Gravação que circula nas redes sociais mostra policial de camisa bolsonarista trocando soco com jovem dentro da estrutura de um parquinho
23/10/2026 15:38
, atualizado 23/10/2026 16:13

Um episódio de violência ocorrido em um espaço público de lazer infantil no município de Moju, no nordeste paraense, ganhou grande repercussão nas redes sociais após a divulgação de um vídeo gravado por populares. As imagens mostram um confronto físico entre um investigador da Polícia Civil paraense e um adolescente dentro da estrutura de um brinquedo. O motivo da briga seria política, envolvendo a disputa presidencial entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
A pancadaria ocorreu na noite da última quinta-feira (22/10). O agente envolvido na confusão é conhecido na região pelo apelido de “Gibão”. Testemunhas e publicações afirmam ainda que o policial portava uma arma de fogo na cintura no momento em que a briga ocorreu.
Nas gravações que viralizaram, é possível observar o momento em que o investigador se aproxima do jovem e ambos iniciam uma luta corporal sobre a estrutura destinada a crianças. Outras pessoas que frequentavam a praça no momento aparecem ao fundo acompanhando a cena com apreensão.
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Declaração do policial
“Subi na estrutura e desferi um soco em um dos adolescentes”, admitiu o agente, afirmando também ter sido atingido durante a briga. Diante da repercussão do caso, o próprio investigador publicou um vídeo para apresentar sua versão dos fatos. Segundo o relato do servidor público, ele estava no parque infantil acompanhado de suas duas filhas pequenas — uma bebê de um ano e meio e uma criança de oito anos.
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O policial alegou que a confusão teve início após ser provocado pelos jovens por causa da camisa que vestia, estampada com a imagem e o número de Flávio Bolsonaro (PL). Segundo “Gibão”, o atrito verbal escalou quando ele questionou o motivo de os adolescentes estarem ocupando o espaço destinado ao público infantil.
No vídeo, o agente admite ter subido na estrutura do brinquedo e desferido um soco em um dos adolescentes, alegando ter reagido e afirmando que também foi atingido por socos durante a briga.
Apesar das declarações prestadas publicamente pelo investigador, as circunstâncias exatas do início do confronto e a sequência completa dos fatos ainda dependem de apuração e perícia por parte das autoridades competentes.
