A segunda fase da operação Rota 060 prendeu os três últimos integrantes da organização criminosa que furtava e adulterava as caminhonetes

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) prendeu os últimos três membros de uma organização criminosa especializada em furtos de veículos de alto valor nesta quinta-feira (5/11). A segunda fase da Operação Rota 060 foi deflagrada na Vila Telebrasília (DF), no Setor de Garagens Oficiais Norte (SGON) e no Sol Nascente (DF).
Após a deflagração da primeira fase da operação, em 8 de outubro de 2026, a Coordenação de Repressão aos Crimes Patrimoniais (CORPATRI) obteve novas evidências nas investigações. Com isso, foi possível identificar e confirmar o envolvimento de outras três pessoas nas atividades do grupo criminoso.
A atuação da quadrilha
Conforme apurado à época pelo portal Metrópoles, a organização criminosa funcionava com rigorosa divisão de tarefas e organograma hierárquico, operando de forma estável e com verdadeira estrutura empresarial entre julho de 2025 e agosto de 2026.
À quadrilha é atribuída a autoria de pelo menos 11 furtos consumados de caminhonetes no DF. O grupo era especializado em furtar, receptar e adulterar os sinais identificadores das caminhonetes dos modelos Toyota Hilux e SW4.
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A cadeia logística prosseguia com as equipes de ocultação, que destinavam as caminhonetes aos pátios de “esfriamento”, seguidas pelo núcleo de adulteração e transporte, incumbido de realizar a clonagem de placas e chassis e de efetuar a transferência do bem para outros estados.
Por fim, na base do esquema, encontrava-se o setor responsável pela reinserção dos automóveis no mercado ilícito ou pela sua utilização direta como moeda de troca na aquisição de entorpecentes.
A operação
Após a identificação dos membros remanescentes, a polícia representou pela expedição de mandados de prisão preventiva contra os investigados. No dia 19 de outubro, todos os envolvidos com a organização criminosa foram denunciados e foi decretada a prisão preventiva dos três últimos integrantes do grupo.
Os investigados foram capturados nesta quinta-feira na Vila Telebrasília, no SGON e no Sol Nascente e responderão pelos seguintes crimes:
- Organização criminosa: pena de 3 a 8 anos de reclusão.
- Furto qualificado: pena de 4 a 10 anos de reclusão.
- Adulteração de sinal identificador de veículo automotor: pena de 3 a 6 anos de reclusão.
Com a segunda fase da Operação Rota 060, a PCDF avança na desarticulação da organização criminosa, reforçando o compromisso institucional com o enfrentamento aos crimes patrimoniais, a repressão qualificada aos furtos de veículos e a responsabilização dos envolvidos.
