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Comissão da CLDF após ataque de PM na Asa Sul: “Arma e festa não combinam”

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DÉLIO ANDRADE
DÉLIO ANDRADEhttp://delioandrade.com.br
Jornalista, sob o Registro número 0012243/DF
Distrito Federal

PM atirou contra grupo de amigos após festa de aniversário neste domingo (8/11). Uma mulher morreu e outras quatro pessoas ficaram feridas

Luisa Rany / Metrópoles
Comissão da CLDF após ataque de PM na Asa Sul: “Arma e festa não combinam”

A Comissão de Direitos Humanos da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) se manifestou após a morte de Alessandra da Silva Oliveira Andrade, de 26 anos, baleada pelo policial militar Bruno Cardoso dos Passos, de 27 anos, na madrugada deste domingo (8/11), em um posto de combustíveis, na 302 Sul.

Em nota, o presidente da comissão, deputado distrital Fábio Felix (PSol), afirmou que “arma e festa não combinam” e defendeu regras mais rígidas para o porte de armas por policiais em situações de lazer e consumo de álcool.

“É preciso dizer com todas as letras: arma e festa não combinam. Arma e álcool não combinam. Quando um policial vai armado para uma confraternização, qualquer discussão pode terminar em morte. E terminou”, destacou o parlamentar .

A vítima era amiga da esposa do PM e estava entre os passageiros de uma van que transportava um grupo de amigos após uma comemoração de aniversário. O ataque deixou outras quatro pessoas feridas, entre elas a esposa do militar.


Relembre o caso

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  • O crime aconteceu na madrugada deste domingo (8/11), quando um grupo de 16 pessoas retornava de uma comemoração de aniversário em uma van alugada;
  • Durante a comemoração, o policial teria discutido com a esposa e, posteriormente, ameaçado “matar todos”;
  • Os passageiros seguiam para Ceilândia quando o pneu do veículo furou e o motorista parou em um posto de combustíveis na altura da 302 Sul;
  • Quando o veículo parou no posto, o militar começou a atirar contra os passageiros e, em seguida, desembarcou e continuou disparando até acabar a munição;
  • Uma amiga da esposa de Bruno, Alessandra da Silva Oliveira Andrade foi baleada e morreu ainda dentro da van;
  • Outras quatro pessoas ficaram feridas, entre elas a esposa do policial e outro militar, que foi atingido na cabeça e permanece internado em estado grave na UTI Neuro;
  • Bruno foi preso horas depois no Parque da Cidade;
  • A arma utilizada no crime e o celular do policial foram apreendidos pela PCDF.

“Isso não é fatalidade. É falha de regra, de controle e de cuidado. Quem trabalha armado precisa de limites claros e de acompanhamento psicológico de verdade, para a segurança da população e dos próprios policiais”, acrescentou.

O presidente da comissão informou que vai solicitar apoio psicológico, jurídico e assistencial imediato à família de Alessandra e aos demais feridos, além de cobrar uma investigação rigorosa e transparente sobre o caso.

A comissão também pretende cobrar da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) esclarecimentos sobre a origem da arma utilizada no crime e as regras para o porte de armas por policiais de folga em festas e bares.

“É fundamental proibição efetiva do porte de arma em situações de lazer e consumo de álcool e que se estabeleçam regras próprias de porte para soldados recém-ingressos, em período probatório”, defendeu o parlamentar.

Além disso, Fábio Felix informou que vai solicitar à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) informações sobre a realização de exames de dosagem alcoólica e toxicológico no militar após a prisão, bem como a divulgação dos resultados.

Tragédia em posto de gasolina

A coluna Na Mira apurou que Bruno comemorava o aniversário, celebrado na última sexta-feira (6/11), com a esposa e um grupo de amigos em um bar da Asa Sul.

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Metrópoles

Posto de combustíveis na SQS 302, na Asa Sul, foi palco dos disparos que deixaram uma mulher morta e quatro feridos

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Posto de combustíveis na SQS 302, na Asa Sul, foi palco dos disparos que deixaram uma mulher morta e quatro feridos

Luisa Rany / Metrópoles

Tiros foram disparados dentro de uma van durante a madrugada deste domingo (8/11), na Asa Sul, em Brasília

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Tiros foram disparados dentro de uma van durante a madrugada deste domingo (8/11), na Asa Sul, em Brasília

Luisa Rany / Metrópoles

PM mata mulher dentro de van na Asa Sul

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PM mata mulher dentro de van na Asa Sul

Imagem cedida ao Metrópoles

16 pessoas estavam dentro do veículo após a comemoração de um aniversário

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16 pessoas estavam dentro do veículo após a comemoração de um aniversário

Imagem cedida ao Metrópoles

Bruno Cardoso dos Passos

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Bruno Cardoso dos Passos

Material enviado ao Metrópoles

Bruno Cardoso dos Passos foi preso na madrugada de sábado  após matar uma mulher dentro de uma van na Asa Sul

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Bruno Cardoso dos Passos foi preso na madrugada de sábado após matar uma mulher dentro de uma van na Asa Sul

Material cedido ao Metrópoles

Segundo a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), no carro havia 16 pessoas que voltavam da comemoração do aniversário. A van havia sido alugada para transportar os amigos para a celebração e o crime aconteceu na volta para casa. O grupo seguia para Ceilândia quando o pneu da van furou e o motorista parou no posto.

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Antes de embarcarem no veículo, a esposa de Bruno teria ficado irritada ao perceber que o marido abriu a porta de um carro de aplicativo para algumas mulheres que estavam no local. Ao questioná-lo sobre a atitude, ela jogou água no rosto dele, o que o deixou bastante alterado.

Já dentro da van, Alessandra da Silva Oliveira Andrade, de 26 anos, amiga da esposa de Bruno, fez um comentário que o desagradou. O militar passou a ameaçá-la de morte e afirmou que atiraria contra ela. Em seguida, também ameaçou matar a própria esposa.

Ainda de acordo com o relato, Bruno dormiu por aproximadamente 30 minutos durante o trajeto. Ao acordar, afirmou que os outros passageiros estavam falando dele e ameaçou matar todos que estavam na van.

Quando o motorista parou no posto de combustíveis, alguns passageiros desembarcaram da van. Foi nesse momento que Bruno começou a atirar contra as pessoas que estavam dentro do veículo e em seguida, desembarcou e continuou atirando contra o veículo até acabar a munição da arma.

Alessandra foi atingida pelos tiros e morreu ainda dentro da van. Outras quatro pessoas ficaram feridas, entre elas a esposa do militar.

Bruno também atirou na cabeça de outro policial militar que estava no local. A vítima precisou passar por uma cirurgia, que segundo a equipe médica foi bem-sucedida.

Apesar disso, o estado de saúde do homem permanece grave, e ele segue internado na UTI Neuro, sob cuidados intensivos.

A arma utilizada no crime foi apreendida pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), assim como o aparelho celular do militar.

Polícia Militar se manifesta

Em nota, a Polícia Militar informou que a motivação do crime está em apuração e esclareceu que foi a própria corporação que localizou e prendeu o suspeito.

“O caso permanece em andamento na delegacia para os procedimentos legais e a apuração dos fatos. A PMDF lamenta profundamente o episódio, manifesta solidariedade aos familiares e amigos da vítima fatal e deseja pronta recuperação às pessoas feridas. A instituição reafirma que não compactua com condutas dessa natureza e que todas as medidas legais, criminal, disciplinar e administrativas cabíveis serão adotadas”, informou a PMDF em nota.

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