TJGO revoga habeas corpus e restabelece prisão do PM. O sargento Hebert Póvoa chegou a ser preso no ano passado durante operação da PCGO
08/10/2026 07:46
, atualizado 08/10/2026 07:52

Após a Justiça de Goiás determinar a soltura do sargento Hebert Póvoa (imagem em destaque), em agosto deste ano, o Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) voltou atrás na decisão e restabeleceu a prisão preventiva do policial militar. Segundo as investigações, Póvoa e a esposa, a advogada Tatiane Meireles, comandavam um grupo suspeito de torturar e agredir vítimas com cassetetes e tacos de beisebol. O militar, que é de Luziânia (GO), no Entorno do Distrito Federal, está foragido.
A soltura havia sido determinada após a defesa do sargento conseguir um habeas corpus. O alvará de soltura foi expedido em 11 de agosto. No dia seguinte, porém, o desembargador Itaney Francisco Campos pediu vista do processo para o “reexame do caso concreto”. Com isso, a liberação do policial ficou condicionada à conclusão da análise e à publicação do acórdão.
Agora, em decisão publicada nessa quarta-feira (7/10), o TJGO acolheu os embargos de declaração apresentados pelo Ministério Público de Goiás e negou o habeas corpus concedido anteriormente. Com a decisão, a prisão preventiva de Hebert Póvoa foi restabelecida, com fundamento na garantia da ordem pública.
“Em consequência, nego o habeas corpus e restabeleço a prisão preventiva de Herbert Francisco Póvoa”, diz trecho da decisão. O tribunal também determinou a expedição de um novo mandado de prisão e a comunicação urgente à Justiça responsável pelo processo.
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Policial Militar de Luziânia é suspeito de liderar um esquema de extorsão
Reprodução / Redes sociais

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Herbert Póvoa é policial militar e foi preso em uma operação da PCGO no ano passado
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O policial militar e a esposa foram presos em operação em novembro de 2025
Reprodução / Redes sociais
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Investigação
Hebert Póvoa e a esposa, a advogada Tatiane Meireles, foram presos em novembro de 2025, durante uma investigação contra crimes de agiotagem, lavagem de dinheiro e extorsão.
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Em março deste ano, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) suspendeu a inscrição profissional de Tatiane Meireles. Atualmente, porém, a inscrição consta como regular no cadastro da entidade.
Em abril de 2026, um mês após a suspensão da inscrição da advogada, outros dois investigados ligados ao grupo foram presos pela Polícia Civil de Goiás.
Segundo as investigações, o grupo torturava e agredia vítimas com cassetetes e tacos de beisebol durante as cobranças de dívidas.
A coluna Na Mira tenta localizar as defesas dos envolvidos. O espaço permanece aberto para manifestações.
“Vai gritar igual putinha”
A coluna teve acesso a imagens de algumas ameaças. Em uma delas é possível ver uma das vítimas suplicando para não ser agredida e morrer.
Além do homem que implorou para viver, outras pessoas foram vítimas da organização criminosa. Outro vídeo obtido pelo Metrópoles mostra o homem sendo espancado com um pedaço de madeira: “Você não tem o costume de não pagar? Essa é a postura que a gente espera de um homem? Você acha que o meu dinheiro vem como?”.
As imagens são angustiantes. O homem se levanta e outro criminoso fala: “Senta”. Quando ele já está sentado, o criminoso aponta a arma para a vítima e diz: “O primeiro [tiro] vai ser no joelho. Você vai gritar igual putinha. Vai cagar, vai mijar”.
Veja:
Prisão da advogada e do policial militar
O casal Tatiane Meireles e Hebert Póvoa foi preso em novembro do ano passado pela 5ª Delegacia Regional de Luziânia (GO), no Entorno do Distrito Federal. Além deles, outros quatro policiais militares de Luziânia foram capturados.
Segundo a Polícia Civil, o grupo atuava como uma organização criminosa estruturada em um esquema de agiotagem, lavagem de dinheiro e extorsão. Na época, os agentes recolheram diversas armas e cerca de R$ 10 mil em espécie.
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A vítima chorando enquanto é ameaçada e torturada
Imagem cedida ao Metrópoles

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Outra vítima espancada
Imagem cedida ao Metrópoles

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Os dois foragidos que foram presos
Material cedido ao Metrópoles
