
A governadora mobilizou uma movimento para barrar a redução do repasse no Congresso Nacional e no Supremo Tribunal Federal
23/10/2026 14:17
, atualizado 23/10/2026 14:44

A defesa do Fundo Constitucional do Distrito Federal (FCDF) é uma das principais bandeiras da governadora e candidata à reeleição Celina Leão (PP). Após assegurar a manutenção do repasse, ela pretende adotar medidas para proporcionar a autonomia do fundo. A progressista comentou sobre o assunto na Sabatina do Metrópoles, nesta sexta-feira (23/10).
Do ponto de vista de Celina Leão, o governo federal adotou uma postura contrária ao FCDF, indispensável para o orçamento da Segurança, Saúde e Educação da capital. De acordo com a governadora, o Palácio do Planalto aprovou no Congresso um projeto com capacidade para reduzir o valor do repasse. Para 2027, segundo o Instituto de Finanças do Senado, a previsão é perda de R$ 1,8 bilhão.
Atualmente tramita no Congresso um Projeto de Lei que garante a autonomia do fundo para o DF, que blindaria o repasse de interferências da União. “Já tem um PL na Câmara tramitando. Isso pode ser aprovado ou não. Mas nossa prioridade nesse momento é defender o fundo. Que não tenha uma diminuição. Não adianta ter uma autonomia daquilo que foi reduzido”, pontuou Celina Leão.
A progressista deflagrou um movimento para barrar o possível corte do repasse no Congresso Nacional e no Supremo Tribunal Federal (STF). Com apoio de parlamentares eleitos nas Eleições de 2026, Celina encaminhou para o canditato à Presidência da República senador Flávio Bolsonaro (PL) um pedido para suspender o redução do repasse do FCDF. Segundo Celina, se eleito Flávio não cortará o repasse para o DF, a despeito da promesse de tesouraço.
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Celina Leão (PP) em sabatina no Metrópoles nesta sexta-feira (23/10)
VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

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Governadora falou sobre as propostas para uma nova gestão
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Durante a entrevista, Celina afirmou que pretende ampliar o programa de internação involuntária
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Governadora falou sobre investimentos em segurança pública e saúde
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Candidata à reeleição, Celina anunciou novos Caps para fortalecimento da saúde mental
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Novo Caps infantil será inaugurado no Recanto das Emas
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“O DF é a capital da República. Nós temos um fundo que é consagrado. Você faz aqui a segurança das embaixadas, dos Poderes. Aqui é a capital que garante a democracia do país. Todos os Poderes estão aqui. Eu não tenho essa preocupação. Eu acho que o Flávio tem essa dimensão. A dimensão da necessidade de manutenção do nosso fundo”, argumentou.
A governadora explicou que GDF ingressou com uma ação de inconstitucionalidade no STF. “Por que o texto é totalmente inconstitucional. O texto original falava sobre petróleo. A gente chama isso, tecnicamente de emenda submarina. Essa emenda fala sobre fundos. E se o governo federal tiver déficit no final do ano, ele não é obrigado a reajustar os fundos, conforme previsão legal”, explicou. A votação foi remota. O relator é o ministro Cristiano Zanin.
A candidata pretende discutir o tema com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB) e despachar sobre a questão diretamente com o ministro Zanin. A governadora ressaltou que o governo federal já teria tentado reduzir o repasse do fundo por duas vezes. Mas em ambas, o DF se mobilizou e com apoio do então presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL) e, conseguiu reverter decisões a redução do FCDF.
Leia também
BRB
Celina Leão atribuiu a crise do Banco de Brasília (BRB) a uma interferência política e criticou o governo federal por, segundo ela, não dar aval a medidas de apoio à instituição financeira.
“O problema do BRB tem uma interferência política horrorosa. Todos os meus adversários no primeiro turno falavam mal do banco. O governo federal que dá empréstimo de R$ 12 bilhões para os Correios, que não tem como se manter, não quer dar o aval para o BRB”, afirmou.
Um acordo para viabilizar o resgate financeiro do BRB foi homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A operação prevê um empréstimo de R$ 6,6 bilhões para ajudar a instituição a enfrentar os efeitos da crise relacionada ao Banco Master.
