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TCDF determina volta de transporte escolar para alunos da Estrutural

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Na sessão ordinária desta quinta-feira, dia 07 de julho de 2016, o Tribunal de Contas do Distrito Federal determinou à Secretaria de Educação que volte a oferecer, imediatamente, o transporte escolar para alunos da rede pública de ensino que moram na Cidade Estrutural e estão matriculados em escolas do Cruzeiro.

A SES/DF também está impedida de interromper a prestação do serviço no trajeto Estrutural/Guará.  A suspensão estava prevista para ocorrer a partir do dia 15 de agosto, segundo denúncia do Ministério Público de Contas do DF ao Tribunal. A decisão de cortar o transporte escolar para o Cruzeiro prejudicou 263 estudantes da Estrutural e afetaria outros 701 alunos, no caso do itinerário para o Guará.

Segundo a representação do MPC/DF, a Secretaria concederia Passe Livre Estudantil para que os jovens utilizassem o transporte público convencional. Mas, no entendimento do Ministério Público, a medida geraria vários transtornos, ampliando a vulnerabilidade social desses alunos.

Na decisão, o TCDF levou em conta o Decreto 23819/2003, que obriga o fornecimento do serviço em casos de interdição de unidade escolar, o que ocorreu na EC 01 da Estrutural. Essa escola foi construída em 2008 e está interditada desde 2012. A norma também obriga a concessão de transporte escolar quando a rede de ensino não for capaz de absorver a demanda de um determinado local.

A Secretaria de Educação tem 10 dias para prestar esclarecimentos ao TCDF.

Além da renúncia: Cunha ainda pode perder mandato e até ir para a cadeia

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Afastado pelo Supremo, ex-presidente da Câmara enfrenta processos no Congresso e no STF

De todo-poderoso da Câmara dos Deputados àrenúncia nesta quinta-feira (7), o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha tem futuro incerto pela frente. Cunha perdeu o comando da Casa, mas ainda segue como deputado — embora afastado pelo STF e proibido de circular pelos corredores do Legislativo.

Por enquanto, o que lhe resta é esperar e se defender nos vários processos que enfrenta: o peemedebista pode ser cassado pelos seus pares por quebra de decoro, além de ser réu em dois processos no Supremo, que podem leva-lo até para a cadeia.
Entenda, a seguir, a situação do parlamentar na Câmara e no Supremo Tribunal Federal e saiba o que pode acontecer com o peemedebista.

Futuro na Câmara
A renúncia de Cunha já era aguardada por cientistas políticos e outros parlamentares. A decisão foi tomada na madrugada, após reunião de Cunha com aliados.

Para uma parte dos deputados, a renúncia indicaria uma última cartada de Cunha para tentar evitar a cassação de seu mandato.
Ele responde a um processo por quebra de decoro parlamentar por ter mentido à CPI da Petrobras, em novembro passado, quando afirmou não possuir contas bancárias no exterior. Contudo, em meio às investigações da Operação Lava Jato, o Ministério Público da Suíça enviou ao Brasil documentos que vinculavam Cunha a recursos administrados por trustes (fundações que administram recursos de terceiros).

Diante disso, PSOL e Rede entraram com um pedido de cassação no Conselho de Ética da Câmara, argumentando que ele havia quebrado o decoro parlamentar ao mentir para seus colegas.

Cunha até hoje sustenta que não mentiu — diz que os valores eram geridos por trusts e, logo, que ele é apenas um beneficiário.
O processo interno contra ele, porém, acabou caminhando, mesmo que a passos lentos. O Conselho de Ética aprovou um parecer, no mês passado, que recomenda sua cassação.

O processo então seguiu para a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), última parada antes de a decisão ir para plenário. Mas Cunha também apresentou suas cartadas nessa instância. Ele apresentou um recurso pedindo a anulação do processo sob o argumento de cerceamento de defesa.

O relator do pedido na CCJ, deputado Ronaldo Fonseca (Pros-DF), emitiu parecer defendendo que a votação pelo Conselho de Ética seja anulada.

O texto de Fonseca seria votado na próxima segunda-feira (11), mas o presidente da CCJ, Osmar Serraglio (PMDB-PR), cancelou a sessão alegando que o peemedebista fez nesta quinta um aditamento ao recurso informando sobre a renúncia. O presidente da CCJ convocou a sessão então para a terça-feira (12).

No comunicado distribuído aos parlamentares, Serraglio considera “o fato novo ocorrido no dia de hoje” e a “frustração da expectativa” de esforço concentrado na Câmara como motivos do cancelamento da sessão de segunda-feira. Com a decisão, a possibilidade da votação da cassação de Cunha no plenário antes do recesso parlamentar (18 de julho a 31 de julho) foi enterrada.

Cunha pode até tentar se manter como deputado, mas a situação dele é avaliada como “muito difícil” por analistas e cientistas políticos, como o cientista político Ricardo Ismael, da PUC-Rio.

“Esta conta cairia no colo de Temer”, disse Ismael à BBC Brasil.

— Cunha e aliados podem até estar tentando uma salvação, mas é difícil prosperar porque seria um enorme desgaste para o presidente interino. Ele não poderia assumir salvar Cunha. Seria um tiro no pé às vésperas do impeachment. Mas não dá para garantir. A gente sabe, em política tudo pode acontecer.

Futuro no STF
No atual cenário, mentir à CPI e ter o mandato cassado pode ser visto como o menor dos problemas de Cunha. Isso porque as investigações da Operação Lava Jato o colocaram no banco dos réus, assim como sua mulher, Claudia Cruz.

Cunha é réu em duas ações penais, além de estar na mira de uma denúncia (que ainda aguarda análise dos ministros) e de outros três inquéritos. Todos estão com o ministro Teori Zavascki, que integra a 2ª Turma do STF. Outra investigação contra o deputado, sobre um esquema de corrupção em Furnas, está com o ministro Dias Toffoli, que também faz parte do mesmo colegiado.

Em 3 de março, ele se tornou réu, por unanimidade, por suspeita de receber ao menos US$ 5 milhões em propinas referentes a dois contratos de navios-sonda da Petrobras em 2006 e 2007.

Já em 22 de junho, o STF abriu a segunda ação penal contra ele, também por unanimidade, em razão de valores não declarados que o parlamentar mantém nos trustes da Suíça — atualmente os valores estão bloqueados.

Pelas duas ações penais, Cunha pode ser condenado a, no máximo, 55 anos de prisão, mais a multa. Os julgamentos ainda não possuem data para acontecer.

Com a renúncia, uma das consequências imediatas é que todos os procedimentos contra ele no STF passarão a ser julgados não mais pelo plenário e sim pela 2ª Turma da Corte, colegiado formado por cinco dos 11 ministros.

Em 2014, uma mudança no regimento interno do STF alterou a competência do plenário para analisar os processos criminais apenas do presidente da República, do vice, dos presidentes da Câmara e do Senado, do procurador-geral da República e dos próprios ministros do STF. Já a turmas ficam responsáveis por julgar as demais autoridades, como senadores e deputados.
Além de Toffoli e Teori, a 2ª Turma é formada por Cármen Lúcia, Celso de Mello e Gilmar Mendes.

Ainda pesa contra o deputado duas ações cautelares no STF. Uma delas garantiu o afastamento dele do cargo de presidente da Câmara e do mandato de deputado. A segunda pede para que o ministro Teori Zavascki autorize que ele seja preso por tentar interferir nos processos contra ele na Corte e também no que tramita na Câmara e que pode cassar seu mandato.

Por causa da decisão do STF de afastá-lo da Câmara, Cunha está proibido de frequentar a Casa. Ele só poderá aparecer para se defender do processo de cassação e, ainda assim, após comunicar oficialmente à Corte sobre a visita. Com a renúncia à presidência da Câmara, a defesa estuda pedir flexibilização da medida.

Do R7, com agências

Receita abre hoje consulta ao 2º lote do Imposto de Renda 2016

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Estão incluídos nesse segundo lote de restituição 1.490.266 contribuintes.
Serão liberadas restituições de quem caiu na malha fina entre 2008 e 2015.

A Receita Federal abre nesta sexta-feira (8), a partir das 9h, as consultas ao segundo lote de restituições do Imposto de Renda 2016 e a lotes residuais, de quem caiu na malha fina, de 2008 a 2015.

Estão incluídos nesse segundo lote de restituição 1.490.266 contribuintes, totalizando mais de R$ 2,5 bilhões em restituições. O pagamento será feito no dia 15 de julho.

Consultas
Assim que aberta, a consulta poderá ser feita pelo site:
http://www.receita.fazenda.gov.br/Aplicacoes/Atrjo/ConsRest/Atual.app/paginas/index.asp

A Receita Federal lembrou que há ainda o aplicativo para tablets e smartphones que facilita consulta às declarações do IRPF e situação cadastral no CPF, diretamente nas bases de dados da Receita Federal.

Ordem de recebimento
Após o pagamento das restituições para contribuintes idosos e com deficiência física, mental ou moléstia grave, as restituições serão pagas pela ordem de entrega da declaração doImposto de Renda, desde que o documento tenha sido enviado sem erros ou omissões.

Geralmente, são liberados sete lotes do IR a cada ano, entre junho e dezembro. Os valores das restituições do Imposto de Renda são corrigidos pela variação dos juros básicos da economia, atualmente em 14,25% ao ano. Em 2016, o Fisco recebeu quase 28 milhões de declarações de Imposto de Renda até 30 de abril – o prazo legal.

Malha fina
No fim de abril, a Receita Federal informou que716 mil declarações já estavam retidas na malha fina do IR devido a inconsistências das informações prestadas. Nos últimos anos, a omissão de rendimentos foi o principal motivo para cair na malha fina, seguido por inconsistências na declaração de despesas médicas.

Para saber se está na malha fina, os contribuintes podem acessar o “extrato” do Imposto de Renda no site da Receita Federal no chamado e-CAC (Centro Virtual de Atendimento). Clique aqui para acessar o e-CAC

Para acessar o extrato do IR é necessário utilizar o código de acesso gerado na própria página da Receita Federal, ou certificado digital emitido por autoridade habilitada.

Após verificar quais inconsistências foram encontradas pela Receita Federal na declaração do Imposto de Renda, o contribuinte pode enviar uma declaração retificadora. Quando a situação for resolvida, o contribuinte sai da malha fina e, caso tenha direito, a restituição será incluída nos lotes residuais do Imposto de Renda.

Do G1, em São Paulo

PF faz buscas em São Paulo, Santos e São bernardo do Campo

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Operação Lava Jato investiga esquema bilionário de lavagem de dinheiro.
Ação foi deflagrada em São Paulo, Santos e São Bernardo do Campo.

Policiais federais estão nas ruas na manhã desta quinta-feira (7) para cumprir mandados judiciais referentes à 32ª fase da Operação Lava Jato em São Paulo, Santos e São Bernardo do Campo. Foram expedidos 17 ordens judiciais, sendo sete conduções coercitivas, que é quando a pessoa é levada para prestar depoimento, e 10 mandados de busca e apreensão.
A ação foi batizada de “Caça-fantasmas”, é um desdobramento da 22ª fase, batizada de triplo X, e investiga crimes contra o sistema financeiro nacional, lavagem de ativos e organização criminosa transnacional.

A atual fase identificou que o banco panamenho FPB Bank atuava no Brasil, sem autorização do Banco Central, com o objetivo de abrir e movimentar contas em território nacional e, assim, viabilizar o fluxo de valores de origem duvidosa para o exterior, à margem do sistema financeiro nacional.

Um dos mandados de condução é contra Edson Paulo Fanton, que é representante do banco panamenho que atuava no Brasil. A PF chegou ao prédio onde ele mora, no bairro do Gonzaga, um dos principais de Santos, por volta das 6h10. O investigado não ofereceu resistência e acompanhou os policiais até a sede da Polícia Federal, onde chegou por volta das 7h30.
O G1 tenta contato com a defesa de Fanton.

Há elementos, ainda segundo a PF, que o banco funcionava no Brasil como uma agência de private banking – uma espécie de serviço destinados a clientes milionários, normalmente com caráter individualizado. A instituição também tinha como produto a comercialização de empresas offshore, que eram registradas pela Mossak Fonseca. A empresa foi citada na 22ª etapa da operação.

Os serviços disponibilizados pelo banco panamenho e pelo escritório Mossak Fonseca foram utilizados por pessoas e empresas ligadas a investigados na operação Lava Jato. Segundo a PF, com isso foi possível concluir que recursos retirados irregularmente da Petrobras possam ter transitado pela instituição financeira investigada.

O nome Caça-fantasmas “remete, dentre outros aspectos, a um dos objetivos principais da investigação que foca na apuração de verdadeira extensão obscura da instituição bancária no Brasil, bem como a vasta clientela que utiliza de seus serviços e do escritório Mossak Fonseca para operações financeiras com características de ilicitude e de forma oculta”, destacou a PF.

31ª fase

A 31ª fase da operação foi cumprida na segunda-feira (4) e mirou as investigações para o Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes).

Segundo o Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal (PF), o Consórcio Novo Cenpes pagou R$ 39 milhões em propina para conseguir um contrato na Petrobras entre 2007 e 2012. Entre os beneficiários do dinheiro estaria uma escola de samba.
O consórcio era composto pela OAS, Carioca Engenharia, Construbase Engenharia, Shahin Engenharia e Construcap CCPS Engenharia.

A operação foi batizada de Abismo e prendeu o ex-tesoureiro do PT Paulo Adalberto Alves Ferreira, que já estava detido desde 24 de junho, quando foi alvo da Operação Custo Brasil, que investiga fraudes no crédito consignado de servidores públicos.

Também foram presos os empresários Erasto Messias da Silva Júnior, Genesio Schiavinato Júnior, o ex-executivo da Schahin Engenharia Edson Freire Coutinho e o presidente da Construcap, Roberto Ribeiro Capobianco. Todos foram presos temporariamente.
Adriana Justi e Camila Bonfim – Do G1 PR e da TV Globo em Brasília

6 das 10 maiores empreiteiras tiveram executivos presos na Lava Jato

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Ranking considera receita bruta total das empresas brasileiras em 2014.
Empresas de presos na Lava Jato tiveram receita de R$ 28,87 bilhões.

Seis das dez maiores empreiteiras do país já tiveram executivos presos na Operação Lava Jato – que apura desvio de recursos da Petrobras na ordem de R$ 10 bilhões. O levantamento foi feito pelo G1 com base em um ranking das maiores construtoras do país, segundo a receita bruta total de 2014, elaborado pela revista “O Empreiteiro” – considerada referência no setor.

As empresas são: Odebrecht, Queiroz Galvão, Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez, Galvão Engenharia e Construcap.
A Mendes Júnior, que aparece na 12ª colocação no ranking das maiores empreiteiras, também teve um executivo preso.

A OAS e a UTC, empreiteiras que também já tiveram diretores presos pela Lava Jato, não participaram do ranking, pois não enviaram os dados solicitados pela publicação. No ano anterior, a OAS apareceu na 3ª posição no mesmo ranking da revista.

De acordo com o levantamento feito pelo G1, pelo menos 42 executivos de empreiteiras já foram presos em todas as fases da Lava Jato. Considerando apenas as sete maiores empresas, foram pelo menos 27 prisões.

Segundo o ranking da “O Empreiteiro”, a Odebrecht teve receita bruta de R$ 7,46 bilhões em 2014, liderando a lista. Ela é seguida pela Queiroz Galvão (R$ 4,99 bilhões), pela Camargo Corrêa (R$ 4,92 bilhões) e pela Andrade Gutierrez (R$ 4,31 bilhões). Em quinto lugar, está a Galvão Engenharia (R$ 3,79 bilhões).

Considerando as sete maiores empresas com prisões, a receita bruta de 2014 chega a R$ 28,87 bilhões.

Condução coercitiva

Além das prisões, executivos de empreiteiras também foram alvos de mandados de condução coercitiva (quando a pessoa é levada a depor e depois é liberada) durante a Operação Lava Jato. Entre as 25 maiores empresas, seis já tiveram executivos intimados a depor. São elas: Odebrecht, Queiroz Galvão, Andrade Gutierrez, Construcap, Mendes Júnior e WTorre (a 22ª do ranking da revista).

Pelo menos 30 executivos receberam mandados de condução coercitiva na operação, sendo que 11 desses fazem ou faziam parte do quadro de funcionários das seis empresas citadas.

Veja abaixo o ranking de receita bruta das 25 maiores empreiteiras em 2014:

1 – Norberto Odebrecht (R$ 7,46 bilhões)
2 – Queiroz Galvão (R$ 4,99 bilhões)
3 – Camargo Corrêa (R$ 4,92 bilhões)
4 – Andrade Gutierrez (R$ 4,31 bilhões)
5 – Galvão Engenharia (R$ 3,79 bilhões)
6 – MRV Engenharia (R$ 2,5 bilhões)
7 – Construcap (R$ 1,97 bilhão)
8 – Direcional Engenharia (R$ 1,91 bilhão)
9 – Carioca Christiani-Nielsen Engenharia (R$ 1,87 bilhão)
10 – A.R.G. (R$ 1,63 bilhão)
11 – Método Potencial Engenharia (R$ 1,62 bilhão)
12 – Mendes Júnior (R$ 1,41 bilhão)
13 – Constran (R$ 1,32 bilhão)
14 – Serveng Civilsan (R$ 1,24 bilhão)
15 – Eztec (R$ 1,12 bilhão)
16 – Calçada Empreendimentos Imobiliários (R$ 984,8 milhões)
17 – Moura Dubeux Engenharia (R$ 909,4 milhões)
18 – Via Engenharia (R$ 852,9 milhões)
19 – Racional Engenharia (R$ 849,8 milhões)
20 – Construtora Barbosa Mello (R$ 849,5 milhões)
21 – S. A. Paulista (R$ 832 milhões)
22- WTorre Engenharia e Construção (R$ 817,9 milhões)
23 – Rio Verde Engenharia (R$ 773,9 milhões)
24 – J. Malucelli Construtora de Obras (R$ 739,1 milhões)
25 – Integral Engenharia (R$ 677,2 milhões)
Clara Velasco – G1, em São Paulo

A importância do check-in no seu estabelecimento para impulsionar uma página do facebook

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Há muito se foi o tempo que as redes sociais não faziam diferença na vida dos empresários.

É recomendado não só manter páginas ativas da sua empresa. Tem que administrá-las de modo a conquistar novos clientes e sua fidelidade.

Uma das ferramentas atuantes nesse processo é a de check-in. Nada mais é do que um meio de informar sua localização aos seus amigos e seguidores. Redes sociais como Instagram, Facebook e Foursquare permitem que o usuário compartilhe essa informação. O que dá ao lugar uma divulgação espontânea.

Para se ter uma ideia, em 2012, em seu auge, estatísticas mostravam que ao menos 3 milhões de check-ins eram feitos todos os dias no foursquare. A quantidade de divulgação que isso pode gerar para as empresas é inacreditável.

Com tamanho sucesso, empresários começaram a apostar na onda dos check-ins oferecendo promoções para quem utilizasse o recurso em seu estabelecimento. Brindes e descontos em determinados produtos ou atendimentos são apenas alguns dos bônus.

Para os usuários, os benefícios são diversos. Encontrar amigos que estejam em locais próximos naquele momento, saber mais sobre um lugar que pretende visitar no futuro, conhecer novos e ser motivado a ir aos lugares por conta de suas promoções.

Já para as empresas, as vantagens se resumem à divulgação. Ter sua marca espalhada pelas páginas de pessoas que não a conheciam (ou que talvez até soubessem de sua existência, mas nunca haviam expressado interesse em conhecê-la mais a fundo) é uma vantagem, no mínimo, esplêndida.

Os check-ins proporcionam a expansão do relacionamento entre empresa e cliente, permitindo sua fidelização e aumentando a divulgação espontânea.

Polícia faz ação contra fraude em resultados de jogos de futebol

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Polícia cumpre dez mandados de prisão em SP, RJ e CE.
Grupo alterava resultados para beneficiar apostadores asiáticos.

Uma operação da Polícia Civil que investiga fraudes em resultados de jogos de futebol cumpre dez mandados de prisão na manhã desta quarta-feira (6) em São Paulo, Rio de Janeiro e Ceará.

O objetivo da operação game over (fim de jogo) é desarticular o grupo que alterava resultados de partidas de futebol das séries A2,que corresponde à segunda divisão, A3, terceira divisão e B, quarta divisão. Eles compravam treinadores e atletas para manipular os resultados.

A investigação durou cinco anos e apurou que o placar era manipulado para beneficiar apostadores asiáticos, que faziam apostas pela internet. A propina para pagar os técnicos e jogadores vinha de bolsas de apostas da Indonésia, Malásia e China.

O esquema era chefiado por um agenciador carioca e um ex-jogador de futebol que atuou na Indonésia.

Máfia do apito

Em 2005, o escândalo da Máfia do Apito veio à tona. Árbitros foram acusados de manipular resultados de partidas dos principais torneios nacionais para ajudar apostadores a lucrarem com os placares encomendados. No centro do escândalo, o juiz Edílson Pereira de Carvalho, um dos dez que utilizavam o escudo da Fifa no país, foi preso. Várias partidas do Campeonato Brasileiro da Série A que já tinham sido disputadas foram canceladas e realizadas novamente.
Do G1 São Paulo

PF mira ex-diretor da Eletronuclear que já cumpre prisão domiciliar

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Agentes da PF em condomínio na Barra da Tijuca (Foto: Pedro Figueiredo/TV Globo)

Dez mandados foram expedidos.
Investigações apuram irregularidades na Eletronuclear.

Agentes da Polícia Federal cumprem, na manhã desta quarta-feira (6), 9 mandados de prisão no Rio de Janeiro e em Porto Alegre relacionados à Operação Lava Jato. A investigação apura irregularidades na Eletronuclear. Até as 7h43, duas pessoas tinham sido detidas.

A operação desta quarta, batizada de Pripyat, cumpre mandados expedidos pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio. Nove mandados são cumpridos no Rio e um em Porto Alegre. O alvo principal é o ex-diretor-presidente da Eletronuclear Othon Luiz Pinheiro da Silva, que já cumpre prisão domiciliar. Ele deve foi levado para a sede da PF, na Zona Portuária do Rio, e, em seguida, para o Complexo Penitenciário de Bangu, onde estão os presos da Operação Saqueador, entre eles o dono da Delta, Fernando Cavendish, e o contraventor Carlinhos Cachoeira.

Participam da operação, no Rio e em Porto Alegre, 137 policiais. O nome da ação é uma referência a uma cidade perto da usina de Chernobyl, na Ucrânia, que fazia parte da então União Soviética. Moradores tiveram que deixar o local às pressas após o desastre nuclear na usina, transformando-a numa cidade fantasma.

Além dos mandados de prisão, serão cumpridos também de busca e apreensão e condução coercitiva — quando alguém suspeito de ser ligado ao caso é levado para prestar depoimento e depois liberado.

De acordo com a PF, as investigações apontam que um clube de empreiteiras atuava para desviar recursos da Eletronuclear, principalmente os destinados às obras da Usina Nuclear de Angra 3. A Operação Pripyat apura crimes de corrupção, peculato, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

ação penal sobre o esquema de corrupção na Eletronuclear foi desmembrada da apuração do da Petrobras no dia 29 de outubro, e encaminhada para a Justiça Federal do Rio. Com o desmembramento, deixou de ser julgada no federal no Paraná, onde tiveram início as investigações da Lava Jato.

Othon está afastado da Eletrobras desde abril do ano passado por conta das investigações. Em 28 de julho, foi preso na 16ª fase da Lava Jato, acusado de receber R$ 4,5 milhões de propina das obras da Usina Nuclear de Angra 3. Inicialmente, o ex-diretor ficou detido em um quartel do Exército em Curitiba. Em novembro, foi transferido para o 1º Distrito Naval, no Rio de Janeiro, e atualmente está em prisão domiciliar.

Em junho deste ano, o MPF pediu a condenação de Othon por crimes como corrupção passiva, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e obstrução da Justiça. Na ocasião, o advogado do ex-diretor da Petrobras afirmou que ele só se pronunciaria nos autos.

Em abril, em depoimento na 7ª Vara Criminal Federal do Rio de Janeiro, o ex-presidente admitiu que usou contratos de fachada feitos com empresas de amigos para receber dinheiro da construtora Andrade Gutierrez, mas negou que fosse propina.

Do G1 Rio

Brasília enfrenta surto de caxumba

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A Secretaria de Saúde do Distrito Federal notificou 757 casos de caxumba entre os meses de janeiro e junho. Desde o início do ano, foram registrados 20 surtos da doença na capital: 13 em escolas, três em residências, dois em complexos penitenciários e dois em outros locais não divulgados. No mês de junho, foram 12 surtos. Os homens, 467 deles, são a maioria dos infectados. A Secretaria informou que o vírus pode infeccionar os testículos e até levar à esterilidade.

De acordo com o Ministério da Saúde, a vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, rubéola e caxumba, é a melhor forma de prevenir a doença. A vacina entrou para o calendário básico de vacinação, a crianças de 1 ano de idade, em 1996, e está disponível na rede pública de todo o país. Para crianças e adolescentes de até 19 anos são ministradas duas doses. Pessoas de 20 e 49 anos recebem apenas uma dose da vacina

A Secretaria do DF alerta que, em caso de surto, a recomendação é que os pacientes fiquem isolados e que se verifique a caderneta de vacinação de todos que tiveram contato com os pacientes. O isolamento deve durar no mínimo de 10 a 15 dias, contados a partir dos primeiros sinais e dos sintomas da doença. Para evitar a contaminação também é preciso evitar ambientes aglomerados e fechados e compartilhar copos e talheres.

Em diversos municípios brasileiros tem sido registrado aumento de casos da doença, especialmente entre jovens adultos que não foram vacinados.

O boletim epidemiológico do DF pode ser acessado aqui.

A doença

A caxumba é uma doença viral aguda causada pelo vírus Paramyxovirus. A transmissão ocorre por meio do contato com a saliva de pessoas infectadas e a maior ocorrência da doença é no inverno e na primavera, período de temperaturas mais baixas. A incubação da doença varia de 12 a 25 dias e o período de transmissão dura de 16 a 18 dias.

A principal e mais comum manifestação desta doença é o inchaço glândulas salivares, febre, calafrios e dores de cabeça ao mastigar e engolir. Em menores de cinco anos de idade são comuns sintomas das vias respiratórias e perda neurosensorial da audição. A caxumba também pode ocasionar aborto espontâneo no primeiro trimestre da gestação.

Qual será o fim da Lava Jato?

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É compreensível que o cidadão tenha perdido o fio da meada da Operação Lava Jato. Nem os videogames mais sofisticados têm tantas fases. Turbulência, Custo Brasil, Saqueador, Tabela Periódica, Sépsis, Boca Livre, Abismo… as investigações não param e chegaram ontem à 31.ª etapa (na foto, autoridades dão entrevista sobre ela). Delatores delatam, procuradores denunciam, a polícia prende – e no Rio de Janeiro está até faltando tornozeleira eletrônica, tamanha a quantidade de corruptos.

Quem acompanha o caso por dever profissional tem, a esta altura, uma sensação de déjà vu. Um mesmo mecanismo se repete a cada nova denúncia. Há contratos públicos, empresários em busca de vantagens, políticos corruptos e um previsível encontro de interesses para lesar o bolso do cidadão. Como nenhum outro evento, a Lava Jato revelou as entranhas do capitalismo de compadrio brasileiro. Qual será o fim dela?

A promessa sempre foi ir além da corrupção. Ao revelar relações espúrias, as investigações abriram espaço para que, no lugar delas, fossem erguidas instituições mais sólidas, capazes de dar uma base nova ao capitalismo brasileiro. Nosso capitalismo de compadrio só existe e resiste há tanto tempo porque tal conluio de interesses funciona para ambos os lados.

Para os empresários corruptores, pagar propina garante que não haverá expropriação ou mudança de regras durante a maturação de seus investimentos. Para os políticos, a sociedade com empresários financia campanhas e promove obras necessárias ao crescimento e à sua sobrevivência no poder. Ao romper esse acordo de interesses, é preciso pôr algo no lugar: instituições que deem segurança ao investidor, sem criar privilégios a este ou aquele grupo, além de servir para punir os políticos que cobrem propina.

Uma avaliação honesta da Lava Jato precisa reconhecer que, apesar de avanços, estamos longe disso. As novas leis estabelecendo regras mais sensatas para as diretorias de estatais e novas modalidades de concorrência, em que a empresa é obrigada a apresentar um projeto executivo, não apenas um projeto básico sujeito a dezenas de aditivos, são um bom começo. Mas não bastam.

De nada adianta a Justiça funcionar apenas em Curitiba, se o nó da Lava Jato está em Brasília. A classe política resiste a implantar uma nova legislação que implique mudanças profundas no statu quo. Dezenas de empresários graúdos já foram presos. A pergunta que todos se fazem é: e os políticos, que cometeram crimes e não têm interesse nessas mudanças? Quando irão para a cadeia? Não nomes de pouca relevância, como o ex-deputado André Vargas, o ex-deputado Paulo Ferreira ou o ex-vereador Alexandre Romano. Mas políticos graúdos, quando?

O único a ser preso e a reconhecer seus crimes foi o ex-senador Delcídio Amaral. Basta dar uma olhada nas dúzias de delações já homologadas pela Justiça para saber que a corrupção não para aí. Os maiores nomes do PMDB conspiraram para “estancar a sangria”, nas imortais palavras do senador Romero Jucá – ou será que a “sangria” era apenas uma beberagem preparada em festas?

Que dizer da mais eloquente anotação do iPhone de Marcelo Odebrecht: “dizer do risco cta suíça chegar campanha dela”? Com a prisão do marqueteiro João Santana, vieram à tona as provas de que o petrolão financiou campanhas da presidente afastada Dilma Rousseff, que não perde uma oportunidade para se dizer “inocente” e “honesta”.

Marcelo, que antes dizia não “ter o que dedurar” certamente poderá fornecer os detalhes em sua delação premiada. Assim como o empreiteiro Léo Pinheiro poderá contar com precisão a história dos imóveis atribuídos ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Atibaia e no Guarujá. Ambas as delações são as mais aguardadas em toda a Lava Jato, justamente pelo teor dos nomes de políticos potencialmente envolvidos.

Punir políticos graúdos é um dever que cabe, em primeiro lugar, ao Supremo Tribunal Federal (STF). Depois de levar meses para analisar o caso do presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha, de arrastar há anos inquéritos contra o presidente do Senado, Renan Calheiros, e de emitir em questão de horas um habeas corpus libertando o ex-ministro Paulo Bernardo, podemos afirmar que a ação do Supremo tem, no mínimo, variado entre morosa e errática. Por mais diligente que seja o juiz Sérgio Moro, a Lava Jato não pode depender apenas da 13.ª Vara da Justiça Federal de Curitiba.

O desejo dos políticos já ficou evidente há tempos: construir um acordão para livrar todo mundo. É “estancar a sangria”, “passar uma borracha” ou qualquer chavão que a mente criativa dessa gente consiga pronunciar a portas fechadas. Eis o plano deles: ninguém vai pra cadeia, uma ou outra lei melhoram um pouco as coisas – e daqui a algum tempo tudo volta a funcionar como antes, como tem funcionado no Brasil desde sempre.

O desejo da população é outro: cadeia para os criminosos e instituições para desestimular o crime. Só falta os políticos entenderem que, na democracia, quem manda é a população. Nas eleições deste ano, talvez eles comecem a perceber a verdadeira transformação que a Lava Jato já provocou no país.

G1 – Por Helio Gurovitz