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Autêntico Bar e Restaurante

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Recentemente aberto em Bairro Nobre de Taguatinga o Autênticos faz jus ao nome . Todo estilizado e decorado ao tema da data da inauguração de Taguatinga. É possível ver uma miniatura do relógio replica do mesmo da praça do relógio .
O mais interessante são as fotos que ilustram às paredes internas do ambiente. Fotos que relembram : O bar do Carecas Lanches e fotos da construção da cidade.image

Bom mesmo é a comida… Ótimo para à família pois conta um playground bem simbólico .
E para quem quer curtir… Minhas recomendações pois tem musica ao vivo com excelentes artistas da região e uma variedade enorme de bebidas.

O ponto fraco do lugar é ao meu ponto de vista á falta de estacionamento .

Taguatinga Sul
CSA2

 

 

CONFLITOS ENTRE MORADORES E BARES NOTURNOS

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Foto: Renato Araújo

Decisão foi tomada em reunião com o governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, na tarde desta sexta-feira (18), no Palácio do Buriti

Foto: Renato Araújo

O governo de Brasília oficializará grupo de trabalho formado por titulares de órgãos e autarquias públicos para avaliar procedimentos a serem adotados em conflitos no segmento da diversão. O chefe do Executivo local, Rodrigo Rollemberg, reuniu-se com representantes do governo na tarde desta sexta-feira (18), no Palácio do Buriti, um dia após ação integrada entre a Agência de Fiscalização do Distrito Federal (Agefis), o Instituto Brasília Ambiental (Ibram), a Polícia Militar e o Departamento de Trânsito (Detran), no comércio da 408 Norte.

A operação de quinta-feira (17) resultou em duas advertências a estabelecimentos que tinham alto-falantes na área externa, multa por poluição sonora (emissão de ruídos acima de 55 decibéis), autuação de 23 veículos por estacionamento irregular e apreensão de outros dois por falta de licenciamento. Nenhum bar foi fechado, de acordo com a Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social, e os agentes públicos não abordaram nenhum cliente.

“Buscamos harmonizar a relação entre moradores das quadras, público e donos dos estabelecimentos noturnos”, afirmou o administrador regional do Plano Piloto, Marcos Pacco, presente na reunião convocada pelo chefe do Executivo. “Queremos uma cidade ambientalmente saudável, com a cultura rica e com a geração de empregos mantida”, acrescentou Pacco.

Integrantes
A princípio, o grupo será composto por representantes das Casas Civil e Militar; das Secretarias do Meio Ambiente; da Segurança Pública e da Paz Social; de Cultura; de Gestão do Território e Habitação; das Secretarias-Adjuntas de Turismo e do Trabalho; da Subsecretaria da Ordem Pública e Social; da Agefis; do Ibram; do Detran; da Administração do Plano Piloto; do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal; e das Polícias Civil e Militar.

Participaram do encontro o chefe da Casa Militar, coronel Claudio Ribas; o secretário de Cultura, Guilherme Reis; o subsecretário de Integração e Operação de Segurança Pública, da Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social, coronel Josias Seabra; a secretária interina da Segurança Pública e da Paz Social, Isabel Seixas; os secretários-adjuntos de Turismo, Jaime Recena, e do Trabalho, Thiago Jarjour; a diretora-presidente da Agefis, Bruna Pinheiro; a presidente do Ibram, Jane Vilas Bôas; o comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar, coronel Hamilton Santos Esteves Junior; o subcomandante da Polícia Militar do Distrito Federal, coronel Marco Antônio Nunes; os diretores-gerais do Departamento de Trânsito do DF, Jayme Amorim de Sousa, e da Polícia Civil, Eric Seba; o administrador regional do Plano Piloto, Marcos Pacco; e o chefe de gabinete do governador, Rômulo Neves.

Facebook lançará serviço voltado a profissionais nos próximos meses

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(Reuters) – Facebook at Work, a versão profissional da rede social, deve ser lançada nos próximos meses, depois de um ano de testes, afirmou um executivo da companhia.

O novo serviço, voltado à colaboração no ambiente de trabalho, é quase idêntico à rede social atual, com a presença de uma timeline de notícias, opções de “curtir” e ferramenta de bate-papo.

“Eu diria que 95 por cento do que nós desenvolvemos para o Facebook também está no Facebook at Work”, afirmou Julien Codorniou, diretor de plataformas globais de parcerias da rede social, à Reuters.

Entretanto, no Facebook at Work os usuários poderão manter perfis especiais que sejam distintos dos existentes na rede social.

O Facebook começou a testar o serviço em janeiro e tem o mantido gratuito, mas sob convite, para empresas até agora.

O serviço será aberto a todas as empresas quando for lançado e o Facebook planeja cobrar “alguns dólares por mês por usuário” de serviços premium como ferramentas analíticas e suporte ao cliente, disse uma porta-voz da companhia.

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OS PARLAMENTARES DA CLDF MANIFESTARAM SEU APOIO A DEPUTADA DISTRITAL TELMA RUFINO

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Os parlamentares da Câmara Legislativa do Distrito Federal manifestaram seu apoio a Deputada Distrital Telma Rufino, presidente da Comissão de Assuntos Fundiários, que tem sido coagida para assinar a abertura de CPI contra a Agefis e a apresentar projetos e emendas permitindo o parcelamento indevido do solo e atrapalhando o processo de regularização das terras da capital do país. Os Deputados elogiaram o trabalho e a postura da parlamentar na luta pela regularização fundiária e afirmaram que não permitirão qualquer tipo de coação contra os seus pares. Telma Rufino afirmou que continuará a lutar para que todos conquistem as escrituras de suas casas, mas que não aceitará coações.

“Estou chocado”, diz Zuckerberg sobre bloqueio do WhatsApp no Brasil

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Mark Zuckerberg se pronunciou a respeito da decisão de uma juíza de São Bernardo do Campo (SP) que resultou no bloqueio do WhatsApp no Brasil inteiro. Ele, que também é dono do aplicativo de mensagens, afirmou estar “trabalhando duro para reverter essa situação”.

“Este é um dia triste para o país. Até hoje o Brasil tem sido um importante aliado na criação de uma internet aberta. Os brasileiros estão sempre entre os mais apaixonados em compartilhar suas vozes online”, afirmou o executivo.

“Estou chocado que nossos esforços em proteger dados pessoais poderiam resultar na punição de todos os usuários brasileiros do WhatsApp pela decisão extrema de um único juiz.”

Zuckerberg ressaltou que a medida afeta diretamente mais de 100 milhões de pessoas que usam o WhatsApp no Brasil, e lembrou que o Messenger continua ativo. “Esperamos que a justiça brasileira reverta rapidamente essa decisão. Se você é brasileiro, por favor faça sua voz ser ouvida e ajude seu governo a refletir a vontade do povo.”

http://olhardigital.uol.com.br/noticia/-estou-chocado-diz-zuckerberg-sobre-bloqueio-do-whatsapp-no-brasil/53785

SILENCIOSO, O DIABETES PODE CONFUNDIR O PACIENTE E TRAZER RISCOS PARA A SAÚDE

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Estima-se que 12 milhões de pessoas sejam portadoras da doença no Brasil e quase 30% delas não têm conhecimento e convivem nesta condição
Considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma epidemia mundial, o diabetes tipo 2 em suas fases iniciais não apresenta sintomas agudos e, quando a doença não está descompensada, pode passar despercebida tanto em adultos quanto nas crianças. Muitas vezes, as complicações podem se instalar e progredir antes mesmo que o diagnóstico seja feito.
Segundo estimativas da International Diabetes Federation (IDF), só no Brasil são 12 milhões de portadores do diabetes e quase 30% desse contingente não sabe que tem a doença. “Os sintomas do diabetes podem ser facilmente confundidos com outros fatores, por isso não são automaticamente associados à doença. A sede, por exemplo, é um dos principais sintomas e, muitas vezes, é relacionada apenas com o calor”, afirma Rocio Riatto Della Colleta, Endocrinologista e Gerente Médica da Novo Nordisk.
A “Regra das Metades”, que ajuda a estimar a detecção, o diagnóstico e o tratamento, estima que apenas metade das pessoas com diabetes na América Latina são diagnosticadas e 25% recebem tratamento adequado. Passados alguns anos com a doença, o agravamento pode desencadear problemas nos olhos, rins, nervos e vasos, acarretando em prejuízo da visão, perda da função renal, amputação de membros inferiores, infarto e derrame. E é por isso que se atentar aos sintomas é tão importante.
De acordo com a Dra. Rocio, os principais sintomas são: muita sede, muita vontade de urinar, fadiga, aumento do apetite e emagrecimento. “Como a glicemia está alta é até estranho falar que o paciente come muito e emagrece. Isso acontece porque ele está utilizando outras fontes de energia, como proteínas e gordura. A glicose, que deveria ser a fonte de energia, está alta no sangue, mas não é metabolizada dentro das células”, descreve. Todos os sintomas são ocasionados devido à hiperglicemia no organismo.
No tipo 1 da doença, menos comum, os sintomas são os mesmos, porém aparecem de uma forma mais rápida e aguda. A doença acaba sendo descoberta em meio à uma situação de risco, como no pronto atendimento dos hospitais após algum problema de saúde mais urgente. Em qualquer situação, é sempre importante não minimizar os sintomas e procurar um médico ao notar alguma alteração no organismo. Assim, é possível realizar os exames e, se necessário, dar início ao tratamento o mais rápido possível.
Tipos de diabetes
Tipo 1 – Na maioria dos casos, trata-se de uma doença autoimune, caracterizada pela destruição das células beta do pâncreas, responsáveis pela produção de insulina. Este tipo é geralmente diagnosticado ainda na infância ou adolescência, mas pode surgir também em outras faixas etárias.
Tipo 2 – É o tipo mais comum e corresponde a 90% dos casos. Ocorre pela insuficiência ou resistência à insulina (ação alterada da insulina). Cerca de 50% dos portadores de diabetes tipo 2 não sabem de sua condição, justamente pelos poucos sintomas que apresentam no início da doença.

 

NOVE EM CADA DEZ MULHERES AGREDIDAS PELOS COMPANHEIROS SOFREM CALADAS

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R7
Todos os dias casos de agressões físicas e assassinatos de mulheres por seus companheiros estampam o noticiário policial. Recentemente, um deles ganhou grande repercussão e trouxe à tona a discussão sobre a urgência de se combater essa realidade no Brasil: a fisioculturista Renata Muggiati caiu da janela do apartamento onde morava, no 31ºandar, em Curitiba. O laudo necroscópico apontou o namorado dela como o principal suspeito do crime.
Para a representante da ONU Mulheres no Brasil, Nadine Gasman, a violência doméstica contra mulheres é um problema de ordem cultural e independe da classe social dos envolvidos. Nadine afirma que, apesar de a lei estar do lado das vítimas, elas têm medo de fazer a denúncia. Apenas uma em cada dez mulheres agredidas relata a violência às autoridades competentes. As outras nove sofrem caladas.
— A primeira questão é que a pessoa que está sofrendo saiba que a violência não é normal. Tem que buscar ajuda. Tem que denunciar. As pessoas ficam com vergonha, mas é um crime e a lei está do lado delas.
Mais de 51% das denúncias sobre algum tipo de violência contra mulheres que chegaram à Central de Atendimento da Secretaria de Políticas para as Mulheres no primeiro semestre de 2015 tratavam de violência física. Mais de 59% das vítimas disseram que os filhos presenciam as agressões (as denúncias devem ser feitas pelo telefone 180).
Nadine avalia que esses números são sintomas da cultura machista que predomina entre os brasileiros. Segundo ela, 4.500 mulheres são mortas todos os anos no País, o que indica que ser mulher por aqui já é um fator de risco.
— São relações onde os homens têm a ideia de que as mulheres não são iguais. As pessoas têm uma ideia estereotipada do que é ser homem e do que é ser mulher. É importante que os problemas sejam resolvidos no diálogo.
Mulheres em relacionamentos abusivos nem sempre percebem a que ponto os companheiros podem chegar. Além de Renata Muggiati, outros dois casos recentes ilustram o cenário apontado pela representante da ONU.
Em agosto, Gisele Santos teve suas mãos decepadas depois de decidir que queria terminar o relacionamento com o agressor. No mesmo mês, a empresária Halyne Elias fraturou o tornozelo, a mão, a bacia e o rosto depois de cair do segundo andar do prédio onde morava com o marido que a agredia constantemente.
E elas não estão sozinhas. São várias as Renatas, Giseles e Halynes que sofrem todos os dias. Algumas delas sobrevivem para contar suas histórias. Outras perdem a vida antes de conseguir sair dos relacionamentos abusivos.
Nas denúncias que chegaram à Secretaria, mais de 31% das vítimas perceberam risco de feminicídio — quando uma pessoa mata a outra pelo fato de ela ser mulher. Esse é um medo que a maioria das mulheres que sofre agressões constantes enfrenta e, exatamente por isso, tende a escolher o silêncio.
Para reverter essa realidade, Nadine acredita que há uma série de mudanças a serem construídas e uma delas é o engajamento dos homens na luta por igualdade ao lado das mulheres.
— A luta tem que estar atuando em todos os níveis da sociedade. [A agressão] não é brincadeira. É uma verdade.
Mulheres deficientes
A presidente da ONG Essas Mulheres, Marcia Gori, diz que mulheres com deficiência física são duas vezes mais vítimas de abusos dos companheiros do que as outras. Segundo ela, isso acontece porque, geralmente, os agressores são também os cuidadores daquelas mulheres. Como elas sentem que vão ficar desamparadas, não fazem a denúncia.
— Como vão cuidar dela depois? Então ela vai aguentando. Mas esse silêncio precisa ser quebrado. Quando a mulher com deficiência chega a denunciar, é porque ela não está aguentando mais.
Ela diz também que é importante que essas mulheres tenham autonomia e autoestima.

OUTUBRO ROSA: A IMPORTÂNCIA DA PREVENÇÃO

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A luta contra o câncer ganha força quando a doença é detectada logo no início
O Outubro Rosa chega colorindo os monumentos do Brasil com o objetivo de chamar a atenção para questões ligadas ao câncer de mama. Só em 2015, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), foram identificados quase 60 mil pacientes com a doença, o que representa 22% do total dos novos diagnósticos de câncer no país. Trata-se do segundo local do corpo mais atingido pela patologia, no país e, apesar das frequentes campanhas alertando para a prevenção, a taxa de mortalidade ainda é alta, justamente, pela grande frequência de diagnósticos tardios.
“A maior parte das mulheres só identifica a doença quando ela já está em desenvolvimento pelo aparecimento de irregularidades na pele, sejam marcas, caroços nos seios e até mesmo franzidos,” pontua Miguel Torres, chefe do programa de tratamento da doença na Radiocare. O radio-oncologista alerta que, muitas vezes, a enfermidade chega de forma silenciosa.
Tabagismo, sedentarismo e obesidade são fatores de risco que contribuem para um aumento da incidência da enfermidade. “Boa alimentação e prática de exercícios físicos, diariamente, são bons parceiros na prevenção de doenças, entre elas, o câncer de mama”, afirma o radio-oncologista. Torres ressalta que homens também podem ser afetados pela doença e, apesar de a incidência ser bem menor, não devem se esquecer da prevenção.
Prevenção
Márcia tinha 34 anos quando percebeu um nódulo no seu seio direito ao fazer o autoexame. À época, vivia um momento de realização profissional e pessoal. Tinha acabado de assumir um novo cargo na empresa, curtia o casamento recente e sua filha de apenas dois anos. “Não podia ser nada”, era o que imaginava. Então, ao consultar um mastologista, se deparou com o diagnóstico: há um carcinoma ductal invasor na mama direita, em linguagem simples, câncer de mama.
Mesmo sem precedentes da doença na família e com perfil fora do grupo de risco, Márcia sempre fazia o autoexame, o que foi fundamental em seu caso. Selmo Geber, professor titular do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), ressalta a importância da detecção precoce do câncer de mama. “É essencial que as mulheres façam exames preventivos periodicamente, tanto para detectar o câncer de mama como outros tipos da doença, como o câncer de cólo de útero”, lembra o médico.
Contudo, segundo pesquisa divulgada pelo IBGE, em Minas Gerais, apenas 62% das mulheres entre 50 e 69 anos fizeram o exame preventivo nos últimos dois anos.
Tratamento
O tratamento varia de acordo com a gravidade da doença e das condições biológicas do paciente. O primeiro passo é fazer o diagnóstico completo com análises clínicas e biopsia para descobrir se o tumor é benigno ou maligno. Então, o médico faz a indicação de cirurgia, quimioterapia e radioterapia ou das práticas combinadas, de acordo com cada caso.
Os tratamentos são divididos em dois tipos de terapias: local e sistêmica. “A local inclui a cirurgia e a radioterapia, que são formas de tratar o tumor sem afetar o restante do corpo. Já a sistêmica trabalha com medicações orais ou pela corrente sanguínea, como é o caso da quimioterapia, capaz de atingir as células cancerosas em qualquer parte do corpo”, afirma o radio-oncologista Miguel Torres.
O tratamento, muitas vezes, pode implicar na perda de cabelos e na realização da mastectomia – retirada da mama e isso afeta o emocional feminino. “Fui cortando meu cabelo por etapas para que minha filha não percebesse, contei uma historinha para que ela entendesse que a mamãe estava doente e que quando melhorasse, o cabelo cresceria novamente”, lembra Márcia. Ela ainda comenta que o carinho da filha, o companheirismo do marido e todo apoio dos amigos e famílias foram essenciais para que tivesse esperança e se recuperasse rápido.
Manutenção da fertilidade
Após vencer a doença, muitos pacientes acabam se deparando com um novo problema: a infertilidade. “Se ter filhos é um objetivo de vida, é essencial pensar nisso e se resguardar para concretizá-lo posteriormente. Tratamentos com quimioterapia e radioterapia, além de destruírem as células tumorais, também podem atingir as germinativas, que produzem óvulos e espermatozoides. Além disso, também interferem nas funções hormonais, responsáveis pela produção de gametas”, explica Selmo Geber, PhD em Fertilidade e Embriologia.
Segundo o médico, a urgência da doença e a necessidade imediata de se dar início aos tratamentos contra o câncer exigem decisões rápidas do oncologista. No entanto, devido à pressa, muitas vezes o fator reprodutivo não é abordado. “Aspectos do tratamento e de efeitos colaterais diretos são amplamente discutidos. Porém, a preservação da fertilidade para o futuro, através de criopreservação, por exemplo, acaba sendo deixada de lado”, avalia.
O objetivo com a criopreservação dos óvulos – seja por vitrificação, ou por congelamento -, é conservar o material para que ele possa ser utilizado no futuro, por meio de técnicas de reprodução assistida. “O óvulo, ou o espermatozoide, é submetido a uma variação de temperatura de 37ºC a -196ºC em menos de um segundo. O material congelado é, então, armazenado em nitrogênio líquido, podendo ser mantido assim por tempo indefinido”, explica o médico. Segundo ele, as taxas de gravidez utilizando óvulos congelados tem sido semelhante à obtida com exemplares frescos, de 50%.

AUMENTA O NÚMERO DE IMÓVEIS RETOMADOS POR BANCOS

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Medida pode ser adotada sem devolução das parcelas já pagas

A falta de pagamento de prestações do financiamento pode levar os bancos a retomarem imóveis. De acordo com dados da Associação dos Registradores Imobiliários de São Paulo (Arisp), somente na cidade de São Paulo, 517 deles foram retomados ano passado, o que significa o maior número desde 2004. A previsão é de que este ano não deve ser diferente, já que, de janeiro a julho de 2015, 334 unidades foram retomadas na capital paulista, o que equivale a 64% do total registrado em todo o ano passado. Este cenário não é muito diferente no restante do país, conforme a Associação Brasileira dos Mutuários da Habitação (ABMH).

De acordo com o diretor executivo do escritório de representação da ABMH no Distrito Federal, Geraldo Tardin, um dos motivos para a retomada dos imóveis é a utilização da alienação fiduciária em contratos de financiamento ligados ao Sistema Financeiro da Habitação (SFH). “Atualmente, a maioria dos contratos de financiamento são feitos com base na Lei 9.514/97, que trata da alienação fiduciária de bens imóveis. Embora tenha sido criada em novembro de 1997, sua utilização ganhou força em meados da década passada, e este é um dos primeiros reflexos dessa forma de garantia: a grande facilidade da execução da dívida e retomada do imóvel pelo banco em caso de inadimplência”, explica.

Segundo a Lei, passados 30 dias do início da inadimplência, o banco pode iniciar a execução extrajudicial do contrato. “Nessa hipótese, é obrigatória a notificação pessoal do devedor (via cartório) para pagar o débito no prazo de 15 dias. Passado esse prazo, o registro de propriedade do imóvel é transferido para o nome do banco, que, em seguida – já como novo proprietário – tem que levar o imóvel a dois leilões públicos. E se não existirem arrematantes, o imóvel fica definitivamente com o banco, em pagamento da dívida (prestações vencidas e saldo devedor)”, esclarece Geraldo Tardin.

O diretor da ABMH explica que, como se trata de uma execução extrajudicial, ou seja, sem passar pelo crivo do Poder Judiciário, é possível requerer a anulação do procedimento na Justiça ou uma indenização pela diferença entre o valor real do imóvel e o valor da dívida. “Mas não é uma tarefa fácil e cada caso deve ser analisado isoladamente. A dica é não deixar que chegue nesse ponto. Se houver dificuldade no pagamento de alguma parcela, o ideal é procurar o banco ou entidade de defesa da classe e negociar, ou – numa saída mais drástica – vender o imóvel, quitar o financiamento e assim não perder tudo que investiu.”

Para os contratos do programa Minha Casa Minha Vida, ainda existe a alternativa do Fundo Garantidor, que cobre o pagamento das prestações por até 36 meses dependendo da faixa de renda. Mas existem desvantagens, conforme Geraldo Tardin. “O mutuário tem que comprovar o desemprego ou a perda da renda no momento da assinatura. Além disso, o Fundo não paga a prestação: ela é incorporada ao saldo devedor e cobrada ao final do financiamento. Ou seja: se o prazo inicial era de 240 meses e o beneficiado utilizou o fundo por 12 meses, o novo prazo será de 252, e assim por diante. É bom lembrar que sobre essas prestações incidirão os mesmos juros e correção monetária do restante do financiamento.”

O diretor da ABMH ressalta que o importante é não ficar de braços cruzados diante dos contratos que não possuem a cobertura do Fundo Garantidor. “Uma alternativa é pedir a utilização do FGTS para pagamento das prestações em atraso. Embora esta saída não seja aceita diretamente nas agências bancárias, basta que o trabalhador faça o requerimento na via judicial para conseguir o benefício e, assim, evitar a perda do imóvel.”

Parcelas pagas não são devolvidas – Além de perder o imóvel, o consumidor pode arcar com outro prejuízo: a perda dos valores pagos. De acordo com Geraldo Tardin, a lógica adota pelos agentes financeiros é a seguinte: “o banco não vende imóveis, no financiamento habitacional, o mutuário toma um empréstimo financeiro (como outro qualquer) para aquisição de um imóvel, o qual é dado em garantia da dívida. Assim, no caso de inadimplemento das prestações, o banco credor executa o débito, levando o imóvel dado em garantia a leilão. No leilão, se não houver nenhum interessado (arrematante) ou se o maior lance for menor que a dívida, não haverá nenhum valor a ser repassado ao mutuário.”

Segundo a Lei 9.514, após 30 dias do vencimento de uma ou mais parcelas, o banco pode iniciar o procedimento de execução. Entretanto, a maioria dos contratos prevê que a execução só pode começar em caso de atraso de três ou mais prestações. “Nesse caso, vale a regra mais benéfica ao consumidor. O banco não tem praticamente nenhum risco de ficar no prejuízo. Quando o imóvel vai a leilão, o valor da arrematação é utilizado para quitação integral da dívida (prestações vencidas e vincendas) e se não houver arrematante, ele fica com o bem e pode, em seguida, vendê-lo como outro imóvel qualquer.”

Direitos do consumidor

Em caso de execução da dívida através da Lei 9.514, alguns requisitos devem ser observados:

• O consumidor deve ser notificado pessoalmente para quitar a dívida no prazo de 15 dias, quando o contrato tiver mais de um titular (um casal, por exemplo), todos devem ser notificados individualmente
• O mutuário tem a possibilidade de pagar a dívida até a data do leilão (e não até o fim do prazo da notificação – 15 dias), podendo utilizar o seu FGTS
• O imóvel deve ser levado a leilão por, no mínimo, 60% de seu valor de mercado; se for arrematado por montante inferior, o leilão pode ser invalidado
• Quando o valor da arrematação for maior que a dívida, o banco deve repassar a diferença ao devedor, no prazo de cinco dias, contados da data do leilão

Dr. Geraldo Tardin
Diretor executivo do escritório de representação da Associação Brasileira dos Mutuários da Habitação (ABMH) no Distrito Federal
Telefone: (61) 9994-0518

13º SALÁRIO: COMO UTILIZÁ-LO DE FORMA CONSCIENTE

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[xtestimonial_item name=”Janine Brito” title=”Advogada” avatar=”3″ avatar_url=”http://jornaldoplanalto.com.br/web/wp-content/uploads/2015/12/Janine_Brito_web.jpg”] Advogada; empresária; diretora da Ferragens Pinheiro, empresa com mais de 50 anos na capital; e especialista em Gestão Financeira.
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Todo ano é a mesma história: o 13º salário vira a “salvação da lavoura” para muita gente. Há quem, inclusive, o comprometa meses antes de recebê-lo.
Criado pelo governo de João Goulart, por meio da Lei 4.090, de 13/07/1962, regulamentada pelo Decreto 57.155, de 03/11/1965, como uma espécie de gratificação natalina, ao final de um ano inteiro de trabalho, o 13º é um recurso extra para o empregado que, em 2015, mais do que nunca, deve tirar muita gente do sufoco.
No que aplicar? Como gastar, de forma consciente, o dinheiro? O que priorizar? Mais uma vez, o planejamento pode ser fundamental para organizar a sua vida financeira.
Que tal começar por um diagnóstico de sua situação econômica? Se está endividado e inadimplente, é importante saber se o cenário está sob controle ou não. O primeiro ponto é deixar claro: inadimplência acontece depois que o consumidor se compromete com o pagamento de algum valor em uma data e, seja pelo motivo que for, não consegue realiza-lo dentro do prazo. Em função disso, ocorrem cobranças, tendo até o risco de o consumidor ter o seu nome em lista de devedores de alguns órgãos, como Serasa e SPC. Se este for o seu caso, procure utilizar o dinheiro extra para liquidar esta dívida.
A questão é tão complexa que a tendência é interferir, diretamente, na relação familiar e profissional do indivíduo. Portanto, repensar a educação financeira da família (e na sua própria) pode se um importante passo para não agravar ainda mais o problema.
Ademais, quase sempre esquecida, a readequação do padrão de vida é um bom começo para mudar o cenário. Mas por que isso acontece? Por que, em geral, quem tem dificuldades em lidar com a questão financeira tende a repetir o padrão comportamental, ano após ano? A resposta talvez seja: precisamos educar mais os nossos filhos do ponto de vista financeiro.
Meu velho pai Getúlio Pinheiro de Brito já dizia: “quem não sabe lidar com o pouco, com o muito também não saberá”. Sábias palavras, que alguns anos depois passaram a fazer cada vez mais sentido para mim, ao ponto de transmiti-las, no meu dia a dia, não só para as minhas filhas, mas para todos os quais quero bem e que estão próximos pessoal ou profissionalmente.
A recomendação é que o décimo terceiro seja utilizado para a realização de sonhos e objetivos de curto, médio e longo prazos, o que inclui quitar as dívidas. Para quem está endividado, mas não inadimplente, a obrigação é honrar com seus compromissos e, para que isso ocorra, os valores devem estar no orçamento mensal.
Tudo, na teoria, parece fácil. Na verdade, é um gigantesco desafio. Uma questão de hábito. No final, educar-se financeiramente pode ser recompensador e extremamente gratificante ver materializados os sonhos que antes pareciam tão distantes. Pense nisso e que tenhamos todos nós um excelente final de ano.