Promotoria quer esclarecer as circunstâncias da morte de Lucas Duran da Silva durante treinamento de mergulho no Lago Paranoá nessa 2ª feira
22/09/2026 07:59
, atualizado 22/09/2026 08:01

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) deu prazo de 10 dias para que o Comando-Geral da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) forneça informações sobre a morte do soldado Lucas Duran da Silva (foto em destaque), de 28 anos, durante um treinamento de mergulho no Lago Paranoá (DF).
Lucas era lotado no Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA) e morreu nessa segunda-feira (21/9), enquanto participava de uma atividade de treinamento com outros militares no Trecho 2 do Setor de Clubes Sul.
Segundo o MPDFT, a requisição foi motivada por notícias veiculadas na imprensa sobre a morte do militar. A Promotoria de Justiça Militar busca esclarecer as circunstâncias do ocorrido e verificar as condições em que o treinamento foi planejado, executado e supervisionado.
Entre as informações solicitadas estão a natureza e o planejamento da atividade, a qualificação dos instrutores e dos responsáveis pela segurança, os equipamentos utilizados e os protocolos adotados para prevenção de riscos.
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O MPDFT também pediu informações sobre as condições ambientais no momento do treinamento, a estrutura de socorro disponível e a cronologia do atendimento prestado ao soldado.
A Promotoria requisitou, ainda, documentos e registros relacionados ao episódio, como imagens, comunicações, registros de ocorrência e informações sobre eventuais perícias e procedimentos de apuração instaurados pela corporação.
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Morte durante treinamento
Lucas Duran atuava na Companhia Lacustre do BPMA e integrava a PMDF havia pouco mais de 1 ano, após concluir o Curso de Formação de Praças XI (CFP XI), de acordo com apuração da coluna Na Mira.
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O soldado do Batalhão da Polícia Militar Ambiental do Distrito Federal (BPMA/PMDF), de 28 anos, que morreu na tarde desta segunda-feira (21/9) após se afogar no Lago Paranoá (DF) estava realizando um treinamento de mergulho de um curso operacional com outros três militares
Fernanda Cavalcante/Metrópoles

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O Metrópoles apurou com a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) que o soldado teria morrido após sofrer barotrauma, que é uma lesão nos tecidos do corpo causada pela diferença de pressão entre o ambiente externo e espaços preenchidos por ar dentro do organismo
Fernanda Cavalcante/Metrópoles

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A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) confirmou a morte do policial militar que teria ocorrido por volta das 12h
Material cedido ao Metrópoles
O Metrópoles apurou que o soldado tinha os cursos necessários para atuar no batalhão, inclusive de mergulho avançado. Segundo a PMDF, no tipo de treinamento realizado nessa segunda-feira (21/9), é obrigatório que o militar esteja acompanhado de outro policial, procedimento que teria sido seguido.
Quatro policiais participavam do treinamento de rotina no Lago Paranoá e todos estavam habilitados e utilizavam equipamentos para a realização da atividade. Lucas teria ficado cerca de três minutos submerso e foi socorrido pelo militar que fazia dupla com ele.
O Corpo de Bombeiros do DF (CBMDF) foi acionado para atender à ocorrência e realizou manobras de reanimação por mais de 30 minutos, mas Lucas não resistiu.
A PMDF confirmou a morte do policial militar, que teria ocorrido por volta das 12h. A corporação informou que o caso segue em apuração.
Informações preliminares obtidas pelo Metrópoles apontam que o militar pode ter tido um barotrauma, lesão provocada pela diferença de pressão entre o ambiente externo e espaços preenchidos por ar dentro do organismo. A causa da morte, no entanto, ainda é investigada.
