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Samara Mineiro comenta greve dos rodoviários e defende maior uso da TCB

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DÉLIO ANDRADE
DÉLIO ANDRADEhttp://delioandrade.com.br
Jornalista, sob o Registro número 0012243/DF
Distrito Federal

Candidata da UP afirmou apoiar mobilização dos trabalhadores e propôs ampliar atuação da empresa pública no transporte

Divulgação/UP
Samara Mineiro comenta greve dos rodoviários e defende maior uso da TCB

A candidata ao Governo do Distrito Federal pela Unidade Popular (UP), Samara Mineiro, comentou a greve dos rodoviários prevista para começar nesta segunda-feira (28/9) e defendeu o fortalecimento da Sociedade de Transportes Coletivos de Brasília (TCB) como alternativa ao atual modelo de transporte público. A declaração ocorreu neste domingo (27/9), durante uma caminhada com apoiadores na Rodoviária do Plano Piloto.

“O dinheiro público precisa servir ao povo, e não ao lucro dos empresários. Queremos uma TCB forte, pública e capaz de garantir transporte de qualidade para toda a população do Distrito Federal e avançar, gradualmente, para a tarifa zero”, disse.

Durante a caminhada, Samara também criticou o modelo de transporte coletivo do Distrito Federal e afirmou apoiar a mobilização dos trabalhadores. Segundo a candidata, as empresas recebem recursos públicos enquanto os rodoviários reivindicam reajuste salarial e melhores condições de trabalho.

“São bilhões para as empresas de ônibus, transporte precário para o povo e salário baixo para quem faz o sistema funcionar todos os dias”, afirmou.

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Greve

A greve dos rodoviários começa à 0h desta segunda-feira. A categoria manteve a paralisação em assembleia realizada neste domingo (27/9), após rejeitar a proposta apresentada pelas empresas de ônibus.

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Os trabalhadores recusaram uma oferta que previa reajuste salarial de 6%, além de aumentos de 7% no tíquete de refeição e alimentação e na cesta básica; e de 11,88% no auxílio-saúde e plano odontológico. A categoria reivindica 8% de reajuste nos salários, 10% nos benefícios de alimentação e 12% no plano de saúde.

Não há previsão para o fim da paralisação.

GDF questiona

O Governo do Distrito Federal (GDF) classificou a greve como “político-eleitoreira” e informou ter adotado medidas judiciais junto ao Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10). O Executivo local defende que sejam estabelecidos limites mínimos de funcionamento do transporte rodoviário durante a paralisação.

O GDF pediu à Justiça a manutenção de 80% da frota nos horários de menor movimento e de 100% nos períodos de maior fluxo, das 6h às 8h30 e das 17h às 19h30.

Segundo o governo, a mesa de negociação está aberta desde julho e mais de 10 propostas foram apresentadas pelas empresas. O Executivo também citou a proximidade das eleições e afirmou que o Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) solicitou apoio da Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob) para garantir a operação do transporte público durante o pleito.

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