“Maxixe”, suspeito de executar sentenças de morte do CDC, é investigado por homicídio no Capão Comprido, em São Sebastião

O integrante do Comboio do Cão (CDC) Osnairdson da Silva Pinheiro, conhecido como “Maxixe”, apontado como responsável por torturar e executar pessoas condenadas pelo tribunal do crime da organização em São Sebastião, tem uma extensa ficha criminal. Preso na quarta-feira (28/10), ele já havia protagonizado episódios de confronto com policiais com desacato: “Vocês são policiais de merda”.
Em uma das prisões, em 2020, desacatou militares durante uma abordagem e afirmou: “Eu conheço quem comanda todos vocês!”.
Na ocasião, policiais militares abordaram Osnairdson enquanto ele estava com uma bicicleta suspeita de ser produto de roubo. Durante a ação, o homem passou a xingar os agentes e questionar a presença da equipe no local.
Na época, ele foi levado para a delegacia e depois, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) ofereceu denúncia contra Osnairdson, como incurso na sanção do artigo 331 do Código Penal.
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Sentenças de morte em São Sebastião
Osnairdson foi preso após se apresentar à 30ª Delegacia de Polícia (São Sebastião). Ele era considerado foragido da Justiça no âmbito da Operação Estatuto, que investiga uma série de homicídios na região de Capão Comprido. Além dos crimes investigados na operação, ele responde a processos por latrocínio, ameaça, desacato, tráfico de drogas e roubo.
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Momento da prisão do Maxixe

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Osnairdson da Silva Pinheiro
Reprodução / PCDF

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Parazinho que continua foragido
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Segundo as investigações, cabia a “Maxixe” executar as sentenças impostas pelo grupo criminoso. Ele é apontado como responsável pela morte de um jovem de 20 anos, ocorrida em 26 de setembro de 2026, em Capão Comprido.
Vídeo de como “Maxixe” agia:
De acordo com a apuração policial, a vítima foi acusada de furtar drogas da organização criminosa e um aparelho celular. Como punição, teria sido submetida a uma sessão de tortura, durante a qual recebeu pauladas nas mãos. As agressões foram filmadas e divulgadas nas redes sociais como forma de intimidação. Em seguida, o jovem foi morto a tiros.
Operação Estatuto
A prisão de “Maxixe” e de “Diamantão” se soma a outras capturas realizadas no âmbito da Operação Estatuto. Entre os presos estão o homem apontado como líder da organização, capturado em 15 de outubro, o suspeito de coordenar as sessões de espancamento e uma mulher investigada por integrar o grupo criminoso.
Com a nova prisão, nove pessoas foram capturadas nos últimos 14 dias. As investigações continuam para localizar o último foragido, conhecido como “Parazinho”.
