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Justiça determina soltura de João Munhoz, namorado de Isabelle Caracristi

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DÉLIO ANDRADE
DÉLIO ANDRADEhttp://delioandrade.com.br
Jornalista, sob o Registro número 0012243/DF
Na Mira

Justiça cearense concede liberdade provisória a bacharel João Munhoz Neto mediante uso de tornozeleira eletrônica e restrições cautelares

01/10/2026 15:21

, atualizado 01/10/2026 15:40

Imagem cedida ao Metrópoles
Imagem colorida, Isabelle à esquerda e João à direita- Metrópoles

O Juízo da 5ª Vara do Júri da Comarca de Fortaleza acolheu a manifestação do Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) e revogou a prisão preventiva de João Munhoz Neto, de 34 anos. Ele é namorado da universitária Isabelle Caracristi, de 22 anos, encontrada morta no pátio do condomínio onde o casal residia, na Aldeota, bairro nobre de Fortaleza.

Apesar de conceder a soltura solicitada pela defesa do bacharel em direito, a decisão judicial determinou a aplicação de rigorosas medidas cautelares. Munhoz Neto terá de cumprir monitoramento eletrônico por tornozeleira, está proibido de se ausentar da comarca e deve manter distanciamento total dos familiares da vítima.

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A Justiça, no entanto, não divulgou publicamente os fundamentos técnicos que motivaram a revogação da custódia. João Munhoz estava detido desde o dia 22 de setembro sob a suspeita de prática de violência psicológica contra a companheira e indução ao suicídio.

Contornos intrigantes

A morte da estudante ocorreu na noite de 13 de setembro. O caso tomou contornos intrigantes no dia seguinte ao fato, quando o apartamento ocupado pelo casal foi completamente limpo e colocado à venda.

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Segundo declarações do delegado-geral da Polícia Civil do Ceará, Márcio Gutiérrez, o investigado chegou a proibir a entrada de parentes de Isabelle no edifício e vinha adotando postura de não colaboração com o trabalho policial.

A investigação sobre a morte da universitária mobilizou uma estrutura especial da Segurança Pública estadual. A condução dos trabalhos está a cargo do Grupo Especial de Investigação (GEI), que reúne equipes da 2ª Delegacia de Polícia Civil da Capital, da 2ª Delegacia de Defesa da Mulher de Fortaleza e do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Laudos periciais

Até segunda-feira (28/9), a Polícia Civil já havia ouvido 28 pessoas. Paralelamente, a Perícia Forense do Ceará (Pefoce) concluiu 13 laudos periciais, mobilizando 20 peritos e auxiliares. Os investigadores debruçam-se neste momento sobre o conteúdo de telefones celulares, dispositivos eletrônicos apreendidos e horas de gravações do circuito interno de TV do condomínio.

O objetivo central da força-tarefa é reconstituir a cronologia exata dos eventos que antecederam a queda e a morte de Isabelle. Entre os depoimentos colhidos no último fim de semana, a polícia ouviu uma diarista que prestava serviços no local, a síndica do condomínio e a ex-esposa de João Munhoz Neto.

A ex-mulher prestou depoimento no sábado (26). No papel, ela ainda permanece casada com o suspeito. A defesa de Munhoz Neto alega que o casal já se encontrava em processo formal de separação quando ele iniciou o relacionamento com a universitária. As diligências prosseguem em sigilo.

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