletas – Em janeiro, foram emplacadas 783 motocicletas contra 1.084 em dezembro. No ranking das cinco marcas mais vendidas, três alterações: a BMW ocupou o terceiro lugar com 40 unidades, enquanto a Kawasaki subiu para quarto lugar, e a Triumph caiu para quinto. A Honda segue na frente com 574 motocicletas comercializadas.

Atrações do Taguatinga Shopping promovem bailinho de carnaval

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Em clima de festa, as atrações de férias do Taguatinga Shopping deixam o Carnaval brasiliense ainda mais convidativo. No dia 8 de fevereiro, segunda-feira, a Megapista de Patinação no Gelo se transformará no Bailinho de Carnaval Ice eu Te Pego, das 15h às 18h. Com decoração temática, a farra contará com a presença de um DJ, com festival de marchinhas e o bloquinho de Carnaval Calango Careta, com ala circense e orquestra camaleônica. Também com muita folia, a Megapiscina de Bolinhas ficará ainda mais divertida com músicas carnavalescas e uma cabine fotográfica parar registrar os momentos mais divertidos das 12h às 20h.
Fotos: Telmo Ximenes

 

 

 

 

 

 

Serviço do Taguatinga Shopping

Site: www.taguatingashopping.com.br

Twitter: @Taguashopping

Número de endividados no DF aumenta em janeiro

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O número de famílias endividadas no Distrito Federal passou de 582.843 em dezembro para 593.448 em janeiro (aumento de 10,6 mil). O percentual de famílias com algum tipo de dívida na capital do País foi de 80,1%, índice maior do que o registrado em dezembro de 2015 (78,7%). É o que mostra a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do DF (Fecomércio-DF). O estudo mostra, no entanto, que o universo das famílias que não terão condições de pagar suas dívidas passou de 2.699 para 1.909.

Na avaliação do presidente da Fecomércio-DF, Adelmir Santana, os brasilienses não estão conseguindo ajustar as contas, mesmo com a injeção do 13º salário no final do ano. “Em meio ao aumento generalizado da inflação, das taxas de juros e dos preços dos produtos, o brasiliense está perdido nas contas. A preocupação agora é com os impostos do início do ano, pois também tiveram os valores reajustados”, explica Adelmir.

Em janeiro de 2016, assim como em meses anteriores, o grande instrumento gerador de dívida continuou sendo o cartão de crédito. Do total dos endividados, 88,3% se declararam comprometidos nessa modalidade. Dentre as famílias com contas em atraso, 50,2% disseram ter condições de quitar suas dívidas totalmente e 45,1% afirmaram ter condições de quitar o montante parcialmente. Do universo de endividados, apenas 1,7% dos brasilienses disseram não ter condições de quitar as contas e 3% não sabem dizer se conseguem ou não quitar o montante.

A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC) foi realizada com uma amostra de 600 famílias. O estudo serve para orientar os empresários dos setores de comércio, serviços e turismo que utilizam o crédito como ferramenta estratégica para o incremento das vendas, uma vez que permite o acompanhamento do perfil de endividamento do consumidor e sua percepção em relação à capacidade de pagamento.

Gracom inaugura primeira franquia em Brasília

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Com o objetivo de dar continuidade ao seu plano de expansão, a Gracom, uma das maiores escolas de efeitos visuais do Brasil, inaugura no dia 7 de janeiro mais uma franquia, desta vez em Brasília (DF), a primeira de efeitos visuais da capital federal. A rede segue em expansão, com o objetivo de chegar, até 2017, a 72 unidades em todo o país – um dos mercados que mais crescem no mundo no segmento educacional.

A nova unidade é um centro autorizado de treinamento da Adobe, e tem capacidade para receber até 2.000 alunos. O empreendimento será administrado por três cientistas da computação, todos com mais de 20 anos de experiência no mercado. Os sócios Máximo Migliari, Pedro Bernardino e Jens Schriver acreditam no mercado de games e, sobretudo, na educação publicitária e audiovisual.

“Sabemos o quanto o país precisa de investimentos em educação e nossos cursos profissionalizantes formam profissionais com muito foco nas ferramentas e suas aplicações práticas. Os alunos saem dos cursos prontos para atuar no mercado”, explica Máximo Migliari. “O fato de ser um centro autorizado da Adobe aumenta exponencialmente a empregabilidade dos profissionais formados na Gracom Brasília”, enfatiza Pedro Bernardino.

A procura pelo ensino da Gracom em Brasília está cada vez maior. “Estamos com ações de divulgação na internet e nos shoppings da região, além de ações de rua, que consistem em preencher um cadastro demonstrando interesse em estudar na escola”, declara Jens Schriver. A rede de franquias está presente, atualmente, nas regiões Norte, Nordeste e Centro Oeste, com unidades na Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Maceió, Pará, Paraíba, Pernambuco, Amazonas, Piauí e Rio Grande do Norte.

Fundada pelo empreendedor Diego Monteiro, a Gracom vem sendo um modelo de negócios de sucesso. Só neste ano, houve um aumento de 28,57% no faturamento. Hoje, a rede atende mais de 9 mil alunos no Brasil e oferece cursos que capacitam profissionais a atuar em diversas áreas, com destaque para mercados que estão em evidência, além de estar entre as 13 empresas do país a possuir chancela da Adobe.

Fotos: Getúlio Romão

Brasília recebe workshop sobre perdão em fevereiro

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Pela primeira vez no Distrito Federal, o coletivo Amor em Movimento, de Santa Catarina, promove o Workshop “Perdoar-te”, iniciativa que busca promover o amor e a compaixão por meio do perdão.  O encontro acontece nos dias 20 e 21 de fevereiro e tem como facilitador, o terapeuta Fabiano Lauser.

Compreender corretamente o perdão, Práticas de liberação emocional, Sensibilização e expressão da afetividade, Passos do perdão, Gratidão e Processo guiado de perdão são alguns dos tópicos do evento.

No sábado (20), o workshop acontece de 9h às 20h30, no domingo (21) de 9h às 13h30. O valor é de R$ 160, e inclui inscrição, coffees, material de apoio e certificado, e ocorrerá no espaço OmTare, na Asa Sul (506 Sul, via W3, bloco A, entrada 19, sala 102). As vagas são limitadas.

As inscrições devem ser feitas no link www.amoremmovimento.org. A programação completa também se encontra na página do evento “Workshop Perdoar-te”, no Facebook. Mais informações pelo telefone (48) 9634.4072 ou pelo email amormov@gmail.com.

 

SERVIÇO:

Workshop Perdoar-te

Quando: Dias 20 e 21 de fevereiro

Onde: Espaço OmTare, Asa Sul (506 Sul, via W3, bloco A, entrada 19, sala 102)

Quanto: R$ 160 (incluindo inscrição, coffees, material de apoio e certificado)

Inscrição: www.amoremmovimento.org

Informações: (48) 9634.4072 ou amormov@gmail.com

Idealização: Coletivo Amor em Movimento

Secretaria do Meio Ambiente divulga minuta sobre programa Brasília Solar

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Foto: Andre Borges

Expectativa é instalar painéis fotovoltaicos em escolas e em prédios públicos do DF. Contribuições para a consulta pública vão até 15 de fevereiro

Por Rafael Alves – A Secretaria do Meio Ambiente quer a colaboração dos cidadãos para implementar o programa Brasília Solar, que prevê o uso de energia fotovoltaica (obtida com a utilização de placas para converter luz solar em energia elétrica) no Distrito Federal. Para isso, está disponível no site da pasta a minuta do programa criada com base em contribuições de um grupo de trabalho formado desde maio de 2015 para a consulta pública.

O documento aborda o contexto de mudanças climáticas e os impactos na matriz elétrica no Brasil e no DF. Também descreve a energia solar como alternativa e Brasília com um grande potencial para isso.

Na segunda parte, são apresentados objetivos, diretrizes, metas e recomendações gerais do programa. Para essas temáticas, a Secretaria do Meio Ambiente conta com ampla contribuição da população, por meio de ideias e sugestões.

A consulta pública começou em 15 de janeiro e está aberta até 15 de fevereiro. Em seguida, a previsão é que em março o texto seja levado para apreciação do governador Rodrigo Rollemberg.

Incentivos

A expectativa da Secretaria do Meio Ambiente é instalar equipamentos fotovoltaicos em escolas e em prédios públicos. Para isso será estudada a possibilidade de conceder incentivos em tributos, como o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e o Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis (ITBI).

De acordo com a secretaria, há uma urgência para a diversificação das matrizes energéticas do Distrito Federal, que utiliza 100% de energia produzida por hidrelétricas. Outra vantagem da energia solar é que ela contribui para diminuir as taxas de emissão dos gases causadores do efeito estufa.

“Brasília tem um potencial enorme de energia solar, principalmente para prédios públicos”, afirma o secretário do Meio Ambiente, André Lima. “O sistema pode atender ao próprio consumo do governo e ainda fornecer o excedente para a rede.”

Lei de Cotas é inconstitucional, decide justiça

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Advogado conquista na justiça decisão histórica que julgou inconstitucional a lei que estabelece reserva de vagas a negros em concursos públicos. Decisão servirá de jurisprudência a outros situações

Em decisão inédita no país, a Lei 12.990/2014, que estabelece o sistema de cotas raciais, foi julgada como inconstitucional. A decisão foi tomada ontem (18/01) na 8ª Vara do Trabalho de João Pessoa pelo juiz Adriano Mesquita Dantas. Carlos Delano Brandão decidiu processar o Banco do Brasil por ser sentir lesado em um concurso público no qual foi aprovado, em 15º lugar, para o cargo de escriturário. A seleção, para cadastro reserva, oferecia 15 vagas, sendo 11 de ampla concorrência, 1 para portadores de necessidades especiais e 3 para cotas raciais.

O advogado especialista em concursos públicos e membro da comissão de concursos da OAB-DF Max Kolbe, do Kolbe Advogados Associados, atuou no caso, alegando que a reserva de cotas raciais fere os artigos 3º (inciso IV), 5º (caput) e 37º (caput e inciso II) da Constituição Federal, além de contrariar os princípios da razoabilidade e proporcionalidade. A base legal proposta ressalta os artigos nos quais são exaltados a igualdade de todos os brasileiros e que não pode haver quaisquer distinções.

“A Lei de Cotas é muito subjetiva e, ao invés de promover inclusão social, acaba por fazer exatamente o oposto. A investidura em um cargo ou emprego público depende de conhecimentos prévios que vão além da grade curricular da Educação Básica, ou seja, qualquer candidato apto a ingressar no cargo ou emprego público estaria, ao menos em tese, em igualdade de condições nesta competição. Assim, estabelecer privilégios, com exceção da ressalva aos portadores de necessidades especiais, é ofender, por critérios não objetivos, a isonomia entre os candidatos e o princípio da meritocracia”, destaca o Dr. Kolbe.

Na sentença, o juiz ordenou a contratação imediata de Carlos, uma vez que os três candidatos convocados pelas cotas foram aprovados em 25º, 26º e 27º, na relação de ampla concorrência, prejudicando a nomeação do requerente. Caso não cumpra a determinação, o juiz estabeleceu multa diária d R$ 5mil para o Banco do Brasil.

Outro ponto que o Dr. Kolbe ressalta é que, segundo a alegação de descumprimento de preceito fundamental nº 186, julgada pela suprema corte brasileira, para a ciência, geneticamente não existem raças humanas. As pesquisas científicas revelam que todos nós somos parte de uma única espécie dividida em bilhões de indivíduos. Portanto, a questão das cotas seria social e não racial. “Acredito ainda que a Lei acaba não beneficiando quem de fato merece, como os socialmente desfavorecidos. Num país miscigenado como o Brasil é difícil definir quem se enquadra em tal lei, pois cerca de 90% da população é considerada ‘parda’, sendo assim, quase toda a população brasileira se enquadraria”, explica o advogado.

Governo reforça mais uma vez combate ao Aedes aegypti

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A partir desta segunda-feira (18), 400 alevinos e 600 litros de larvicida biológico serão utilizados na luta contra o mosquito. Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília

Por Mariana Damaceno – O governo voltou a reforçar as estratégias de combate ao Aedes aegypti — vetor da dengue, da febre chikungunya e do zika vírus. A partir desta segunda-feira (18), 400 alevinos de lambari de cauda amarela e 600 litros do micro-organismo Bacillus thuringiensis israelensis, que é um larvicida biológico, serão distribuídos nas regiões administrativas com a maior incidência do mosquito.
No caso dos filhotes de peixe, eles serão espalhados por espelhos d’água de espaços públicos em regiões mais afetadas por focos do vetor. Será um para cada 20 metros cúbicos. Os alevinos serão doados pela Secretaria da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural e pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF).

Segundo o subsecretário de Vigilância à Saúde da Secretaria de Saúde, Tiago Araújo Coelho de Souza, a ideia de utilizar os filhotes no combate ao vetor surgiu durante uma reunião entre o governador Rodrigo Rollemberg e representantes de secretarias de Estado. A escolha foi devido à espécie ser resistente e sobreviver a situações adversas, além de alimentar-se basicamente de larvas e insetos.

Um biólogo da subsecretaria acompanhará a entrega para explicar os cuidados necessários com os alevinos. Posteriormente outras áreas do DF devem ser atendidas. A expectativa é ultrapassar, neste ano, a produção dos peixes de 2015: cerca de 15 mil.

Bacillus – Os 600 litros do Bacillus thuringiensis israelensis serão aplicados a partir de hoje por agentes da força-tarefa criada em dezembro por meio do Plano de Ação para o Enfrentamento das Doenças Transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti.

nicialmente, as regiões que receberão o produto são Gama, Recanto das Emas e Santa Maria. Uma gota é suficiente para pelo menos um litro de água, segundo o diretor de Vigilância Ambiental da Secretaria de Saúde, Divino Valero.

O larvicida biológico não representa risco ao meio ambiente nem ao ser humano, mesmo se ingerido. A estimativa feita pelo diretor é que os bacillus causem a morte das larvas do mosquito em até uma hora. “Ele atua destruindo o estômago da larva”, explica. Valero esclarece que o produto será aplicado inicialmente por seis meses para ser comprovada sua eficácia.

Os bacillus são extraídos da terra e fermentados. A gota do larvicida age do primeiro ao quarto estágio da larva. Juntas, as fases chegam a durar cerca de cinco dias.

Em 7 de janeiro, o governo criou uma sala de situação para reunir a coordenação da força-tarefa de combate ao mosquito, identificar início dos focos e informar ao governo federal sobre os casos de doenças transmitidas pelo vetor.

Apesar dos esforços, o subsecretário de Vigilância à Saúde reforça que é imprescindível a participação popular no combate. “É importante que os moradores abram as portas para os agentes”, diz Tiago Souza. Segundo ele, 30% da população ainda apresenta resistência às visitas.