Identificado como Pedro Henrique Alves dos Santos, homem que fez 28 vítimas no DF é preso por extorsão, injúria racial e ameaça de morte

Um rastro de terror virtual, ataques de injúria racial e chantagens financeiras que vitimaram ao menos 28 mulheres no Distrito Federal teve seu ponto final decretado nessa segunda-feira (19/10). O homem por trás das mensagens ostensivamente agressivas e de teor discriminatório é Pedro Henrique Alves dos Santos, apontado como o predador virtual que transformou a rotina de dezenas de moradoras da capital federal em um verdadeiro pesadelo psicológico.
Embora a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) mantenha o sigilo sobre a identidade do acusado, a informação foi apurada com exclusividade pela coluna Na Mira. Santos foi preso preventivamente em uma operação deflagrada pela 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte). Ele cumpria liberdade provisória quando voltou a reincidir no mesmo modus operandi criminoso.
Leia também
O histórico do investigado revela um padrão metódico e violento de atuação. Santos utilizava aplicativos de relacionamento e redes sociais para estabelecer os primeiros contatos. Ao perceber o desejo das mulheres de interromper a comunicação, ele dava início a uma rotina sistemática de intimidação via WhatsApp, valendo-se de múltiplos números telefônicos para contornar bloqueios.
Círculo de terror
A escalada de violência verbal contava com ofensas racistas como “preta feia” e ameaças diretas de morte, entre elas mensagens dizendo “vou te matar, estou a caminho” e “prepara o caixão”. O terror psicológico servia como instrumento de coação para extorquir dinheiro das vítimas, exigindo transferências imediatas via Pix — geralmente no valor de R$ 500 — para cessar as investidas.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles
Para aumentar a pressão e demonstrar controle total sobre a vida das alvos, Santos monitorava ativamente o perfil das vítimas nas redes sociais, sinalizando saber a rotina e os trajetos frequentados por elas e por seus familiares. Quando os pagamentos eram recusados, o criminoso expandia o alcance do assédio: as intimidações eram direcionadas às mães das vítimas, prometendo violência física extrema contra os parentes.
Vejs prints:
![]()
A virada na investigação ocorreu em 25 de julho deste ano, quando uma das vítimas procurou a 2ª DP para registrar a ocorrência. A partir dos dados apresentados, os investigadores conseguiram mapear a repetição do comportamento e constataram que o acusado já acumulava 28 procedimentos policiais por condutas análogas em todo o DF.
Reincidência contínua
A reincidência contínua, combinada ao fato de que os novos delitos foram praticados durante o benefício de liberdade provisória, fundamentou o pedido de prisão preventiva expedido pela Justiça.
O caso segue sob a responsabilidade da 2ª DP, que já consolidou o conjunto probatório com registros de conversas, comprovantes e depoimentos. A meta dos investigadores é garantir a manutenção da prisão preventiva e concluir os inquéritos para que Pedro Henrique Alves dos Santos responda judicialmente pelos crimes de extorsão, ameaça e injúria racial.
