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Líder de facção goiana ligada ao PCC é baleado na Bolívia; PF nega morte

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DÉLIO ANDRADE
DÉLIO ANDRADEhttp://delioandrade.com.br
Jornalista, sob o Registro número 0012243/DF
Na Mira

Engri Júnior de Almeida Maia, de 38 anos, conhecido como “Júnior Trindade” e apontado pelas forças de segurança como o foragido mais procurado do estado de Goiás, encontra-se internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital na Bolívia em estado gravíssimo. Ele foi atingido por disparos de arma de fogo na tarde deste sábado (24/10), em circunstâncias que ainda estão sendo apuradas pelas autoridades.

Reprodução
homem preso

Engri Júnior de Almeida Maia, de 38 anos, conhecido como “Júnior Trindade” e apontado pelas forças de segurança como o foragido mais procurado do estado de Goiás, encontra-se internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital na Bolívia em estado gravíssimo. Ele foi atingido por disparos de arma de fogo na tarde deste sábado (24/10), em circunstâncias que ainda estão sendo apuradas pelas autoridades.

Apesar de rumores e portais de notícias terem chegado a divulgar a morte de Júnior Trindade nas primeiras horas do dia, a Polícia Federal (PF) desmentiu a informação na manhã deste domingo (25/10). Segundo a corporação, o suspeito continua sob intensos cuidados médicos no país sul-americano.

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As circunstâncias exatas do ataque que resultou nos disparos recebidos pelo foragido ainda não foram confirmadas oficialmente. Duas hipóteses principais vêm sendo apuradas:

  • Ação policial: a primeira versão aponta que Júnior teria sido atingido por agentes policiais bolivianos durante uma operação internacional coordenada em conjunto com a Polícia Federal brasileira.
  • Guerra de facções: uma segunda versão sugere que o criminoso teria sido vítima de uma emboscada articulada por integrantes de uma facção rival que disputa o controle das rotas de tráfico na região de fronteira.

Conexão com o PCC

Júnior Trindade é apontado pelas investigações como o fundador e principal líder da Associação Amigos do Estado (ADE), facção criminosa criada há cerca de dez anos no município de Trindade, na Região Metropolitana de Goiânia.

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A organização atingiu proporções milionárias nos últimos anos, tornando-se alvo prioritário de operações do Ministério Público e das polícias Federal e Civil:

  • R$ 70 milhões: Montante mínimo que a ADE teria movimentado por meio de um banco digital com vínculos diretos com o Primeiro Comando da Capital (PCC), segundo levantamentos da Polícia Federal.
  • R$ 1 bilhão: Estimativa do Ministério Público de Goiás (MP-GO) para o volume total de dinheiro transacionado pela facção desde a sua criação.

Rota da droga

As investigações da PF revelam que o grupo utilizava uma logística complexa para abastecer o mercado nacional. A facção mantinha o uso estratégico de fazendas localizadas no estado do Tocantins, que serviam como entreposto e apoio logístico para o recebimento e distribuição de carregamentos de entorpecentes vindos diretamente da Bolívia.

As autoridades brasileiras acompanham os desdobramentos sobre o estado de saúde do foragido e trabalham junto aos órgãos bolivianos para esclarecer a dinâmica do ataque.

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